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TJMT mantém cassação de vereadora de Brasnorte suspeita de usar dinheiro público em atos pró-Bolsonaro

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) confirmou a cassação da vereadora de Brasnorte, Maria Celia Poletto (PL), suspeita de utilizar recursos públicos, destinados a diárias parlamentares, para participar de protestos a favor do ex-presidente Jair Bolsonaro em Brasília, em 2022. A decisão foi tomada pela desembargadora Maria Erotides Kneip, da Primeira Câmara de Direito Público, que negou o recurso apresentado pela parlamentar na última quinta-feira (5).

A vereadora alegava falta de provas e questionava a atuação de colegas da Câmara Municipal — incluindo o vereador Evanildo Rikbakta (União) e o relator da Comissão Processante, Claudio Campos (MDB) — que teriam sido ouvidos como testemunhas de defesa e acusação. Ela argumentava que seus suplentes deveriam participar da deliberação sobre a denúncia.

No entanto, a desembargadora destacou que não há contradição na decisão que resultou na cassação. Segundo a magistrada, a tutela de evidência exige “prova documental robusta e inexistência de dúvida razoável sobre os fatos constitutivos do direito invocado”.

A própria vereadora, segundo Kneip, admitiu a necessidade de produção de prova oral, o que evidencia controvérsia e impede a concessão imediata da tutela solicitada. O processo segue em andamento, e Maria Celia Poletto continuará respondendo às acusações enquanto eventuais recursos contra a decisão tramitam na Justiça.

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Saga Pantanal é condenada a pagar R$ 10 mil após Fiat Toro dar defeito com uma semana de uso

A Justiça de Mato Grosso condenou a Saga Pantanal Comércio de Veículos Ltda. a devolver R$ 116,9 mil a um cliente após a venda de uma Fiat Toro que apresentou defeitos cerca de uma semana após a compra. A empresa também foi condenada ao pagamento de R$ 10 mil por danos morais.

A decisão é assinada pelo juiz Luis Otávio Pereira Marques, da 6ª Vara Cível de Cuiabá, e foi publicada na segunda-feira (8). Na decisão, também foi condenada a empresa Novos Serviços para Automóveis.

Conforme os autos, Fábio Júnior Sales da Silva adquiriu o veículo Fiat Toro Freedom 2.0, ano/modelo 2018/2019, por R$ 116.990 em dezembro de 2022. Segundo ele, após aproximadamente uma semana de uso, a caminhonete passou a apresentar dificuldades na partida.

Em fevereiro de 2023, o veículo apresentou nova pane e foi encaminhado para oficina credenciada indicada pela assistência técnica ligada à Novos Serviços para Automóveis. O consumidor foi informado de que os problemas estavam relacionados à bomba de alta pressão, aos bicos injetores e ao sistema de partida.

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No processo, ele relatou que o automóvel permaneceu parado por mais de 30 dias sem que o defeito fosse solucionado, apesar das tentativas de contato com a assistência técnica e a concessionária.

Ao analisar o caso, o magistrado destacou que o Código de Defesa do Consumidor assegura ao comprador o direito de optar pela devolução integral do valor pago quando o vício não é sanado dentro do prazo legal de 30 dias.

Segundo a sentença, o veículo foi entregue para reparo em 9 de fevereiro de 2023 e o prazo legal se encerrou em 11 de março daquele ano. No entanto, até abril o problema ainda não havia sido resolvido e surgiram novas falhas mecânicas.

Para o juiz, o direito do consumidor à restituição do valor se consolidou no momento em que o prazo legal foi ultrapassado, sendo irrelevante o argumento das empresas de que o defeito teria sido corrigido posteriormente.

“Nenhuma das requeridas impugnou especificamente a data de 09/02/2023 como marco inicial do processo de conserto, razão pela qual, nos termos do art. 341 do Código de Processo Civil, tal fato presume-se verdadeiro”, escreveu.

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“Portanto, a conduta das requeridas de reter o veículo por prazo superior ao legal autoriza o acolhimento do pedido de rescisão contratual e a devolução integral da quantia paga”, concluiu.

Ao fixar a indenização por danos morais, o juiz entendeu que o problema ultrapassou um mero aborrecimento, além de destacar que o cliente foi obrigado a gastar tempo e esforço tentando resolver um problema que deveria ter sido solucionado pelas empresas, situação conhecida na Justiça como “desvio produtivo do consumidor”.

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