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Política

Eduardo Bolsonaro reconhece que indicação para embaixada será mais demorada que o esperado

Em conversa com alguns jornalistas no plenário da Câmara, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) disse que achava que seria mais rápido o processo de indicação de seu nome para ser embaixador do Brasil nos Estados Unidos.

O presidente Jair Bolsonaro, pai do parlamentar, anunciou em julho a intenção de indicar Eduardo para a embaixada. De lá para cá, o nome de Eduardo obteve aval do governo norte-americano e recebeu elogios do presidente Donald Trump.

No entanto, ainda falta o presidente Bolsonaro enviar formalmente a indicação para o Senado brasileiro, responsável por sabatinar e aprovar futuros embaixadores.

Na conversa com jornalistas, Eduardo ressaltou que a indicação só pode ser apresentada quando ele já tiver conversado com a maioria dos senadores.

“Está sendo mais demorado do que eu esperava, mas tenho que conversar antes com a maioria dos senadores. Ainda estou começando as visitas. Preciso visitar um por um”, disse o deputado.

Questionado se já iria acompanhar Bolsonaro, na condição de indicado para a embaixada, na viagem do presidente para a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), prevista para começar dia 20 de setembro em Nova York, Eduardo afirmou que não sabe se até lá terá a indicação formalizada.

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Os jornalistas também perguntaram ao deputado se Bolsonaro terá condições de fazer a viagem, já que passará por uma cirurgia no domingo (8) para corrigir uma hérnia decorrente das intervenções que fez após a facada sofrida na campanha eleitoral.

O deputado relembrou a declaração do pai, de que iria “nem que seja de cadeira de rodas”.

“Em uma semana ele já estará em condições de voltar ao trabalho”, afirmou Eduardo.

G1

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Política

TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.

O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.

No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.

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A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.

Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.

Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.

A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.

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Fonte Folhamax

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