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Política

Líder do governo na Câmara apresenta lista para tornar Eduardo Bolsonaro líder do PSL

O líder do governo na Câmara, deputado Major Vítor Hugo (PSL-GO), anunciou nesta quarta-feira (16) que 27 dos 53 deputados do PSL assinaram um requerimento para tornar o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) novo líder da bancada. Eduardo é filho do presidente Jair Bolsonaro.

Logo em seguida, porém, o deputado Delegado Waldir (PSL-GO) apresentou uma lista com 31 de assinaturas para retomar a liderança. Somadas, as duas listas continham 58 assinaturas, cinco a mais que o número de deputados do partido.

Delegado Waldir é ligado ao presidente do partido, Luciano Bivar, e tem feito críticas públicas a Bolsonaro, afirmando, por exemplo, que o presidente da República tem pressionado deputados a destituí-lo da função.

“Acabamos de protocolar um pedido para a troca de líder do PSL. Foram 27 assinaturas. Por decisão da maioria dos deputados federais do PSL, nós indicamos o futuro líder do PSL deputado Eduardo Bolsonaro”, afirmou o deputado Major Vitor Hugo, ao anunciar que parte da bancada preferia de ter o filho do presidente no posto de líder.

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Pelas regras internas da Câmara, a escolha do líder partidário é oficializada por documento endereçado ao presidente da Casa, atualmente Rodrigo Maia (DEM-RJ). O documento deve ser assinado pela maioria absoluta dos integrantes da sigla.

Cabe ao líder, por exemplo, orientar os votos da bancada e negociar com os deputados os projetos de interesse do partido.

“[Os deputados] decidiram [trocar o líder] em função de todo o tensionamento que tem acontecido, em função dos posicionamentos do líder anterior do PSL, que contrariava as orientações do governo, que colocava em dúvida a transparência do partido, que atacava membros do partido de uma maneira desmedida”, afirmou Vitor Hugo.

Discurso de Eduardo Bolsonaro

Logo após a lista ter sido entregue por Vitor Hugo, Eduardo Bolsonaro se pronunciou como novo líder, afirmando que deveria ficar no cargo até dezembro.

“Inicialmente, eu não queria ser líder, mas é o nome em que tem a maior convergência dentre os deputados e, dessa maneira, o meu compromisso aqui é ficar até dezembro, oportunidade em que, em princípio, nós teremos eleições no partido para escolher o líder a partir do ano que vem”, declarou.

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“Muitos deputados foram retirados de comissão, ocorreu uma retaliação e pareceu que estava se fazendo política com o fígado”, acrescentou.

Questionado sobre a intenção do presidente Jair Bolsonaro de indicá-lo para Embaixada do Brasil nos Estados Unidos, Eduardo Bolsonaro respondeu: “Todos os temas, como embaixada ou viagem agora para a Ásia, são temas secundários. A gente está aqui para cuidar dos nossos eleitores. O meu foco é ajudar o país”.

Atual líder

O deputado Delegado Waldir (PSL-GO) ocupa o posto desde o fim de 2018. Horas antes do anúncio do deputado Major Vitor Hugo, Waldir acusou Jair Bolsonaro de pressionar deputados a destituí-lo da liderança da bancada, o que, para ele, representaria uma interferência do Executivo no Parlamento.

A crise interna do partido se tornou pública na semana passada, quando Bolsonaro sugeriu a um apoiador “esquecer” o PSL porque o presidente do partido, Luciano Bivar, estava “queimado para caramba”.

G1

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Mato Grosso

Dois senadores na corrida pelo Executivo: Flávio Bolsonaro reforça apoio a Wellington Fagundes em Mato Grosso

 

Candidato à Presidência pelo PL grava mensagem ao lado de Wellington, pede votos ao correligionário para o Governo de Mato Grosso e reforça integração entre o projeto nacional e a campanha estadual do partido

A reta final da campanha eleitoral de 2026 coloca dois senadores do Partido Liberal em disputas pelo Poder Executivo. Enquanto Flávio Bolsonaro (PL-RJ) concorre à Presidência da República, Wellington Fagundes (PL-MT) disputa o Governo de Mato Grosso.

