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Eleições

Mauro Mendes, Pivetta e PL selam união em Mato Grosso para apoiar Flávio Bolsonaro no segundo turno

Após uma disputa estadual marcada por divisões no campo da direita, lideranças políticas de Mato Grosso iniciaram uma articulação conjunta para fortalecer a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República

Passado o primeiro turno das eleições de 2026, lideranças de diferentes partidos em Mato Grosso começaram a reorganizar suas alianças com foco na disputa presidencial. O governador reeleito Otaviano Pivetta (Republicanos), o senador eleito Mauro Mendes (União Brasil) e integrantes do Partido Liberal (PL) decidiram unir forças em apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A aproximação foi consolidada durante uma reunião realizada em Cuiabá na segunda-feira, 5 de outubro, reunindo parlamentares eleitos, senadores, deputados, prefeitos e outras lideranças políticas.

Participaram das articulações nomes como José Medeiros (PL), eleito para o Senado, além de representantes das bancadas estadual e federal e dirigentes políticos ligados ao campo conservador.

O movimento representa uma mudança importante no cenário político de Mato Grosso. Durante a disputa pelo Governo do Estado, Pivetta e o PL estiveram em lados opostos, principalmente porque o partido lançou a candidatura do senador Wellington Fagundes ao Palácio Paiaguás.

Com o encerramento da eleição estadual ainda no primeiro turno, porém, as diferenças locais começaram a ser deixadas de lado em favor de uma estratégia comum para a eleição presidencial.

Pivetta confirma apoio a Flávio Bolsonaro

Durante o encontro, Otaviano Pivetta confirmou publicamente que participará da campanha de Flávio Bolsonaro no segundo turno.

O governador afirmou que a proximidade com integrantes do PL já existia anteriormente, mas que não poderia ser demonstrada de forma aberta durante a disputa estadual, quando os grupos estavam em campos adversários.

Com a eleição para o Governo definida, Pivetta sinalizou que pretende trabalhar para ampliar ainda mais a votação de Flávio Bolsonaro em Mato Grosso.

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A formação desse novo bloco político também aproxima novamente Pivetta de lideranças com as quais manteve divergências durante a campanha estadual.

Mauro Mendes também participa da articulação

Outro nome importante no movimento é o ex-governador e agora senador eleito Mauro Mendes.

Mendes participou das articulações ao lado de Pivetta e das principais lideranças do PL. A expectativa é que o grupo forme uma frente suprapartidária em Mato Grosso para mobilizar prefeitos, deputados, empresários, produtores rurais e outras lideranças em favor da candidatura presidencial do PL.

A articulação conta com representantes de partidos como Republicanos, União Brasil, PL e Podemos, entre outras siglas que apoiam a candidatura de Flávio Bolsonaro.

Mato Grosso deu ampla vantagem a Flávio no primeiro turno

A união das lideranças ocorre em um Estado onde Flávio Bolsonaro já conseguiu uma vantagem significativa sobre Lula no primeiro turno.

Em Mato Grosso, o candidato do PL recebeu 1.298.581 votos, equivalentes a 65,15% dos votos válidos.

Lula ficou em segundo lugar no Estado, com 581.681 votos, ou 29,18%.

Nacionalmente, entretanto, a diferença foi muito menor. Flávio Bolsonaro avançou ao segundo turno com 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula obteve 45,16%.

O segundo turno da eleição presidencial está marcado para 25 de outubro de 2026.

Meta é ampliar vantagem no Estado

Mesmo com os mais de 65% obtidos por Flávio Bolsonaro em Mato Grosso, a estratégia do grupo é ampliar essa diferença.

As lideranças avaliam que o Estado pode contribuir com uma margem ainda maior de votos para compensar regiões onde Lula apresenta desempenho eleitoral superior.

A campanha deverá trabalhar principalmente com a mobilização de prefeitos, vereadores, deputados estaduais e federais, além de representantes dos setores produtivos e do agronegócio.

