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Mato Grosso

Reeleito, Pivetta promete governo com marca própria e anuncia mudanças no Paiaguás

Após vencer a eleição no primeiro turno com mais de 60% dos votos, governador afirma que ciclo de oito anos chegou ao fim e sinaliza gestão mais alinhada ao seu estilo de administrar

Reeleito governador de Mato Grosso no primeiro turno das eleições de 2026, Otaviano Pivetta (Republicanos) já começou a deixar claro que o mandato que terá início em janeiro de 2027 não será apenas uma continuidade automática do modelo administrativo construído nos últimos oito anos.

Embora reconheça os avanços alcançados durante a gestão iniciada por Mauro Mendes em 2019 — período em que atuou como vice-governador e, posteriormente, assumiu o comando do Estado — Pivetta sinaliza que chegou o momento de imprimir uma marca mais própria ao Governo de Mato Grosso.

Menos de 24 horas depois da vitória nas urnas, o governador voltou ao Palácio Paiaguás e confirmou que prepara mudanças importantes na estrutura administrativa e na composição da equipe.

Sem revelar ainda quais secretarias ou nomes serão atingidos, Pivetta foi direto ao afirmar que haverá alterações.

“Terão mudanças. Mudanças importantes, sempre tem”, declarou.

Segundo ele, Mato Grosso encerra agora um ciclo administrativo de oito anos. A avaliação do governador é de que o período foi importante para reorganizar o Estado e consolidar um modelo de gestão baseado em resultados, mas algumas áreas ainda precisam avançar.

“Esse é o final de um ciclo de oito anos e tem coisas para melhorar”, afirmou.

Governo deverá ter mais a cara de Pivetta

As declarações feitas após a eleição indicam que o próximo mandato deverá refletir de maneira mais evidente o próprio estilo de Otaviano Pivetta.

Conhecido por defender uma administração mais enxuta, pragmática e voltada para resultados, Pivetta costuma apresentar uma visão empresarial sobre o funcionamento da máquina pública, cobrando eficiência, execução e acompanhamento permanente das ações governamentais.

Ao longo da campanha, o governador também reforçou que o Estado deve existir para servir o cidadão e defendeu austeridade na administração pública.

A tendência, portanto, é de que o próximo Governo mantenha pilares considerados bem-sucedidos da gestão anterior, como equilíbrio fiscal, investimentos em infraestrutura e capacidade de investimentos, mas com mudanças na forma de condução, na equipe e nas prioridades.

Pivetta não rompe com o legado de Mauro Mendes. Pelo contrário, frequentemente reconhece sua participação direta na construção desse modelo administrativo.

No entanto, ao afirmar que o ciclo de oito anos terminou, sinaliza que pretende entrar em 2027 com maior liberdade para reorganizar estruturas e imprimir sua própria personalidade à administração.

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Perfil direto e cobrança por resultados

Pivetta tem uma trajetória política e empresarial bastante particular.

Antes de chegar ao Governo de Mato Grosso, foi caminhoneiro, agricultor, empresário, prefeito de Lucas do Rio Verde, deputado estadual e vice-governador.

No discurso realizado após a vitória eleitoral, ele próprio resgatou essa trajetória ao afirmar que Mato Grosso havia escolhido “um caminhoneiro que virou agricultor, que virou prefeito, que virou deputado e que virou governador”.

Essa experiência ajuda a explicar o perfil administrativo que Pivetta pretende levar ao próximo mandato.

Mais do que discursos políticos tradicionais, o governador costuma defender metas, execução de projetos e uma estrutura pública que produza resultados concretos.

Segundo Pivetta, o Governo de Mato Grosso deve continuar fazendo ajustes constantemente.

“Nós somos um modelo de gestão de resultados. Sabemos que temos que ir todo dia corrigindo os rumos, acertando cada vez mais e errando menos”, afirmou após a eleição.

Para o governador, a experiência acumulada nos últimos anos aumenta sua responsabilidade.

Vitória expressiva fortalece mudanças

Pivetta venceu a eleição estadual realizada no domingo, 4 de outubro, ainda no primeiro turno, obtendo 60,77% dos votos válidos.

Wellington Fagundes (PL) ficou em segundo lugar, com 23,19%, enquanto Natasha Slhessarenko (PSD) alcançou 15,17%.

O resultado expressivo das urnas fortalece politicamente Pivetta para promover alterações na estrutura administrativa sem depender da necessidade de simplesmente reproduzir a composição existente.

