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Em meio à pressão da Câmara e mal-estar com Maia, Bolsonaro manterá críticas ao ‘toma lá dá cá

Ministros da ala militar do governo Jair Bolsonaro afirmaram ao blog nesta sexta-feira (22) que o presidente “não está disposto” a recuar de sua posição em não negociar cargos por votos na reforma da Previdência, como pleiteiam deputados federais.

O Palácio do Planalto vai defender que os parlamentares precisam colocar os “interesses do país” acima dos pessoais, “caso contrário o país vai quebrar” sem a nova Previdência. “Vamos apelar ao patriotismo”, dizem os ministros.

O problema é que, para aprovar a reforma, parlamentares querem que o governo aumente a participação deles em cargos públicos, além de reclamarem das críticas do presidente de que o Congresso representa “a velha política”.

Na avaliação de um ministro do governo, “[os deputados] querem que Bolsonaro recue em tudo, mas, se ele recuar neste discurso, está liquidado” perante a opinião pública, já que ele teve como uma das principais plataformas de campanha o fim do “toma lá dá cá” na política.

Sobre as críticas do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), governistas afirmam que o deputado está “chateado” com a prisão do sogro, Moreira Franco. E disseram ao blog que o presidente não viu “nada demais” na postagem de um dos filhos dele, Carlos Bolsonaro, criticando Maia.

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Na avaliação de um dos mais próximos assessores de Bolsonaro, o presidente da Câmara foi “grosseiro” com o ministro Sergio Moro ao criticar o pacote anticorrupção e compará-lo com o projeto enviado à Casa pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes.

No entanto, este interlocutor do presidente admite que as postagens de Carlos criam embaraços e que “não é bom brigar com o presidente da Câmara” neste momento.

“Uma vez ouvi que ninguém admite como defeito que tem falta de bom senso. Admite que não tem paciência, que é atrapalhado. Mas nunca vi um caso de alguém admitir que não tem bom senso”, afirmou ao blog, referindo-se às postagens polêmicas de Carlos Bolsonaro.

Após o mal-estar com Moro, o presidente da Câmara havia informado a governistas que não tinha sido procurado pelo presidente da República. E, como revelou o blog, disse a Paulo Guedes que não estaria mais à frente da articulação pela Previdência, diante das críticas do governo.

G1

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TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.

O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.

No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.

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A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.

Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.

Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.

A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.

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Fonte Folhamax

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