Eleições
PL mostra força em Nova Mutum, Otávio Xerife e Cattani têm votação expressiva e resultado pode redesenhar cenário para 2028
Eleitorado mutumense deu preferência a nomes ligados à direita nas eleições de 2026; Otávio foi o deputado estadual mais votado no município, Cattani ficou em segundo e desempenho do grupo abre espaço para uma nova força política de olho nas eleições municipais
O resultado das eleições de 2026 deixou uma mensagem política importante em Nova Mutum: o eleitorado do município voltou a demonstrar forte preferência por candidatos identificados com a direita e o conservadorismo, com destaque especial para nomes do Partido Liberal (PL).
O maior exemplo apareceu na disputa pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Otávio Xerife (PL) foi disparado o candidato a deputado estadual mais votado de Nova Mutum, conquistando 7.854 votos, equivalentes a 28,52% dos votos válidos para o cargo no município.
Logo atrás apareceu outro nome do PL: o deputado Gilberto Cattani, que recebeu 4.004 votos, representando 14,54%.
Somados, apenas Otávio Xerife e Cattani receberam 11.858 votos em Nova Mutum, resultado que demonstra a força eleitoral alcançada pelo campo conservador no município.
A votação chama ainda mais atenção porque os dois candidatos do PL ocuparam as duas primeiras posições na preferência do eleitorado mutumense para deputado estadual.
Otávio terminou muito à frente do terceiro colocado, Beto Dois a Um (Podemos), que recebeu 1.618 votos. Depois vieram Ulysses Moraes, com 975; Eduardo Botelho, com 941; Lúdio Cabral, com 787; Max Russi, com 739; e Cristiano Bicô, com 728 votos.
Otávio Xerife surpreende e lidera com folga
O grande destaque local da eleição foi Otávio Xerife.
Com 7.854 votos, ele sozinho concentrou mais de um quarto dos votos válidos de Nova Mutum para deputado estadual.
O desempenho local foi particularmente expressivo quando comparado à sua votação total no Estado. Otávio terminou a eleição com 8.907 votos em Mato Grosso, o que significa que aproximadamente 88% de toda a votação conquistada pelo candidato veio de Nova Mutum.
Mesmo não conquistando uma cadeira titular na Assembleia Legislativa e ficando na suplência, Otávio sai da eleição com um capital político considerável dentro do município.
Sua votação coloca seu nome obrigatoriamente entre aqueles que deverão participar das discussões sobre o futuro político de Nova Mutum.
Cattani confirma força entre o eleitor conservador
Outro resultado expressivo foi o de Gilberto Cattani.
O deputado recebeu 4.004 votos em Nova Mutum, ficando em segundo lugar na disputa estadual dentro do município.
No Estado, Cattani conquistou 69.672 votos e garantiu sua reeleição para a Assembleia Legislativa. O resultado estadual colocou o parlamentar entre os três candidatos a deputado estadual mais votados de Mato Grosso.
Conhecido por posições conservadoras e pela forte identificação com o bolsonarismo, Cattani conseguiu consolidar em Nova Mutum uma importante base eleitoral.
A votação combinada de Cattani e Otávio alcançou 43,06% dos votos válidos para deputado estadual no município.
Em outras palavras, praticamente quatro em cada dez votos válidos dados para deputado estadual em Nova Mutum foram destinados somente aos dois candidatos do PL.
PL também teve força para deputado federal
A preferência pelos candidatos do Partido Liberal também apareceu na disputa para a Câmara dos Deputados.
Apesar de Aline Félix (Republicanos) ter sido a candidata a deputada federal mais votada em Nova Mutum, com 6.773 votos, as três posições seguintes ficaram justamente com candidatos do PL.
Coronel Fernanda (PL) recebeu 3.972 votos, correspondentes a 14,55% dos votos válidos.
Coronel Assis (PL) conquistou 3.852 votos, ou 14,11%.
Já Thiago Boava (PL) recebeu 2.075 votos, equivalentes a 7,60%.
Somente esses três candidatos do partido somaram 9.899 votos em Nova Mutum.
