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Governadores da Amazônia Legal são chamados para reunião em Brasília na semana que vem

Governadores da Amazônia Legal foram chamados pela Presidência da República para uma reunião em Brasília no início da semana que vem. O encontro deve ocorrer na segunda-feira (26) ou na terça (27), segundo informou ao blog o governador do Pará, Hélder Barbalho (MDB).

A Amazônia Legal engloba os estados do país onde há a presença da floresta. Fazem parte do grupo, além de todos os estados da região Norte, o Maranhão e o Mato Grosso.

O chamado para a reunião em Brasília ocorre em meio ao alastramento das queimadas na Amazônia nos últimos dias. As perdas de área verde tem gerado reações no Brasil e no exterior. Governos de países como a França e a Alemanha manifestaram intenção de discutir a situação no G7 (grupo das sete maiores economias do mundo). Além disso, movimentos internacionais começam a defender boicote aos produtos do agronegócio brasileiro.

No início da crise das queimadas, Bolsonaro chegou a acusar ONGs e os governadores da região.

Na avaliação de auxiliares do presidente, uma ação conjunta com governos estaduais é fundamental para conter o desmatamento.

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G1

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TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.

O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.

No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.

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A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.

Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.

Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.

A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.

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Fonte Folhamax

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