O próprio governador reconheceu que a votação amplia sua responsabilidade diante da população.

Para Pivetta, o eleitor não apenas confirmou a continuidade de um projeto administrativo, mas lhe entregou legitimidade para conduzir um novo ciclo.

Secretariado poderá passar por mudanças

Uma das principais expectativas agora envolve a formação do secretariado que assumirá em janeiro de 2027.

Questionado sobre a possibilidade de integrantes que deixaram o Governo durante o período eleitoral retornarem à administração, Pivetta não descartou completamente a hipótese, mas indicou que isso deverá ocorrer apenas em casos específicos.

“É possível, mas é pouco provável”, respondeu.

A declaração aumenta a possibilidade de renovação em determinadas áreas do Governo.

Pivetta ainda não estabeleceu prazo para anunciar a nova equipe e prefere manter as discussões internamente antes de tornar públicas as decisões.

Nos bastidores, a expectativa passa a ser sobre quais secretarias poderão ser reorganizadas e quais nomes deixarão ou entrarão no primeiro escalão.

Gisela Simona terá participação direta

Outra característica do próximo Governo será a participação da vice-governadora eleita Gisela Simona (União Brasil).

Pivetta já afirmou que pretende dar a Gisela uma atuação efetiva dentro da administração, semelhante ao papel desempenhado por ele durante o período em que foi vice de Mauro Mendes.

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Segundo o governador, a vice não deverá ocupar apenas uma função protocolar.

“Ela vai me ajudar a governar”, afirmou.

A relação entre Pivetta e Gisela deverá, portanto, ser de participação direta nas principais decisões administrativas.

O governador também destacou que os dois apresentam elevado grau de alinhamento político e administrativo.

Continuidade sem copiar o governo anterior

O desafio de Pivetta será equilibrar dois movimentos aparentemente diferentes: preservar aquilo que considera positivo no modelo implantado nos últimos anos e, ao mesmo tempo, demonstrar à população que possui uma forma própria de governar.

Ao assumir definitivamente o Palácio Paiaguás após a saída de Mauro Mendes em março deste ano, Pivetta já começou a ocupar o centro das decisões do Executivo.

Agora, legitimado diretamente pelas urnas, terá quatro anos completos para colocar suas próprias prioridades em prática.

O governador já deixou claro que considera o modelo fiscal e administrativo construído nos últimos anos um patrimônio que precisa ser preservado. Isso, porém, não significa manter tudo exatamente como está.

A frase sobre o fim de um ciclo de oito anos talvez seja o indicativo mais importante desse novo momento.

Um novo ciclo a partir de 2027

O próximo mandato deverá mostrar de forma mais clara quem é Otaviano Pivetta como governador.

Seu perfil indica uma administração com forte cobrança por eficiência, menor apego a formalidades políticas e maior preocupação com entrega de resultados.

Durante o discurso da vitória, Pivetta prometeu ampliar investimentos em áreas como saúde, educação, infraestrutura e estradas, além de transformar a força econômica de Mato Grosso em melhores condições de vida para a população.

Também afirmou que pretende continuar trabalhando com uma visão voltada às oportunidades geradas pelo crescimento do Estado.

Depois de participar durante oito anos do projeto administrativo liderado por Mauro Mendes, primeiro como vice e depois assumindo definitivamente o Governo, Pivetta entra agora em uma nova fase.

A partir de janeiro de 2027, Mato Grosso deverá conhecer um Governo com mais da personalidade de Otaviano Pivetta: direto, pragmático, focado em resultados e disposto a fazer mudanças onde considera que o Estado ainda pode melhorar.

A vitória com mais de 60% dos votos lhe dá respaldo político para isso.

E as primeiras declarações após as urnas indicam que, mesmo preservando aquilo que considera positivo do período anterior, Pivetta pretende deixar claro que o novo ciclo no Palácio Paiaguás terá sua própria identidade.

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Mato Grosso

Dois senadores na corrida pelo Executivo: Flávio Bolsonaro reforça apoio a Wellington Fagundes em Mato Grosso

 

Candidato à Presidência pelo PL grava mensagem ao lado de Wellington, pede votos ao correligionário para o Governo de Mato Grosso e reforça integração entre o projeto nacional e a campanha estadual do partido

A reta final da campanha eleitoral de 2026 coloca dois senadores do Partido Liberal em disputas pelo Poder Executivo. Enquanto Flávio Bolsonaro (PL-RJ) concorre à Presidência da República, Wellington Fagundes (PL-MT) disputa o Governo de Mato Grosso.

