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Em jantar na casa de Emanuelzinho, Neri será confirmado coordenador da bancada

O deputado federal Neri Geller (PP) deve ser confirmado, nesta quarta (20), como o novo coordenador da bancada de Mato Grosso no Congresso Nacional, conforme adiantou  na curtinha “Neri e coordenação da bancada”. Ao que tudo indica, a decisão será confirmada em jantar na residência do deputado federal Emanuelzinho (PTB), com a presença dos oito deputados federais e três senadores.

O governador Mauro Mendes (DEM) é aguardado na reunião da bancada federal. O democrata estará em Brasília, onde participa de reunião com o ministro da Economia Paulo Guedes para tratar da reforma da previdência, além de discutir os repasses do FEX e a reformulação da Lei Kandir.

Neri substituirá o ex-senador e hoje deputado federal José Medeiros (Podemos). O progressista ganhou a preferência dos colegas pelo bom trânsito em Brasília.

Ex- ministro da Agricultura e ex-secretário nacional de Política Agrícola, Neri é um dos principais representantes do agro no Congresso Nacional. Considerado um nome estratégico para o setor econômico, o parlamentar também tem articulado discussões políticas complexas envolvendo a liberação de recursos financeiros para o Estado.

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Além de Neri, Emanuelzinho e Medeiros, a bancada federal também é formada pelos deputados federais Nelson Barbudo (PSL), Carlos Bezerra (MDB), Leonardo Albuquerque (Solidariedade), Rosa Neide (PT) e Juarez Costa (MDB). Os senadores são Wellington Fagundes (PR), Jayme Campos (DEM) e Selma Arruda (PSL).

RD News

 

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TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.

O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.

No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.

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A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.

Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.

Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.

A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.

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Fonte Folhamax

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