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Saúde

Brasil terá campanha de vacinação contra o sarampo em outubro e novembro

O governo federal vai realizar uma nova campanha nacional de vacinação contra o sarampo. De acordo com o Ministério da Saúde, ela será divida em duas etapas. O país vive um surto de casos desde maio e soma mais de 5 mil casos confirmados, sendo que 97% deles ocorreram em São Paulo.

Datas da campanha de vacinação

  • Primeira etapa: entre 7 e 25 de outubro, com foco nas crianças de seis meses a menores de 5 anos de idade. O chamado “Dia D” será em 19 de outubro.
  • Segunda etapa: entre 18 e 30 de novembro, com foco na população de 20 a 29 anos. O “Dia D” será em 30 de novembro.

“Nós teremos neste ano duas fases. No próximo semestre, faremos outras fases para as vacinações das demais faixas etárias”, disse o secretário de Vigilância em Saúde da pasta, Wanderson Kleber de Oliveira

Prioridade para a vacinação

Além da campanha, o Ministério da Saúde alerta que mantém a vacinação regular nos postos de saúde. Veja abaixo as situações em que a vacina é considerada prioridade:

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  • Dose zero: todas as crianças de 6 meses a 11 meses e 29 dias. Elas devem receber uma dose extra, que não elimina a necessidade de cumprir o calendário regular.
  • Primeira dose: crianças que completaram 12 meses (1 ano) ou após 30 dias das doses zero (quando a dose zero for após 11 meses)
  • Segunda dose: Aos 15 meses de idade, última dose por toda a vida.
  • Bloqueio vacinal seletivo: em até 72 horas em todos os contatos do caso suspeito.
  • Menor de 5 anos não vacinados ou incompletos
  • Profissionais de saúde, não vacinados ou com cartão incompleto, que atuam em atendimento direto de pacientes com sintomas respiratórios.
  • De 5 a 29 anos não vacinados
  • De 5 a 29 anos com cartão incompleto
  • De 30 a 49 anos não vacinados

Os adultos com mais de 60 anos não precisam se vacinar, por já terem tido contato com a doença no passado.

Bem Estar

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Saúde

MT deve registrar 520 novos casos de câncer colorretal por ano até 2028

O mês de março é tomado pela cor azul-marinho com o objetivo de alertar toda a sociedade para o câncer colorretal (intestino e reto), um dos tumores mais incidentes e uma das maiores taxas de mortalidade do país, que deve registrar 26.270 novos casos da doença por ano no triênio de 2026-2028.

Só em Mato Grosso, são estimados 520 novos casos anuais deste tipo de neoplasia no mesmo período, conforme estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Diante desse cenário, durante o mutirão do “Dia E – Ebserh em Ação”, vinculado ao programa “Agora Tem Especialistas”, do Ministério da Saúde (MS), o Hospital Universitário Júlio Müller, da Universidade Federal de Mato Grosso (HUJM-UFMT), administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), alerta para importância de exames de colonoscopia.

A iniciativa também faz parte do “Março Azul-Marinho”, uma campanha de conscientização sobre a prevenção e o combate ao câncer colorretal. Durante o mutirão, realizado neste dia 21, caso seja identificada alguma doença durante os exames, os pacientes passam a ser acompanhados pelo serviço de coloproctologia.

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“Realizamos uma consulta de triagem no dia do mutirão e depois realizaremos consulta dando o feedback sobre o resultado do exame e seguimento”, disse a residente R5 de Coloproctologia, Maristella Nery.

O QUE É – O câncer colorretal é um tumor maligno que se desenvolve no intestino grosso (cólon) e no reto. Atualmente, já figura como o segundo tipo de tumor mais frequente entre homens e mulheres no Brasil, quando excluídos os casos de câncer de pele não melanoma.

Coloproctologista Mardem Machado de Souza, do HUJM-UFMT, alerta que a associação de sangramento nas fezes e alterações no hábito intestinal é o alerta mais comum. No entanto, dores abdominais, perda de peso, anemia e sensação de evacuação incompleta também devem ser investigadas. “Quanto mais cedo se diagnostica, menor o risco de disseminação do tumor e maiores as chances de oferecer um tratamento efetivo e definitivo, com elevadas taxas de cura”, frisou.

O especialista informa ainda que, embora existam métodos como a pesquisa de sangue oculto nas fezes e exames parciais do intestino, a colonoscopia é considerada o exame mais completo para detecção do câncer colorretal. O procedimento permite avaliar todo o intestino grosso, retirar lesões precursoras, biopsiar tumores e até retirar lesões malignas iniciais.

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Também a maioria dos cânceres do intestino grosso e reto surge a partir de pólipos adenomatosos, que se assemelham a pequenas verrugas e podem evoluir para câncer após sete a dez anos, caso ocorram alterações genéticas.

As diretrizes internacionais recomendam o início do rastreamento a partir dos 45 anos para pessoas sem fatores de risco. Para quem possui histórico familiar, o exame é indicado a partir dos 40 anos ou dez anos antes da idade em que o familiar de primeiro grau recebeu o diagnóstico.

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