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Parte dessas lideranças também deve participar de reuniões nacionais com Flávio Bolsonaro e integrantes de sua coordenação de campanha para definir as estratégias do segundo turno.

União ocorre após disputa entre Pivetta e Wellington

A aproximação chama atenção justamente porque acontece poucos dias depois de uma campanha estadual bastante disputada.

Otaviano Pivetta venceu a eleição para governador ainda no primeiro turno, alcançando 60,77% dos votos válidos.

Wellington Fagundes, candidato do PL, terminou em segundo lugar, com 23,19%.

Apesar das divergências durante a corrida pelo Palácio Paiaguás, os dois grupos passaram a defender uma atuação conjunta em torno da candidatura presidencial.

A avaliação entre essas lideranças é que o encerramento da disputa estadual permite agora concentrar esforços na eleição nacional.

Direita busca frente ampla em Mato Grosso

A criação dessa frente representa uma tentativa de unificar diferentes grupos políticos de centro-direita e direita que estiveram separados durante o primeiro turno estadual.

Além de Mauro Mendes e Pivetta, participam da movimentação lideranças do PL e parlamentares eleitos para diferentes cargos.

Entre os principais objetivos está transformar a ampla vantagem conquistada por Flávio Bolsonaro no primeiro turno em uma votação ainda maior no próximo dia 25.

Mato Grosso passa, assim, a ser tratado pelas lideranças como um dos principais Estados para a estratégia eleitoral do candidato do PL.

Depois de uma campanha estadual marcada por divisões, o segundo turno presidencial produz um novo cenário: Mauro Mendes, Otaviano Pivetta e lideranças do PL voltam a dividir o mesmo palanque, agora com um objetivo comum — aumentar a votação de Flávio Bolsonaro e contribuir para sua eleição à Presidência da República.

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Eleições

PL mostra força em Nova Mutum, Otávio Xerife e Cattani têm votação expressiva e resultado pode redesenhar cenário para 2028

Eleitorado mutumense deu preferência a nomes ligados à direita nas eleições de 2026; Otávio foi o deputado estadual mais votado no município, Cattani ficou em segundo e desempenho do grupo abre espaço para uma nova força política de olho nas eleições municipais

O resultado das eleições de 2026 deixou uma mensagem política importante em Nova Mutum: o eleitorado do município voltou a demonstrar forte preferência por candidatos identificados com a direita e o conservadorismo, com destaque especial para nomes do Partido Liberal (PL).

O maior exemplo apareceu na disputa pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Otávio Xerife (PL) foi disparado o candidato a deputado estadual mais votado de Nova Mutum, conquistando 7.854 votos, equivalentes a 28,52% dos votos válidos para o cargo no município.

Logo atrás apareceu outro nome do PL: o deputado Gilberto Cattani, que recebeu 4.004 votos, representando 14,54%.

Somados, apenas Otávio Xerife e Cattani receberam 11.858 votos em Nova Mutum, resultado que demonstra a força eleitoral alcançada pelo campo conservador no município.

A votação chama ainda mais atenção porque os dois candidatos do PL ocuparam as duas primeiras posições na preferência do eleitorado mutumense para deputado estadual.

Otávio terminou muito à frente do terceiro colocado, Beto Dois a Um (Podemos), que recebeu 1.618 votos. Depois vieram Ulysses Moraes, com 975; Eduardo Botelho, com 941; Lúdio Cabral, com 787; Max Russi, com 739; e Cristiano Bicô, com 728 votos.

Otávio Xerife surpreende e lidera com folga

O grande destaque local da eleição foi Otávio Xerife.

Com 7.854 votos, ele sozinho concentrou mais de um quarto dos votos válidos de Nova Mutum para deputado estadual.

O desempenho local foi particularmente expressivo quando comparado à sua votação total no Estado. Otávio terminou a eleição com 8.907 votos em Mato Grosso, o que significa que aproximadamente 88% de toda a votação conquistada pelo candidato veio de Nova Mutum.

