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Política

Senado pode votar indicação de Aras para a PGR na semana de 22 de setembro, diz Alcolumbre

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), afirmou nesta segunda-feira (9) que a Casa pode votar na semana de 22 de setembro a indicação do subprocurador Augusto Aras para o cargo de procurador-geral da República.

Alcolumbre deu a informação ao chegar ao Palácio do Planalto, onde se reuniu com o presidente da República em exercício, Hamilton Mourão.

A indicação de Aras foi anunciada na semana passada pelo presidente Jair Bolsonaro, e cabe ao Senado sabatinar o indicado, além de votar a indicação.

O mandato da atual procuradora-geral, Raquel Dodge, acaba no próximo dia 17. Portanto, pela previsão de Alcolumbre, a votação deve acontecer na semana seguinte à saída dela. Dodge e Aras se encontraram mais cedo, nesta segunda-feira, em Brasília.

Interinamente, a PGR será comandada pelo subprocurador-geral da República Alcides Martins, vice-presidente do Conselho Superior do Ministério Público Federal.

Votação no Senado

Segundo Davi Alcolumbre, o rito a ser seguido dificulta marcar a votação para antes do dia 17, quando acaba o mandato de Raquel Dodge. Enquanto Alcolumbre concedia entrevista no Planalto, Augusto Aras estava no gabinete do senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR), onde se reuniu com o deputado Jhonatan de Jesus. Antes, se encontrou com o senador Izalci Lucas (PSDB-DF).

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Aras terá de ser sabatinado pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ), à qual caberá votar a indicação. Depois, o nome dele será analisado pelo plenário da Casa. A sabatina ainda não foi marcada.

“Eu acho que, regimentalmente, se a gente tiver que seguir o regimento, e é bom que a gente siga o regimento, há a partir da sabatina do indicado um pedido de vista que é natural. Então, pela conta, não vai dar esse prazo até dia 17”, declarou Alcolumbre.

Questionado, então, sobre quando poderia votar a indicação, respondeu: “Acho que uma semana [depois], na semana do dia 22.”

olêmica

Desde que Bolsonaro anunciou a decisão de indicar Aras, parte dos integrantes do Ministério Público reagiu negativamente.

Um dos argumentos é o de que Augusto Aras não integrou nem concorreu à lista tríplice da categoria. Além disso, Bolsonaro disse que indicaria alguém “alinhado com as bandeiras” do governo, o que gerou críticas de procuradores.

Mais cedo, nesta segunda, procuradores de diversos estados protestaram contra a indicação de Augusto Aras para a PGR.

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Aceno a integrantes do MPF

Segundo a colunista do G1 e da GloboNews Andréia Sadi, nos próximos 15 dias, Augusto Aras buscará dialogar com as diferentes correntes políticas e tentará diminuir a resistência ao nome dele entre integrantes do Ministério Público.

Como parte da estratégia, Aras já sinalizou a interlocutores estar aberto à manutenção de procuradores da Lava Jato “se eles quiserem assumir a continuidade dos trabalhos”.

Reforma da Previdência

Na entrevista que concedeu nesta segunda-feira no Palácio do Planalto, Alcolumbre também comentou a reforma da Previdência.

Afirmou que, apesar do desejo dele de antecipar a votação para esta semana, vai propor a líderes partidários votar na semana que vem.

O calendário acordado prevê a votação em primeiro turno da proposta de emenda à Constituição (PEC) no dia 24 de setembro e, em segundo turno, no dia 10 de outubro

G1 Política

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TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.

O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.

No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.

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A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.

Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.

Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.

A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.

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Fonte Folhamax

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