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Economia

Pivetta inicia revisão de gastos e sinaliza gestão focada em economia e eficiência em Mato Grosso

Governador avalia cortes, revisão de despesas e ajustes na máquina pública com objetivo de manter equilíbrio fiscal e priorizar investimentos essenciais

O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, iniciou uma revisão na estrutura administrativa do Estado com foco na redução de gastos, controle das despesas e busca por maior eficiência na utilização dos recursos públicos. A medida abre uma nova etapa na gestão estadual e pode resultar em cortes, reorganização de contratos e revisão de despesas consideradas não prioritárias.

A iniciativa, noticiada inicialmente pelo portal Baixada Cuiabana como um “pente-fino” na máquina pública, ocorre em um momento em que Pivetta também afirma que pretende manter o modelo de gestão adotado pelo Governo de Mato Grosso nos últimos anos, corrigindo pontos que necessitem de ajustes. Em declaração oficial nesta semana, o governador disse que pretende “evoluir, corrigir pontos que precisam ser corrigidos e levar para frente o que está funcionando bem”.

A tendência é que a revisão alcance diferentes áreas da administração, com análise de despesas, contratos, estruturas e prioridades. O objetivo é identificar onde o Estado pode economizar sem comprometer a prestação dos serviços públicos considerados essenciais.

Economia como instrumento de gestão

Mais do que simplesmente cortar despesas, a estratégia sinaliza uma tentativa de fazer com que a estrutura do Estado funcione com menor custo administrativo e maior capacidade de investimento.

O controle das despesas também encontra respaldo nas próprias regras orçamentárias de Mato Grosso. A Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026 estabelece, por exemplo, que a relação entre despesas correntes e receitas correntes do Estado não poderá ultrapassar 95%. A legislação ainda exige acompanhamento de impacto econômico e social de políticas públicas.

Na prática, controlar o crescimento das chamadas despesas correntes — gastos necessários à manutenção da máquina pública — pode ampliar a margem do governo para direcionar recursos para obras, saúde, educação, segurança e infraestrutura.

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Essa preocupação não é nova dentro da administração estadual. O próprio modelo implantado a partir de 2019 foi marcado por medidas de ajuste fiscal, reorganização das contas públicas e redução de desperdícios, segundo avaliação apresentada pelo ex-governador Mauro Mendes ao deixar o cargo.

Gestão deve priorizar resultados

Pivetta tem defendido publicamente uma administração voltada a resultados. Ao assumir o Governo do Estado em 2026, afirmou que faria as correções de rumo que considerasse necessárias para manter o equilíbrio administrativo e ampliar o chamado “lucro social” das ações governamentais.

A revisão de gastos pode, portanto, representar mais do que uma redução pontual de despesas. Ela também permite ao governo avaliar se programas, contratos e estruturas estão oferecendo resultados compatíveis com os recursos empregados.

Dentro dessa lógica, despesas que apresentam baixo retorno administrativo ou social podem perder espaço, enquanto áreas consideradas estratégicas tendem a ser preservadas.

Saúde, educação, segurança e infraestrutura estão entre as prioridades

Mesmo com a perspectiva de cortes, Pivetta já indicou que algumas áreas deverão continuar recebendo atenção especial.

O governador afirmou que saúde será prioridade nos próximos quatro anos, citando como objetivos a redução das filas, ampliação dos atendimentos e fortalecimento da rede hospitalar. Educação, infraestrutura e segurança também foram apresentadas como setores prioritários de sua administração.

Isso significa que o desafio da nova gestão será conciliar duas frentes: reduzir gastos administrativos e desperdícios sem prejudicar investimentos e serviços diretamente percebidos pela população.

Equilíbrio fiscal amplia capacidade de investimento

A experiência recente de Mato Grosso mostra que equilíbrio das contas públicas pode ter influência direta na capacidade de investimento do Estado.

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A Secretaria de Fazenda acompanha bimestralmente receitas, despesas e indicadores fiscais por meio dos boletins orçamentários, instrumento utilizado justamente para avaliar a situação das finanças estaduais e a execução das políticas públicas.

Nos últimos anos, Mato Grosso também registrou crescimento econômico e expansão dos investimentos públicos e privados. Dados divulgados pelo Governo apontam que o Estado se consolidou como uma das maiores economias do país e manteve investimentos em infraestrutura, saúde, educação e segurança.

O desafio agora será preservar essa capacidade de investimento diante de uma administração que pretende examinar com maior rigor o funcionamento da máquina pública.

Menos desperdício e mais recursos na ponta

A discussão sobre corte de gastos costuma ganhar atenção pelo impacto que pode provocar dentro do próprio governo. Entretanto, a efetividade da medida dependerá principalmente de quais despesas serão reduzidas.

Cortes em desperdícios, estruturas redundantes, contratos pouco eficientes e despesas administrativas podem liberar recursos para investimentos. Por outro lado, reduções em áreas diretamente relacionadas ao atendimento da população podem provocar efeitos sobre a qualidade dos serviços.

