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Política

Operação de hackers visava ‘desestabilizar’ governo Bolsonaro, avaliam assessores presidenciais

Depois de divulgada a informação de que até celulares do presidente da República foram alvo dos supostos hackers presos pela Polícia Federal, assessores presidenciais avaliaram ao blog que a operação visava “desestabilizar” o governo Bolsonaro. Segundo eles, o objetivo de quem planejou os ataques era atingir o núcleo do governo atual e seus aliados.

Desde quarta-feira (24), quando a PF divulgou que cerca de mil telefones de autoridades do Executivo, Legislativo e Judiciário constavam de lista dos ataques dos hackers, a equipe do presidente Jair Bolsonaro já tinha a avaliação de que a operação não tinha apenas o objetivo de “desacreditar” a Operação Lava Jato, mas também o governo.

Segundo informações passadas por assessores presidenciais, os principais alvos das invasões de celulares eram ministros, como Sergio Moro (Justiça) e Paulo Guedes (Economia), e aliados do presidente Bolsonaro no Congresso Nacional e Judiciário.

“Era uma operação muito maior do que imaginávamos”, afirmou ao blog um auxiliar do presidente.

Nesta quinta-feira (25), quando ficou público por nota do Ministério da Justiça que até o presidente Bolsonaro teve celulares invadidos pelos hackers, o caso ganhou dentro do Palácio do Planalto o estágio de “grave” e a equipe do presidente já analisava as medidas que deveriam ser tomadas a partir do que havia acontecido.

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A equipe de Bolsonaro não acredita que os hackers montaram a operação de invasão dos celulares por conta própria, para depois vender o conteúdo capturado pelo hackeamento.

Os assessores trabalham com a hipótese de que um grupo, que pode ser político ou empresarial, contratou o serviço para “desestabilizar” e “desacreditar” a Operação Lava Jato e o governo do presidente Jair Bolsonaro e seus aliados.

O governo aposta que será possível chegar em quem financiou o esquema. “A casa vai cair”, disse um assessor. Por enquanto, porém, a ordem é ter muita cautela para evitar atrapalhar as investigações em curso pela Polícia Federal.

G1

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Política

TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.

O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.

No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.

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A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.

Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.

Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.

A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.

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Fonte Folhamax

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