Mato Grosso
Operação desarticula grupo que praticava roubos a garimpos e fazendas
Policiais que atuam na área de inteligência no Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), força-tarefa permanente constituída pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso, Polícia Civil, Polícia Militar, Sistema Socioeducativo e Polícia Penal, trabalharam em conjunto com o Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) da Polícia Militar e do Comando Regional de Peixoto de Azevedo no levantamento das informações que culminaram na Operação Artemis, que prendeu integrantes de uma quadrilha que praticava roubos. A ação policial ocorreu na quinta-feira (14), no município de Santa Helena (602 km de Cuiabá).
Conforme o Gaeco, a operação desarticulou grupo criminoso que praticava roubo a garimpo, fazendas e em residências no município. Durante a ação, três suspeitos foram presos. Um quarto suspeito, que segundo a polícia, optou pelo confronto armado, acabou sendo atingido por disparos de arma de fogo. Ele foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e veio a óbito no Pronto Socorro do município.
Foram apreendidos com o grupo um revólver calibre 38, seis munições intactas, dois relógios de pulso, um anel de ouro, cinco celulares, dois pares de coturnos e diversas peças de roupas camufladas.
Fonte: Ministério Público MT – MT
Economia
Pivetta inicia revisão de gastos e sinaliza gestão focada em economia e eficiência em Mato Grosso
Governador avalia cortes, revisão de despesas e ajustes na máquina pública com objetivo de manter equilíbrio fiscal e priorizar investimentos essenciais
O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, iniciou uma revisão na estrutura administrativa do Estado com foco na redução de gastos, controle das despesas e busca por maior eficiência na utilização dos recursos públicos. A medida abre uma nova etapa na gestão estadual e pode resultar em cortes, reorganização de contratos e revisão de despesas consideradas não prioritárias.
A iniciativa, noticiada inicialmente pelo portal Baixada Cuiabana como um “pente-fino” na máquina pública, ocorre em um momento em que Pivetta também afirma que pretende manter o modelo de gestão adotado pelo Governo de Mato Grosso nos últimos anos, corrigindo pontos que necessitem de ajustes. Em declaração oficial nesta semana, o governador disse que pretende “evoluir, corrigir pontos que precisam ser corrigidos e levar para frente o que está funcionando bem”.
A tendência é que a revisão alcance diferentes áreas da administração, com análise de despesas, contratos, estruturas e prioridades. O objetivo é identificar onde o Estado pode economizar sem comprometer a prestação dos serviços públicos considerados essenciais.
Economia como instrumento de gestão
Mais do que simplesmente cortar despesas, a estratégia sinaliza uma tentativa de fazer com que a estrutura do Estado funcione com menor custo administrativo e maior capacidade de investimento.
O controle das despesas também encontra respaldo nas próprias regras orçamentárias de Mato Grosso. A Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2026 estabelece, por exemplo, que a relação entre despesas correntes e receitas correntes do Estado não poderá ultrapassar 95%. A legislação ainda exige acompanhamento de impacto econômico e social de políticas públicas.
Na prática, controlar o crescimento das chamadas despesas correntes — gastos necessários à manutenção da máquina pública — pode ampliar a margem do governo para direcionar recursos para obras, saúde, educação, segurança e infraestrutura.
Essa preocupação não é nova dentro da administração estadual. O próprio modelo implantado a partir de 2019 foi marcado por medidas de ajuste fiscal, reorganização das contas públicas e redução de desperdícios, segundo avaliação apresentada pelo ex-governador Mauro Mendes ao deixar o cargo.
Gestão deve priorizar resultados
Pivetta tem defendido publicamente uma administração voltada a resultados. Ao assumir o Governo do Estado em 2026, afirmou que faria as correções de rumo que considerasse necessárias para manter o equilíbrio administrativo e ampliar o chamado “lucro social” das ações governamentais.
A revisão de gastos pode, portanto, representar mais do que uma redução pontual de despesas. Ela também permite ao governo avaliar se programas, contratos e estruturas estão oferecendo resultados compatíveis com os recursos empregados.
Dentro dessa lógica, despesas que apresentam baixo retorno administrativo ou social podem perder espaço, enquanto áreas consideradas estratégicas tendem a ser preservadas.
Saúde, educação, segurança e infraestrutura estão entre as prioridades
Mesmo com a perspectiva de cortes, Pivetta já indicou que algumas áreas deverão continuar recebendo atenção especial.
O governador afirmou que saúde será prioridade nos próximos quatro anos, citando como objetivos a redução das filas, ampliação dos atendimentos e fortalecimento da rede hospitalar. Educação, infraestrutura e segurança também foram apresentadas como setores prioritários de sua administração.
Isso significa que o desafio da nova gestão será conciliar duas frentes: reduzir gastos administrativos e desperdícios sem prejudicar investimentos e serviços diretamente percebidos pela população.
Equilíbrio fiscal amplia capacidade de investimento
A experiência recente de Mato Grosso mostra que equilíbrio das contas públicas pode ter influência direta na capacidade de investimento do Estado.
A Secretaria de Fazenda acompanha bimestralmente receitas, despesas e indicadores fiscais por meio dos boletins orçamentários, instrumento utilizado justamente para avaliar a situação das finanças estaduais e a execução das políticas públicas.
Nos últimos anos, Mato Grosso também registrou crescimento econômico e expansão dos investimentos públicos e privados. Dados divulgados pelo Governo apontam que o Estado se consolidou como uma das maiores economias do país e manteve investimentos em infraestrutura, saúde, educação e segurança.
O desafio agora será preservar essa capacidade de investimento diante de uma administração que pretende examinar com maior rigor o funcionamento da máquina pública.
Menos desperdício e mais recursos na ponta
A discussão sobre corte de gastos costuma ganhar atenção pelo impacto que pode provocar dentro do próprio governo. Entretanto, a efetividade da medida dependerá principalmente de quais despesas serão reduzidas.
Cortes em desperdícios, estruturas redundantes, contratos pouco eficientes e despesas administrativas podem liberar recursos para investimentos. Por outro lado, reduções em áreas diretamente relacionadas ao atendimento da população podem provocar efeitos sobre a qualidade dos serviços.
Por isso, o “pente-fino” anunciado pela gestão Pivetta deverá ser acompanhado também pela definição das prioridades do novo governo.
O movimento indica que economia, eficiência administrativa e controle dos gastos deverão ocupar espaço importante na agenda do Palácio Paiaguás, enquanto o governo busca manter investimentos e serviços públicos considerados estratégicos.
A mensagem inicial da gestão é de que gastar menos não significa necessariamente fazer menos, mas tentar fazer com que cada recurso público produza resultados maiores para a população.
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