Nesta quinta-feira (24), Flávio gravou uma mensagem direcionada aos eleitores mato-grossenses e pediu votos para Wellington, reforçando publicamente o apoio da direção nacional do partido à candidatura estadual.

Na gravação, Flávio apresentou Wellington como integrante do projeto eleitoral do PL em Mato Grosso e vinculou sua candidatura presidencial à disputa pelo Palácio Paiaguás.

Além de Wellington, Flávio Bolsonaro também pediu apoio ao deputado federal José Medeiros (PL) na disputa pelo Senado, reforçando a composição apresentada pela legenda aos eleitores mato-grossenses.

Apoio nacional ganha espaço na campanha

O gesto ocorre em um momento em que Wellington Fagundes procura ampliar a participação de lideranças nacionais em sua campanha.

Nos últimos dias, o senador recebeu manifestações públicas de apoio de nomes como Rogério Marinho, Sérgio Moro, Bia Kicis e Marcos Pontes, entre outras lideranças ligadas ao campo político do PL.

A estratégia busca apresentar a eleição em Mato Grosso como parte de um projeto político mais amplo da legenda para 2026.

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No vídeo divulgado nesta semana, Flávio Bolsonaro afirmou que o grupo apresentado pelo partido pretende promover mudanças tanto no cenário nacional quanto estadual.

A declaração integra o discurso político da campanha e reforça a tentativa de aproximar a candidatura de Wellington do eleitorado que acompanha o projeto nacional do PL.

Wellington deixa Senado para disputar Governo

Wellington Fagundes exerce mandato de senador por Mato Grosso e teve sua candidatura ao Governo oficializada pelo PL durante convenção estadual realizada neste ano.

Na mesma ocasião, o partido confirmou José Medeiros como candidato ao Senado.

Com isso, a campanha reúne uma situação de destaque no cenário eleitoral: dois senadores do mesmo partido disputam cargos no Executivo, um em âmbito nacional e outro estadual.

Flávio Bolsonaro busca chegar ao Palácio do Planalto, enquanto Wellington Fagundes tenta assumir o comando do Governo de Mato Grosso.

Disputa pelo eleitorado ligado ao PL

O apoio público de Flávio também ganha importância diante da disputa pelo eleitorado identificado com o PL e com o grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Em Mato Grosso, diferentes lideranças vêm buscando consolidar espaço dentro desse campo político, especialmente na reta final da campanha.

A manifestação de Flávio Bolsonaro em favor de Wellington torna mais clara a posição adotada pelo candidato presidencial dentro da disputa estadual.

A estratégia procura criar uma identificação direta entre as candidaturas do partido em nível nacional e estadual.

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Bolsonaro já havia apoiado Wellington

A aproximação de Wellington com o núcleo nacional do PL não começou nesta semana.

Ao longo do período pré-eleitoral, o senador mato-grossense divulgou manifestações de apoio recebidas do ex-presidente Jair Bolsonaro para sua candidatura ao Governo.

Segundo declarações feitas anteriormente por Wellington, Bolsonaro defendia uma candidatura alinhada dentro do mesmo campo político em Mato Grosso, envolvendo Wellington na disputa pelo Governo e José Medeiros na corrida ao Senado.

Agora, na reta final da campanha, Flávio Bolsonaro reforça essa posição ao pedir diretamente o voto dos eleitores mato-grossenses.

Campanha entra nos últimos dias

Com a aproximação da votação, os candidatos intensificam agendas, reuniões, vídeos, visitas ao interior e participação de lideranças nacionais.

Para Wellington Fagundes, o apoio explícito de Flávio Bolsonaro passa a ocupar espaço importante na estratégia eleitoral, especialmente entre eleitores que acompanham o projeto nacional do PL.

Ao mesmo tempo, a disputa pelo Governo de Mato Grosso segue envolvendo diferentes candidaturas, propostas e grupos políticos.

O movimento desta semana, porém, deixa clara a estratégia adotada pelo Partido Liberal nesta fase final da eleição: aproximar as campanhas de Flávio Bolsonaro à Presidência e de Wellington Fagundes ao Governo de Mato Grosso, apresentando ambas como integrantes de um mesmo projeto político para 2026.

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