Por isso, o “pente-fino” anunciado pela gestão Pivetta deverá ser acompanhado também pela definição das prioridades do novo governo.

O movimento indica que economia, eficiência administrativa e controle dos gastos deverão ocupar espaço importante na agenda do Palácio Paiaguás, enquanto o governo busca manter investimentos e serviços públicos considerados estratégicos.

A mensagem inicial da gestão é de que gastar menos não significa necessariamente fazer menos, mas tentar fazer com que cada recurso público produza resultados maiores para a população.

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Cidades

Keeta anuncia chegada a Nova Mutum e amplia operação em oito cidades de Mato Grosso

Nova Mutum está entre as cidades escolhidas pela Keeta, plataforma de delivery da chinesa Meituan, para a nova etapa de expansão no Brasil. A empresa anunciou nesta terça-feira (6) que vai retomar seu plano de crescimento no país com a entrada em 21 novos municípios até o fim de 2026, sendo que oito deles estão localizados em Mato Grosso.

Além de Nova Mutum, a nova fase da operação no estado contempla Sinop, Sorriso, Rondonópolis, Lucas do Rio Verde, Tangará da Serra, Cáceres e Alta Floresta. Mato Grosso, portanto, concentra a maior parte das novas operações anunciadas pela companhia nesta etapa.

A escolha reforça a atenção da empresa para cidades médias do interior, especialmente municípios com economia aquecida, forte presença do agronegócio e perfil de consumo em expansão. Segundo a Keeta, a estratégia é utilizar mercados fora dos grandes centros como parte importante de seu plano de crescimento nacional.

Nova Mutum entra na rota das grandes plataformas

A chegada prevista da Keeta representa mais uma opção para consumidores, restaurantes e estabelecimentos comerciais de Nova Mutum, cidade que vem ampliando sua oferta de serviços acompanhando o crescimento econômico e populacional dos últimos anos.

Com a entrada de uma nova plataforma no mercado, a expectativa é de maior concorrência no setor de delivery, o que pode gerar novas condições comerciais para os restaurantes parceiros, além de ampliar as alternativas disponíveis aos consumidores.

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A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) avalia que a ampliação do delivery para cidades do interior pode beneficiar o mercado local justamente pelo aumento da concorrência entre plataformas, além de estimular melhorias em tecnologia, atendimento e condições oferecidas aos estabelecimentos.

Mato Grosso é prioridade na expansão

O estado ganhou posição de destaque no planejamento da companhia. Das 21 cidades anunciadas nacionalmente, oito estão em Mato Grosso.

Sinop foi uma das primeiras cidades utilizadas pela empresa em testes fora do eixo paulista. Segundo a direção da Keeta, municípios mato-grossenses apresentam características consideradas estratégicas para entender a operação em cidades do interior, como grande extensão urbana, menor densidade populacional e forte geração de renda associada ao agronegócio.

A lista em Mato Grosso inclui:

  • Nova Mutum
  • Lucas do Rio Verde
  • Sorriso
  • Sinop
  • Rondonópolis
  • Tangará da Serra
  • Cáceres
  • Alta Floresta

Sinop, Sorriso e Rondonópolis já estavam entre os municípios onde a plataforma realizava operações em caráter de teste. Agora, cidades como Nova Mutum e Lucas do Rio Verde passam a integrar oficialmente a nova fase de expansão.

Investimento bilionário no Brasil

A Keeta chegou ao Brasil com um plano de investimentos estimado em R$ 5,6 bilhões ao longo de cinco anos. Segundo a empresa, menos de 20% desse orçamento foi utilizado até o momento, indicando que novas etapas de expansão ainda deverão ocorrer nos próximos anos.

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A companhia afirma possuir aproximadamente 83 mil restaurantes cadastrados, mais de 400 mil entregadores parceiros registrados e superar a marca de 10 milhões de downloads no país.

A expectativa é que as 21 novas operações anunciadas estejam funcionando até o final deste ano.

Expansão foi retomada após decisão judicial

O novo avanço da Keeta acontece após uma decisão favorável à empresa no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), em disputa envolvendo regras contratuais da concorrente 99Food.

Com a decisão, a empresa decidiu destravar um plano de expansão que havia sido reduzido no início do ano. A estratégia atual prioriza cidades médias antes de uma nova investida nas maiores regiões metropolitanas brasileiras.

Enquanto municípios de Mato Grosso avançam na lista de prioridades, a entrada da Keeta no Rio de Janeiro foi adiada. A companhia afirma que ainda existem obstáculos relacionados a contratos de exclusividade praticados no mercado carioca.

Para Nova Mutum e outras cidades do agronegócio mato-grossense, o anúncio demonstra que o crescimento econômico do interior do estado também começa a atrair cada vez mais empresas nacionais e internacionais ligadas aos setores de tecnologia, serviços e consumo.

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