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Mais de R$ 3,4 milhões são bloqueados em operação contra golpes pela internet em MT

Mais de R$ 3,4 milhões foram bloqueados pela Justiça durante a Operação Mímese, cumprida na manhã desta quinta-feira (5) pela Polícia Civil, com o objetivo de desarticular um grupo suspeito de aplicar golpes pela internet, praticar estelionato, lavagem de dinheiro e associação criminosa. A ação foi cumprida em Cuiabá e Várzea Grande.

Ao todo, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares de indisponibilidade de bens e valores, que chegam a R$ 182.321,04 por investigado. No total, 19 pessoas são alvos das ordens judiciais expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz de Garantias da Capital, com base em investigações da Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá.

Como funcionava o golpe

As investigações começaram após uma empresa do setor agropecuário denunciar que havia sido vítima do golpe conhecido como “falso perfil” ou “falso chefe”. Segundo a polícia, os criminosos criaram uma conta em um aplicativo de mensagens usando a foto real do dono da empresa e se passaram por ele.

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Com isso, conseguiram enganar a funcionária responsável pelo setor financeiro, que acreditou estar recebendo ordens legítimas e realizou transferências bancárias para pagamento de notas fiscais falsas, emitidas em nome de pessoas usadas como “laranjas”.

Esquema de lavagem de dinheiro

Durante a apuração, a Polícia Civil identificou que o dinheiro obtido com o golpe passava por diversas contas bancárias, em um esquema conhecido como pulverização de valores, usado para dificultar o rastreamento dos recursos.

De acordo com a investigação, havia pessoas responsáveis por gerenciar, dividir e redirecionar o dinheiro, o que indica a existência de uma estrutura criminosa organizada, voltada à ocultação da origem ilícita dos valores.

A Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento para identificar outros crimes e novos envolvidos, já que há indícios de que o grupo possa ter atuação além de Mato Grosso.

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Mutirão Pai Presente oferece reconhecimento de paternidade e exame de DNA em Nova Mutum/MT

O Poder Judiciário de Mato Grosso realizará, entre os dias 3 e 8 de agosto de 2026, mais uma edição do Mutirão Pai Presente, iniciativa que incentiva o reconhecimento voluntário da paternidade e busca reduzir o número de crianças sem o nome do pai na certidão de nascimento.

A ação acontecerá em todas as comarcas do Estado, incluindo Nova Mutum. No município, pessoas interessadas em reconhecer a paternidade ou iniciar o procedimento de investigação com exame de DNA devem procurar o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC).

O atendimento pode ser realizado pelo WhatsApp (65) 9.9999-3003, pelo telefone (65) 3308-3434 ou presencialmente no Fórum de Nova Mutum, localizado na Rua das Helicônias, nº 444-N, bairro Jardim das Orquídeas.

Embora o mutirão seja realizado entre os dias 3 e 8 de agosto, as audiências de reconhecimento de paternidade e a coleta de material para exame de DNA são oferecidas durante todo o ano.

Durante as audiências, as partes poderão formalizar o reconhecimento espontâneo da paternidade. Quando houver dúvidas sobre o vínculo biológico, será possível agendar a coleta de material genético para a realização do exame de DNA.

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Para participar, é necessário apresentar documento oficial com foto, certidão de nascimento e cartão do SUS da criança, além do maior número possível de informações sobre o suposto pai, principalmente telefone para contato.

O Mutirão Pai Presente é coordenado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), por meio da Corregedoria-Geral da Justiça, em parceria com o Governo do Estado, Ministério Público, Defensoria Pública e Associação dos Notários e Registradores de Mato Grosso (Anoreg-MT).

A iniciativa integra o movimento nacional Pai Presente, criado para ampliar o reconhecimento da paternidade e garantir às crianças e adolescentes direitos fundamentais, como identidade, cidadania e acesso aos benefícios legais decorrentes da filiação.

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