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Política

Correios: novo presidente toma posse e não confirma privatização

A ideia de privatizar os Correios vem crescendo nos últimos anos e está mais madura nos últimos meses. Agora, após a demissão de Juarez Aparecido Cunha, que era contrário a essa mudança, muito tem se falado sobre o assunto — especialmente quando surgem nos bastidores os boatos de que as gigantes varejistas Amazon e Alibaba estejam de olho na movimentação para uma possível aquisição do serviço de entregas.

Não estamos ainda falando em nada de privatização, diz o general Floriano Peixoto Neto

O novo presidente, o general Floriano Peixoto Neto, assumiu posse na segunda-feira (24) e, de acordo com o Telesíntese, manteve o tom nacionalista do antecessor e, diferente do que muita gente esperava, disse que ainda não pode assegurar a venda da estatal. “Não estamos ainda falando em nada de privatização. Minha intenção é ir para lá trabalhar para fortalecer, para fazer a empresa crescer, ficar mais gigante ainda do que ela é.“

O tom de discurso, pelo menos por enquanto, é de continuidade do trabalho. “Uma coisa de cada vez. Vamos trabalhar para a empresa crescer. É isso que todos nós queremos. O Correio é do Brasil, é uma empresa nossa, e que nós temos muito orgulho”, destacou, após a cerimônia no Palácio do Planalto.

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Após prejuízos registrados entre 2013 e 2016, os Correios conseguiram um alívio com receita positiva de R$ 667,3 milhões em 2017 e R$ 161 milhões em 2018. Para realizar a negociação, o governo precisa da aprovação do Congresso, conforme decisão do Supremo Tribunal Federal.

A Amazon e a Alibaba não confirmam o interesse e ainda não falaram sobre o assunto.

Tecmundo

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Eleições

Aliança entre MDB e PL decepciona após resultado abaixo das expectativas em Mato Grosso

Com derrota na disputa pelo Governo, Janaina Riva fora do Senado e desempenho menor que o projetado na Assembleia, união entre MDB e PL passa a ser questionada por lideranças dos próprios partidos

A aliança construída em Mato Grosso entre o MDB, liderado eleitoralmente pela deputada Janaina Riva, e o PL do senador Wellington Fagundes entrou em processo de avaliação após o resultado das eleições de 2026. A composição, formada com a expectativa de fortalecer as candidaturas majoritárias e ampliar a representação dos dois partidos, não alcançou todos os objetivos traçados durante a campanha.

Wellington Fagundes, candidato do PL ao Governo do Estado, terminou a disputa atrás de Otaviano Pivetta, que venceu a eleição. Já Janaina Riva, candidata ao Senado pelo MDB, não conseguiu conquistar uma das duas vagas disponíveis.

O resultado produziu um cenário politicamente delicado para a aliança. Embora o PL tenha conseguido eleger Zé Medeiros ao Senado, o partido não venceu a disputa pelo Palácio Paiaguás. Já o MDB ficou sem a cadeira no Senado pretendida por Janaina e também não alcançou a meta projetada para a Assembleia Legislativa.

MDB esperava eleger mais deputados

O deputado estadual Dr. João, reeleito pelo MDB, afirmou após a eleição que o partido trabalhava com a expectativa de conquistar quatro cadeiras na Assembleia Legislativa, mas terminou com três.

Segundo ele, a chapa foi montada com a projeção de contar com vários candidatos capazes de alcançar votações expressivas e contribuir para o desempenho coletivo da legenda. Na prática, parte desses nomes teve votação abaixo do esperado.

Dr. João apontou que candidatos considerados competitivos dentro da chapa não conseguiram atingir as projeções iniciais, o que reduziu a soma partidária e dificultou a conquista de uma cadeira adicional.

Dr. João criticou aliança com o PL

A união com o PL de Wellington Fagundes também passou a ser questionada internamente.

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Dr. João afirmou que a composição parecia politicamente possível no início, mas que o resultado das urnas mostrou dificuldades na estratégia adotada.

“Depois que aconteceu, a gente vê que não foi uma boa ideia”, declarou o parlamentar ao avaliar a parceria entre MDB e PL.

Segundo ele, também faltou maior unidade entre candidatos e partidos durante a campanha. A avaliação do deputado é que muitos integrantes da coligação acabaram priorizando projetos individuais, reduzindo a capacidade de atuação conjunta.

Dr. João também afirmou que já vinha demonstrando preocupação com o formato da aliança durante sua construção, especialmente em relação à falta de integração entre os grupos envolvidos.

Críticas também surgiram dentro do PL

As críticas à aproximação entre MDB e PL não ficaram restritas ao MDB.

Lideranças do PL também passaram a questionar a estratégia após o resultado das eleições. Entre elas, o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, manifestou posição contrária à aproximação de Wellington Fagundes com o MDB e relacionou a escolha ao desempenho da candidatura ao Governo.

As declarações mostram que a composição passou a ser analisada de forma crítica por integrantes das duas legendas.

Resultado do PL foi misto

Apesar da derrota de Wellington Fagundes ao Governo e da não eleição de Janaina Riva ao Senado, o resultado do PL não foi totalmente negativo.

O partido conseguiu eleger Zé Medeiros ao Senado e também garantiu representação importante nas disputas proporcionais, mantendo nomes fortes na Assembleia Legislativa.

Por isso, o debate interno tende a se concentrar principalmente na estratégia utilizada para a eleição majoritária e na relação construída com o MDB.

Aliança não garantiu transferência automática de votos

O resultado das urnas também mostrou que uma aliança partidária não significa necessariamente transferência automática de votos entre os candidatos.

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Mesmo pertencendo ao mesmo grupo político, Wellington Fagundes, Janaina Riva e os candidatos proporcionais tiveram desempenhos bastante diferentes.

Parte significativa do eleitorado fez escolhas distintas para governador, senador, deputado federal e deputado estadual, sem necessariamente seguir integralmente uma mesma chapa.

Esse comportamento eleitoral também ajuda a explicar por que uma composição politicamente ampla nem sempre consegue produzir o resultado esperado.

MDB deve fazer avaliação interna

O MDB agora inicia um processo de avaliação sobre os erros e acertos da campanha.

Dr. João afirmou que o partido precisa reunir suas principais lideranças, ouvir Janaina Riva e analisar desde a montagem da chapa proporcional até a estratégia adotada na eleição majoritária.

A expectativa é que a legenda avalie também se a parceria com o PL trouxe os benefícios eleitorais esperados ou se acabou criando dificuldades dentro da própria campanha.

União que parecia estratégica termina sob questionamento

A aproximação entre MDB e PL nasceu com a perspectiva de reunir estruturas partidárias fortes, lideranças conhecidas e candidatos com experiência eleitoral.

As urnas, porém, produziram um resultado diferente do projetado por parte dessas lideranças: Wellington ficou fora do Governo, Janaina não chegou ao Senado e o MDB elegeu menos deputados estaduais do que esperava.

Agora, passado o processo eleitoral, a discussão deixa de ser apenas sobre quem venceu ou perdeu e passa também pela análise da estratégia utilizada.

A aliança entre MDB e PL, que antes da campanha era apresentada como instrumento de fortalecimento político, termina a eleição sob revisão e deve influenciar diretamente as discussões internas dos dois partidos nos próximos meses.

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