Mesmo não conquistando uma cadeira titular na Assembleia Legislativa e ficando na suplência, Otávio sai da eleição com um capital político considerável dentro do município.

Sua votação coloca seu nome obrigatoriamente entre aqueles que deverão participar das discussões sobre o futuro político de Nova Mutum.

Cattani confirma força entre o eleitor conservador

Outro resultado expressivo foi o de Gilberto Cattani.

O deputado recebeu 4.004 votos em Nova Mutum, ficando em segundo lugar na disputa estadual dentro do município.

No Estado, Cattani conquistou 69.672 votos e garantiu sua reeleição para a Assembleia Legislativa. O resultado estadual colocou o parlamentar entre os três candidatos a deputado estadual mais votados de Mato Grosso.

Conhecido por posições conservadoras e pela forte identificação com o bolsonarismo, Cattani conseguiu consolidar em Nova Mutum uma importante base eleitoral.

A votação combinada de Cattani e Otávio alcançou 43,06% dos votos válidos para deputado estadual no município.

Em outras palavras, praticamente quatro em cada dez votos válidos dados para deputado estadual em Nova Mutum foram destinados somente aos dois candidatos do PL.

PL também teve força para deputado federal

A preferência pelos candidatos do Partido Liberal também apareceu na disputa para a Câmara dos Deputados.

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Apesar de Aline Félix (Republicanos) ter sido a candidata a deputada federal mais votada em Nova Mutum, com 6.773 votos, as três posições seguintes ficaram justamente com candidatos do PL.

Coronel Fernanda (PL) recebeu 3.972 votos, correspondentes a 14,55% dos votos válidos.

Coronel Assis (PL) conquistou 3.852 votos, ou 14,11%.

Já Thiago Boava (PL) recebeu 2.075 votos, equivalentes a 7,60%.

Somente esses três candidatos do partido somaram 9.899 votos em Nova Mutum.

Os três foram eleitos deputados federais por Mato Grosso. Coronel Fernanda, inclusive, terminou a eleição como a deputada federal mais votada de todo o Estado, com 205.064 votos. Coronel Assis obteve 128.697 votos e Thiago Boava, 72.375.

Zé Medeiros conquista mais de 17 mil votos em Nova Mutum

Para o Senado, o PL também apresentou desempenho expressivo.

Zé Medeiros (PL) recebeu 17.349 votos em Nova Mutum, correspondentes a 33,44% dos votos válidos para senador.

Ele ficou atrás apenas de Mauro Mendes (União Brasil), que recebeu 20.539 votos no município.

Medeiros foi eleito senador por Mato Grosso e conquistou, no total estadual, 977.777 votos.

O resultado novamente demonstra a força de candidatos identificados com o campo conservador entre os eleitores de Nova Mutum.

Flávio Bolsonaro chegou a 75% no município

A tendência fica ainda mais evidente quando se observa a eleição presidencial.

Flávio Bolsonaro (PL) recebeu 22.032 votos em Nova Mutum, alcançando 75,39% dos votos válidos.

Lula ficou em segundo lugar, com 5.669 votos e 19,40%.

A diferença entre os dois ultrapassou 16 mil votos.

No Governo do Estado houve uma particularidade. Apesar da força do PL para presidente, Senado e Legislativo, o eleitorado mutumense deu votação massiva ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que recebeu 22.055 votos, ou 80,60%.

O candidato do PL ao Governo, Wellington Fagundes, teve apenas 1.040 votos no município, ou 3,81%.

Isso mostra que o eleitor de Nova Mutum não votou simplesmente pela legenda. Houve uma combinação entre forte identificação com nomes da direita e escolhas locais ou regionais específicas.

Eleitorado deixa claro perfil majoritariamente de direita

Quando os resultados são analisados em conjunto, porém, a orientação predominante aparece claramente.

Flávio Bolsonaro teve mais de 75% para presidente.

Zé Medeiros recebeu mais de 17 mil votos para senador.