Os três foram eleitos deputados federais por Mato Grosso. Coronel Fernanda, inclusive, terminou a eleição como a deputada federal mais votada de todo o Estado, com 205.064 votos. Coronel Assis obteve 128.697 votos e Thiago Boava, 72.375.
Zé Medeiros conquista mais de 17 mil votos em Nova Mutum
Para o Senado, o PL também apresentou desempenho expressivo.
Zé Medeiros (PL) recebeu 17.349 votos em Nova Mutum, correspondentes a 33,44% dos votos válidos para senador.
Ele ficou atrás apenas de Mauro Mendes (União Brasil), que recebeu 20.539 votos no município.
Medeiros foi eleito senador por Mato Grosso e conquistou, no total estadual, 977.777 votos.
O resultado novamente demonstra a força de candidatos identificados com o campo conservador entre os eleitores de Nova Mutum.
Flávio Bolsonaro chegou a 75% no município
A tendência fica ainda mais evidente quando se observa a eleição presidencial.
Flávio Bolsonaro (PL) recebeu 22.032 votos em Nova Mutum, alcançando 75,39% dos votos válidos.
Lula ficou em segundo lugar, com 5.669 votos e 19,40%.
A diferença entre os dois ultrapassou 16 mil votos.
No Governo do Estado houve uma particularidade. Apesar da força do PL para presidente, Senado e Legislativo, o eleitorado mutumense deu votação massiva ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que recebeu 22.055 votos, ou 80,60%.
O candidato do PL ao Governo, Wellington Fagundes, teve apenas 1.040 votos no município, ou 3,81%.
Isso mostra que o eleitor de Nova Mutum não votou simplesmente pela legenda. Houve uma combinação entre forte identificação com nomes da direita e escolhas locais ou regionais específicas.
Eleitorado deixa claro perfil majoritariamente de direita
Quando os resultados são analisados em conjunto, porém, a orientação predominante aparece claramente.
Flávio Bolsonaro teve mais de 75% para presidente.
Zé Medeiros recebeu mais de 17 mil votos para senador.
Na disputa estadual, os dois primeiros colocados foram Otávio Xerife e Gilberto Cattani, ambos do PL.
Na eleição federal, três candidatos do PL ficaram entre os quatro nomes mais votados na cidade.
Além disso, Otaviano Pivetta, que também construiu sua campanha dentro do espectro de centro-direita e recebeu apoio de importantes lideranças conservadoras, conquistou mais de 80% para governador.
O conjunto dos resultados demonstra que Nova Mutum possui atualmente um eleitorado fortemente inclinado às candidaturas de direita e centro-direita.
Otávio e Cattani podem se tornar peças importantes para 2028
Mais do que definir os representantes de Mato Grosso a partir de 2027, a votação do último domingo começa a produzir reflexos sobre a próxima disputa municipal.
As eleições para prefeito e vereadores acontecerão novamente em 2028, e o resultado de 2026 passa a funcionar como uma espécie de termômetro das forças políticas existentes no município.
Nesse cenário, a votação de Otávio Xerife ganha peso especial.
Receber 7.854 votos dentro de Nova Mutum em uma eleição para deputado estadual representa um contingente eleitoral significativo e coloca o candidato em posição de destaque para futuras articulações.
Cattani, por sua vez, sai fortalecido com mais de 4 mil votos locais e um novo mandato na Assembleia Legislativa.
A aproximação ou construção de um projeto envolvendo lideranças locais identificadas com esses grupos pode criar uma nova força política conservadora em Nova Mutum para 2028.
Isso não significa que exista, neste momento, candidatura ou aliança oficialmente definida para a próxima eleição municipal. Faltam ainda dois anos para o próximo pleito e o cenário poderá sofrer diversas alterações.
Entretanto, eleitoralmente, os números de 2026 não podem ser ignorados.
Resultado muda cálculo político para próxima eleição municipal
Na eleição municipal de 2024, Nova Mutum reelegeu Leandro Félix (União Brasil) para prefeito com 19.565 votos. Para a Câmara Municipal, 13 vereadores foram eleitos e o último candidato que conquistou uma cadeira obteve 467 votos.
