É Direito
MP denuncia homem que matou esposa após ela descobrir traição

O Ministério Público (MPMT) ofereceu denúncia contra Carlos Roberto Santos Pereira, preso pelo feminicídio de Gislaine Ferreira da Silva, 33, morta a facadas após discussão e jogar fora pertences do companheiro ao descobrir uma traição, em Sinop (500 km de Cuiabá). Gislaine foi vítima do 51º feminicídio ocorrido em 2025 no estado de Mato Grosso.
Caso a Justiça aceite a denúncia, Carlos Roberto se tornará réu pela morte da mulher. Ele permanece preso após determinação de prisão preventiva, convertida pelo juiz Cristiano dos Santos Fialho. Por se tratar de caso de violência contra mulher o processo segue sob sigilo.
Gislaine foi morta em 23 novembro de 2025 em uma pensão onde morava com o companheiro. Conforme noticiou , na madrugada daquela data, a Polícia Militar recebeu a primeira solicitação de ocorrência de briga entre o casal. No local, a equipe encontrou a vítima jogando diversas ferramentas na rua, incluindo chaves, uma motosserra e um rolo de fio de energia.
Gislaine relatou aos policiais que Carlos Roberto a traiu e que estava descontando sua raiva nas ferramentas dele. Testemunhas que moravam em quartos alugados na pensão relataram sons de discussão no local. Após um tempo, o homem saiu. A vítima foi orientada a solicitar medida protetiva e após buscas o Carlos Roberto não foi localizado.
Quase ao amanhecer, uma nova denúncia chegou à polícia informando que havia uma pessoa esfaqueada na residência. No endereço, os policiais encontraram Gislaine caída com perfurações pelo corpo e o marido com ferimentos na cabeça.
Testemunhas relataram que ao retornar no local após saída da polícia, o Carlos Roberto partiu para agressão, chutando e dando socos na mulher. Populares tentaram separar a briga, mas ele pegou uma faca e começou a golpear Gislaine. Para tentar evitar a morte da vítima, uma testemunha atingiu Carlos com um pé de cabra, que desmaiou, interrompendo a agressão.
O Corpo de Bombeiros foi acionado, mas encontrou a vítima já sem vida. Carlos Roberto recebeu atendimento médico e foi preso.
É Direito
TJMT mantém expediente e prazos suspensos com sistemas ainda fora do ar

Medida foi mantida após incidente de segurança atingir parte da infraestrutura tecnológica da Corte
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) permanecerá com o expediente e os prazos processuais suspensos nesta terça-feira (22), pelo segundo dia consecutivo, enquanto equipes técnicas trabalham para restabelecer os sistemas informatizados da Corte.
A prorrogação foi determinada pelo presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira. Com isso, a paralisação alcança processos físicos e eletrônicos, tanto no primeiro quanto no segundo grau.
A indisponibilidade começou na segunda-feira (21), após o Tribunal identificar um “incidente de segurança” envolvendo parte de sua infraestrutura tecnológica. Como medida preventiva, plataformas institucionais, entre elas o Processo Judicial Eletrônico (PJe), foram retiradas temporariamente do ar.
Além da interrupção dos sistemas, o TJMT adotou medidas de proteção, como redefinição de credenciais e restrição de acessos considerados sensíveis. Equipes especializadas, com apoio de parceiros técnicos, continuam analisando o episódio e trabalhando na recuperação dos serviços.
Segundo o Tribunal, até o momento não foram encontrados indícios de uso indevido de dados relacionado ao incidente nem sinais de comprometimento dos mecanismos de backup. A previsão é que a retomada das plataformas seja feita gradualmente, depois das verificações técnicas e de segurança.
Com a nova portaria, os prazos processuais que começariam ou terminariam nesta terça-feira serão prorrogados para o primeiro dia útil seguinte. Audiências e sessões de julgamento previstas para a data também deverão ser remarcadas pelas respectivas unidades, com comunicação às partes e aos advogados.
Apesar da suspensão, serviços essenciais, atividades urgentes ou inadiáveis e o plantão judiciário continuam funcionando. Enquanto os sistemas estiverem indisponíveis, demandas urgentes poderão ser recebidas por meio físico ou por outro canal disponível.
Ainda não há informação oficial sobre quando todos os sistemas do Judiciário estadual estarão novamente disponíveis.
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