Nesta quinta-feira (24), Flávio gravou uma mensagem direcionada aos eleitores mato-grossenses e pediu votos para Wellington, reforçando publicamente o apoio da direção nacional do partido à candidatura estadual.

Na gravação, Flávio apresentou Wellington como integrante do projeto eleitoral do PL em Mato Grosso e vinculou sua candidatura presidencial à disputa pelo Palácio Paiaguás.

Além de Wellington, Flávio Bolsonaro também pediu apoio ao deputado federal José Medeiros (PL) na disputa pelo Senado, reforçando a composição apresentada pela legenda aos eleitores mato-grossenses.

Apoio nacional ganha espaço na campanha

O gesto ocorre em um momento em que Wellington Fagundes procura ampliar a participação de lideranças nacionais em sua campanha.

Nos últimos dias, o senador recebeu manifestações públicas de apoio de nomes como Rogério Marinho, Sérgio Moro, Bia Kicis e Marcos Pontes, entre outras lideranças ligadas ao campo político do PL.

A estratégia busca apresentar a eleição em Mato Grosso como parte de um projeto político mais amplo da legenda para 2026.

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No vídeo divulgado nesta semana, Flávio Bolsonaro afirmou que o grupo apresentado pelo partido pretende promover mudanças tanto no cenário nacional quanto estadual.

A declaração integra o discurso político da campanha e reforça a tentativa de aproximar a candidatura de Wellington do eleitorado que acompanha o projeto nacional do PL.

Wellington deixa Senado para disputar Governo

Wellington Fagundes exerce mandato de senador por Mato Grosso e teve sua candidatura ao Governo oficializada pelo PL durante convenção estadual realizada neste ano.

Na mesma ocasião, o partido confirmou José Medeiros como candidato ao Senado.

Com isso, a campanha reúne uma situação de destaque no cenário eleitoral: dois senadores do mesmo partido disputam cargos no Executivo, um em âmbito nacional e outro estadual.

Flávio Bolsonaro busca chegar ao Palácio do Planalto, enquanto Wellington Fagundes tenta assumir o comando do Governo de Mato Grosso.

Disputa pelo eleitorado ligado ao PL

O apoio público de Flávio também ganha importância diante da disputa pelo eleitorado identificado com o PL e com o grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Em Mato Grosso, diferentes lideranças vêm buscando consolidar espaço dentro desse campo político, especialmente na reta final da campanha.

A manifestação de Flávio Bolsonaro em favor de Wellington torna mais clara a posição adotada pelo candidato presidencial dentro da disputa estadual.

A estratégia procura criar uma identificação direta entre as candidaturas do partido em nível nacional e estadual.

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Bolsonaro já havia apoiado Wellington

A aproximação de Wellington com o núcleo nacional do PL não começou nesta semana.

Ao longo do período pré-eleitoral, o senador mato-grossense divulgou manifestações de apoio recebidas do ex-presidente Jair Bolsonaro para sua candidatura ao Governo.

Segundo declarações feitas anteriormente por Wellington, Bolsonaro defendia uma candidatura alinhada dentro do mesmo campo político em Mato Grosso, envolvendo Wellington na disputa pelo Governo e José Medeiros na corrida ao Senado.

Agora, na reta final da campanha, Flávio Bolsonaro reforça essa posição ao pedir diretamente o voto dos eleitores mato-grossenses.

Campanha entra nos últimos dias

Com a aproximação da votação, os candidatos intensificam agendas, reuniões, vídeos, visitas ao interior e participação de lideranças nacionais.

Para Wellington Fagundes, o apoio explícito de Flávio Bolsonaro passa a ocupar espaço importante na estratégia eleitoral, especialmente entre eleitores que acompanham o projeto nacional do PL.

Ao mesmo tempo, a disputa pelo Governo de Mato Grosso segue envolvendo diferentes candidaturas, propostas e grupos políticos.

O movimento desta semana, porém, deixa clara a estratégia adotada pelo Partido Liberal nesta fase final da eleição: aproximar as campanhas de Flávio Bolsonaro à Presidência e de Wellington Fagundes ao Governo de Mato Grosso, apresentando ambas como integrantes de um mesmo projeto político para 2026.

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