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Justiça Federal encerra ação contra obra no Portão do Inferno após Estado trocar corte de encosta por túnel

A decisão do Governo de Mato Grosso de abandonar o corte do paredão rochoso no Portão do Inferno e optar pela construção de um túnel levou a Justiça Federal a encerrar a ação civil pública que questionava a intervenção no local. A 8ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária de Mato Grosso extinguiu o processo sem analisar o mérito, ao entender que a mudança no projeto retirou o objeto da disputa judicial.

A ação havia sido movida pelo Ministério Público Federal (MPF) e pelo Ministério Público Estadual (MP-MT), que pediam a suspensão imediata do retaludamento — técnica que previa o corte da encosta para conter deslizamentos na MT-251, rodovia que liga Cuiabá a Chapada dos Guimarães.

Os órgãos ministeriais apontavam supostas falhas no licenciamento ambiental e alertavam para riscos irreversíveis à paisagem, à topografia e à estabilidade da área, situada dentro do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães. Também havia preocupação com a possibilidade de agravamento de deslizamentos durante e após as obras.

Nos autos, o Estado sustentou que a alteração no projeto não representou reconhecimento de irregularidades. Segundo o governo, estudos técnicos mais aprofundados — incluindo análises geofísicas e sondagens — indicaram necessidade de ajustes na solução inicialmente proposta. Diante disso, a construção de um túnel foi considerada a alternativa mais segura e com menor impacto ambiental e paisagístico.

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Ao analisar o caso, a Justiça concluiu que a substituição do retaludamento pelo túnel retirou o interesse processual da ação. “Impõe-se a extinção do processo sem o exame do mérito, diante da ausência de interesse processual superveniente na continuidade do litígio”, registrou a decisão.

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“Beatificação do padre Nazareno torna região Oeste de MT referência religiosa no país”, afirma governador

O governador Otaviano Pivetta afirmou que a beatificação do padre Nazareno Lanciotti projeta Jauru e a região Oeste de Mato Grosso para o país, transformando o município em uma referência para o turismo religioso.

Otaviano participou, neste sábado (13.6), da cerimônia de beatificação realizada em Jauru. O evento reuniu milhares de fiéis, peregrinos e caravanas de diversas regiões do Brasil e da Itália.

“Mato Grosso ganha com esse reconhecimento. A região ganha e Jauru passa a ter uma referência importante para o país. É uma alegria ver esse acontecimento histórico acontecer em Mato Grosso”, afirmou.

Segundo o governador, além do significado para a comunidade católica, a beatificação também contribui para ampliar a visibilidade da região Oeste.

“A região tem vocação para isso. É uma região muito bonita, cheia de belezas naturais, próxima ao Pantanal. Tem vocação para o turismo e, por que não, para o turismo religioso. Isso vai depender muito dos interesses locais e da dedicação da própria região, mas o Estado tem interesse em apoiar as iniciativas dos municípios e de todas as igrejas, de modo geral”, destacou.

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Para Otaviano Pivetta, a beatificação reconhece a trajetória de um religioso que dedicou a vida ao atendimento da população e deixou um legado que permanece vivo na região.

“É o reconhecimento de um mártir da Igreja Católica, de alguém que doou a própria vida para fazer o bem. Para nós, cristãos, é um momento muito importante. A Igreja tem critérios rigorosos para conceder esse reconhecimento e, para mim, é uma alegria e uma feliz coincidência que esse acontecimento histórico esteja acontecendo durante o meu mandato”, ressaltou o governador.

Durante mais de três décadas de atuação em Jauru, padre Nazareno se dedicou ao trabalho pastoral e a ações voltadas ao atendimento da população, tornando-se uma das principais referências religiosas da região.

Padre Nazareno Lanciotti
Nascido na Itália, padre Nazareno Lanciotti chegou ao Brasil na década de 1970 e se estabeleceu em Jauru, onde atuou por mais de 30 anos. Ao longo desse período, desenvolveu ações religiosas, sociais e comunitárias voltadas ao atendimento da população.

Em 2001, foi vítima de um atentado e morreu dias depois. O Vaticano reconheceu oficialmente seu martírio, abrindo caminho para a beatificação realizada neste sábado, em Jauru. A decisão o torna beato da Igreja Católica, etapa que antecede a canonização.

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