Quando comparados a esses números, os 7.854 votos de Otávio Xerife assumem dimensão política ainda maior.
Evidentemente, eleições municipais e gerais possuem dinâmicas completamente diferentes. Votos para deputado não são automaticamente transferidos para prefeito ou vereador.
Ainda assim, resultados expressivos servem para medir capacidade de mobilização, reconhecimento de nomes e tamanho potencial de determinados grupos políticos.
É justamente nesse ponto que o pleito de 2026 poderá influenciar 2028.
Uma nova força começa a ganhar forma
O resultado das urnas mostrou que existe em Nova Mutum um contingente expressivo de eleitores identificado com candidatos conservadores.
O PL conseguiu transformar essa preferência em números importantes para presidente, Senado, Câmara Federal e Assembleia Legislativa.
Mas o principal recado político local veio da votação para deputado estadual.
Otávio Xerife, com 7.854 votos, e Gilberto Cattani, com 4.004, ocuparam juntos as duas primeiras colocações e concentraram mais de 43% dos votos válidos do município para o cargo.
Otávio não conseguiu se eleger, mas sai das urnas politicamente maior em Nova Mutum. Cattani retorna à Assembleia com uma das maiores votações de Mato Grosso e uma base relevante no município.
A eleição municipal ainda está distante e qualquer tentativa de antecipar candidaturas seria prematura.
Porém, uma coisa ficou evidente nas urnas de 2026: a direita possui uma base eleitoral numerosa em Nova Mutum e os resultados de Otávio Xerife e Gilberto Cattani criam um novo elemento no tabuleiro político local.
Se essa força eleitoral conseguir se organizar politicamente nos próximos dois anos, poderá chegar às eleições de 2028 como um grupo capaz de disputar espaço tanto na Prefeitura quanto na Câmara Municipal de Nova Mutum.
Eleições
Mato-grossense Marina JHC mostra força feminina nas urnas, é eleita senadora por Alagoas e derrota Renan Calheiros
Nascida em Cuiabá, empresária de 35 anos conquistou mais de 926 mil votos em sua primeira disputa eleitoral e ajudou a encerrar um ciclo de 32 anos de Renan Calheiros no Senado
A força feminina ganhou mais um importante espaço na política brasileira nas eleições de 2026. Nascida em Cuiabá, Mato Grosso, Marina JHC (PSDB) foi eleita senadora pelo Estado de Alagoas neste domingo, 4 de outubro, protagonizando uma das maiores surpresas da disputa pelo Senado no país.
Em sua primeira candidatura a um cargo eletivo, Marina conquistou 926.860 votos, equivalentes a 28,20%, garantindo a segunda das duas vagas de Alagoas para o Senado Federal.
A outra cadeira ficou com Arthur Lira (PP), que recebeu 948.703 votos.
O resultado deixou de fora um dos políticos mais tradicionais do Congresso Nacional, o senador Renan Calheiros (MDB), que terminou na terceira colocação com 731.045 votos, correspondentes a 22,24%.
Renan ocupa uma cadeira no Senado desde 1995 e acumulou quatro mandatos consecutivos. Com a derrota, encerrará em 2027 uma trajetória de 32 anos consecutivos como senador por Alagoas.
De Cuiabá para o Senado Federal
Embora tenha construído sua trajetória política recente em Alagoas, Marina carrega raízes profundamente mato-grossenses.
Marina Antunes Candia e Figueiredo nasceu em Cuiabá, em 27 de dezembro de 1990, e tem atualmente 35 anos. Sua naturalidade mato-grossense também consta nos registros oficiais das candidaturas ao Senado Federal.
Filha do empresário e pecuarista Mário Cândia, Marina também pertence a uma família com ligação histórica com a política de Mato Grosso.
Ela é neta de José Monteiro de Figueiredo, conhecido como Doutor Zelito, que foi vice-governador de Mato Grosso.
Marina mudou-se para Maceió em 2020 e ganhou projeção principalmente durante o período em que atuou como primeira-dama da capital alagoana.