Na disputa estadual, os dois primeiros colocados foram Otávio Xerife e Gilberto Cattani, ambos do PL.

Na eleição federal, três candidatos do PL ficaram entre os quatro nomes mais votados na cidade.

Além disso, Otaviano Pivetta, que também construiu sua campanha dentro do espectro de centro-direita e recebeu apoio de importantes lideranças conservadoras, conquistou mais de 80% para governador.

O conjunto dos resultados demonstra que Nova Mutum possui atualmente um eleitorado fortemente inclinado às candidaturas de direita e centro-direita.

Otávio e Cattani podem se tornar peças importantes para 2028

Mais do que definir os representantes de Mato Grosso a partir de 2027, a votação do último domingo começa a produzir reflexos sobre a próxima disputa municipal.

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As eleições para prefeito e vereadores acontecerão novamente em 2028, e o resultado de 2026 passa a funcionar como uma espécie de termômetro das forças políticas existentes no município.

Nesse cenário, a votação de Otávio Xerife ganha peso especial.

Receber 7.854 votos dentro de Nova Mutum em uma eleição para deputado estadual representa um contingente eleitoral significativo e coloca o candidato em posição de destaque para futuras articulações.

Cattani, por sua vez, sai fortalecido com mais de 4 mil votos locais e um novo mandato na Assembleia Legislativa.

A aproximação ou construção de um projeto envolvendo lideranças locais identificadas com esses grupos pode criar uma nova força política conservadora em Nova Mutum para 2028.

Isso não significa que exista, neste momento, candidatura ou aliança oficialmente definida para a próxima eleição municipal. Faltam ainda dois anos para o próximo pleito e o cenário poderá sofrer diversas alterações.

Entretanto, eleitoralmente, os números de 2026 não podem ser ignorados.

Resultado muda cálculo político para próxima eleição municipal

Na eleição municipal de 2024, Nova Mutum reelegeu Leandro Félix (União Brasil) para prefeito com 19.565 votos. Para a Câmara Municipal, 13 vereadores foram eleitos e o último candidato que conquistou uma cadeira obteve 467 votos.

Quando comparados a esses números, os 7.854 votos de Otávio Xerife assumem dimensão política ainda maior.

Evidentemente, eleições municipais e gerais possuem dinâmicas completamente diferentes. Votos para deputado não são automaticamente transferidos para prefeito ou vereador.

Ainda assim, resultados expressivos servem para medir capacidade de mobilização, reconhecimento de nomes e tamanho potencial de determinados grupos políticos.

É justamente nesse ponto que o pleito de 2026 poderá influenciar 2028.

Uma nova força começa a ganhar forma

O resultado das urnas mostrou que existe em Nova Mutum um contingente expressivo de eleitores identificado com candidatos conservadores.

O PL conseguiu transformar essa preferência em números importantes para presidente, Senado, Câmara Federal e Assembleia Legislativa.

Mas o principal recado político local veio da votação para deputado estadual.

Otávio Xerife, com 7.854 votos, e Gilberto Cattani, com 4.004, ocuparam juntos as duas primeiras colocações e concentraram mais de 43% dos votos válidos do município para o cargo.

Otávio não conseguiu se eleger, mas sai das urnas politicamente maior em Nova Mutum. Cattani retorna à Assembleia com uma das maiores votações de Mato Grosso e uma base relevante no município.

A eleição municipal ainda está distante e qualquer tentativa de antecipar candidaturas seria prematura.

Porém, uma coisa ficou evidente nas urnas de 2026: a direita possui uma base eleitoral numerosa em Nova Mutum e os resultados de Otávio Xerife e Gilberto Cattani criam um novo elemento no tabuleiro político local.

Se essa força eleitoral conseguir se organizar politicamente nos próximos dois anos, poderá chegar às eleições de 2028 como um grupo capaz de disputar espaço tanto na Prefeitura quanto na Câmara Municipal de Nova Mutum.

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