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Saúde

Justiça obriga Hapvida a custear cirurgia robótica para paciente com câncer de próstata

A Justiça de Mato Grosso determinou que a Hapvida Assistência Médica custeie integralmente uma cirurgia robótica indicada para o tratamento de câncer de próstata, após a operadora negar a cobertura do método recomendado pelo médico responsável.

O paciente obteve decisão favorável em caráter de urgência, garantindo a realização da prostatectomia radical com técnica robótica. O procedimento foi apontado como o mais adequado para o quadro clínico, por ser menos invasivo e apresentar melhores resultados funcionais e oncológicos.

Embora tenha autorizado a cirurgia, a operadora recusou o pagamento da tecnologia, sob a justificativa de que o método não consta no rol de procedimentos obrigatórios da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). A defesa do paciente recorreu ao Judiciário e conseguiu assegurar a cobertura.

O recurso apresentado pela Hapvida Assistência Médica foi analisado pela Segunda Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que manteve a decisão de primeira instância por unanimidade. A relatoria ficou com a juíza convocada Tatiane Colombo.

No voto, a magistrada ressaltou que a operadora não questionou o diagnóstico nem a necessidade da intervenção cirúrgica, limitando-se a contestar apenas a técnica indicada. Para o colegiado, a ausência do procedimento no rol da ANS não elimina a obrigação de cobertura quando há prescrição médica fundamentada, especialmente em casos de câncer.

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A decisão também destacou que a demora ou recusa no tratamento pode agravar o quadro clínico e comprometer as chances de recuperação, configurando violação aos direitos à saúde e à vida. Com isso, foi mantida a determinação para que a operadora arque com todos os custos da cirurgia robótica prescrita.

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Saúde

Doar sangue e salvar vidas: um gesto simples que transforma o mundo

Doar sangue para salvar vidas. Poucos gestos são tão simples e, ao mesmo tempo, tão poderosos quanto esse.

Em menos de uma hora, uma única doação pode beneficiar até quatro pessoas. Não é preciso ser herói nem ter habilidade especial. Basta ter saúde, disposição e sensibilidade para ajudar o próximo.

O sangue não possui substituto artificial. Nenhuma fábrica o produz. Nenhum laboratório consegue reproduzi-lo. Ele existe apenas em cada um de nós e só chega a quem precisa por meio da solidariedade humana. Cada doação é a demonstração concreta de que uma vida importa.

Pense na criança que necessita de transfusão durante uma cirurgia. Na mulher que enfrenta complicações após o parto. Na vítima de acidente que chega ao Pronto-Socorro em estado grave. No paciente em tratamento contra o câncer. Para cada um deles, uma bolsa de sangue pode representar a diferença entre a vida e a morte. Essa é a realidade diária dos hospitais brasileiros, inclusive aqui em Mato Grosso.

Neste 14 de junho, o mundo celebra o Dia Mundial do Doador de Sangue. Em 2026, a campanha da Organização Mundial da Saúde, no âmbito do ‘Junho Vermelho’, traz o tema “Doe sangue, dê esperança: juntos salvamos vidas”. Uma convocação que precisa ir além das datas e se tornar uma atitude permanente.

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Tenho levado esse compromisso a sério na prática. Por meio dos mutirões sociais do Gabinete da Assembleia Legislativa, levamos campanhas de doação de sangue diretamente às comunidades de Cuiabá, chegando a quem muitas vezes não consegue se deslocar até os pontos de coleta. A própria ALMT firmou parceria com o MT Hemocentro para receber o caminhão de coleta em frente ao plenário, mobilizando servidores e a população. O Parlamento tem o dever de dar o exemplo.

A doação é uma das mais nobres expressões de solidariedade. Quem doa não conhece a pessoa beneficiada. Não há recompensa financeira nem interesse pessoal. Há apenas a decisão de estender a mão a alguém em extrema necessidade.

O sangue coletado é separado em hemácias, plasma e plaquetas, atendendo pacientes com necessidades distintas. Uma única doação tem potencial para ajudar várias pessoas.

Os hemocentros dependem de doações regulares. O sangue possui prazo de validade limitado, e a reposição constante é uma necessidade. Ser um doador regular é assumir um compromisso com a vida, com a comunidade e com quem você ama.

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Qualquer pessoa saudável, entre 16 e 69 anos, e com mais de 50 quilos pode doar. O procedimento é seguro, rápido e praticamente indolor. O organismo repõe naturalmente o volume doado em pouco tempo.

Você dedica alguns minutos do seu dia. Em troca, oferece a alguém a oportunidade de continuar vivendo.

Convido cada mato-grossense a procurar o hemocentro mais próximo, fazer sua doação e incentivar familiares e amigos. Salvar vidas não depende de grandes recursos. Depende apenas da disposição de compartilhar o que carregamos dentro de nós.

Seja doador de sangue. Sua atitude pode ser a esperança que alguém espera para continuar vivendo.

*Max Russi é deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

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