Agora, a cuiabana troca a atuação institucional em Maceió por uma cadeira em uma das instituições mais importantes da República.
Mulher, jovem e estreante nas urnas
A eleição de Marina ganha ainda mais destaque por acontecer em sua primeira experiência como candidata.
Aos 35 anos, empresária e formada em Administração, ela conseguiu superar políticos com décadas de vida pública e construir uma votação superior a 926 mil votos.
O resultado reforça um movimento de crescimento da participação feminina em espaços estratégicos da política brasileira.
As eleições de 2026 também levaram outras mulheres ao Senado, mostrando que o eleitorado abriu espaço para novas lideranças femininas em diferentes regiões do país. Entre elas estão nomes como Michelle Bolsonaro, eleita pelo Distrito Federal, Rayssa Furlan, no Amapá, e Gracinha Caiado, em Goiás.
No caso de Marina, há ainda um elemento simbólico para Mato Grosso: uma mulher nascida no Estado conseguiu construir uma trajetória política fora de suas fronteiras e chegar ao Senado Federal representando Alagoas.
Marina derrota um dos maiores nomes da política nacional
A dimensão da vitória fica ainda mais evidente quando se observa quem ficou pelo caminho.
Renan Calheiros é uma das figuras mais conhecidas e experientes da política brasileira.
Senador desde 1995, Renan presidiu o Senado em diferentes períodos e ocupou posição central em algumas das principais discussões políticas nacionais das últimas três décadas.
Mesmo com toda essa estrutura política e experiência eleitoral, não conseguiu assegurar uma das duas cadeiras disponíveis em 2026.
Arthur Lira e Marina JHC ficaram à frente do emedebista, produzindo uma profunda mudança na representação de Alagoas no Senado.
A derrota também encerra uma sequência de quatro mandatos consecutivos de Renan na Casa.
Eleição muda cenário político de Alagoas
A eleição de Marina aconteceu em meio a uma grande mudança política em Alagoas.
Além da vitória dela para o Senado, seu marido, João Henrique Caldas, o JHC (PSDB), venceu a eleição para governador.
JHC derrotou Renan Filho (MDB), outro integrante da família Calheiros, ampliando a dimensão da derrota do grupo político que exerceu grande influência no Estado durante décadas.
Assim, a eleição de 2026 produziu uma mudança simultânea no Governo de Alagoas e na representação do Estado no Senado.
Mato Grosso também pode celebrar
Apesar de ter sido eleita para representar Alagoas, a trajetória de Marina possui uma ligação especial com Mato Grosso.
Cuiabana de nascimento e integrante de uma família tradicional do Estado, ela passa a integrar o Senado Federal a partir de fevereiro de 2027.
A conquista também mostra como lideranças nascidas em Mato Grosso têm alcançado espaços políticos de projeção nacional para além das fronteiras estaduais.
Para as mulheres, sua eleição possui outro significado.
Marina chega ao Senado ainda jovem, em sua primeira candidatura e após superar um político que ocupava a cadeira havia mais de três décadas.
Força feminina rompe barreiras
A eleição de Marina JHC pode ser vista como um dos símbolos da renovação ocorrida nas urnas em 2026.
Uma mulher de 35 anos, estreante em eleições, conseguiu conquistar quase um milhão de votos e interromper a continuidade de uma das trajetórias mais longevas do Senado brasileiro.
O resultado demonstra que a participação feminina deixou de representar apenas uma discussão sobre espaço nas chapas partidárias e passou a produzir vitórias eleitorais expressivas.
Para Mato Grosso, existe ainda o orgulho regional.
Marina nasceu em Cuiabá, carrega raízes mato-grossenses e agora ocupará uma cadeira no Senado Federal por oito anos.
Para Alagoas, representa uma renovação em sua bancada.
E, para as mulheres brasileiras, sua vitória soma-se a um movimento que mostra que elas estão cada vez mais competitivas e presentes nas decisões políticas do país.
De Cuiabá a Brasília, passando por Maceió, a trajetória de Marina JHC chega agora ao Senado Federal como uma das histórias de maior destaque das eleições de 2026.
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