Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Política

Comissão de Segurança irá pautar enfrentamento ao crime organizado em MT

Foto: Helder Faria

“As facções criminosas têm implantado um verdadeiro ‘estado paralelo’ na periferia das cidades mato-grossenses, ocupando o vazio da ausência estatal no atendimento à saúde, à assistência social, esporte, lazer e cultura”. 

O alerta foi feito na tarde de quarta-feira (15) pelo deputado Wilson Santos (PSD) na reunião de instalação da Comissão de Segurança Pública e Comunitária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). Ele também questionou a mudança – sem razão aparente ou explicação do governo – na alta cúpula da Secretaria de Estado de Segurança Pública. 

Santos conduziu a reunião, na qual o deputado Elizeu Rezende (PL) foi reconduzido à presidência da comissão – além deles, também composta pelos pares Valmir Moretto (Republicanos), Alberto Machado “Beto Dois a Um” (PSB) e João de Matos “Dr. João” (MDB), que será o vice-presidente.  

DIREITOS HUMANOS 

Antes aconteceu a instalação da Comissão de Direitos Humanos, Direitos de Defesa da Mulher, Cidadania, Amparo à Criança, ao Adolescente e ao Idoso, para a presidência da qual foi eleito o deputado Gilberto Cattani (PL). “Nossos debates e proposições sobre direitos humanos não terão a contaminação do viés ideológico”, assegurou o parlamentar. 

Leia Também:  Diplomação de prefeitos e vereadores é realizada pela Justiça Eleitoral em Barra do Garças

Além de Cattani, a comissão será composta pelos deputados Lúdio Cabral (PT), Max Russi (PSB), Sebastião Rezende (União) e Thiago Silva (MDB), escolhido para a vice-presidência. 

Fonte: ALMT

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Política

TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.

O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.

No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.

Leia Também:  Comissão de Agropecuária analisa 16 projetos em reunião ordinária

A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.

Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.

Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.

A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.

Leia Também:  Deputada tem contas reprovadas em MT por irregularidades em fretamento de aeronave e alimentação para cabos eleitorais

Fonte Folhamax

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

polícia

política

Cidades

ESPORTES

Saúde

É Direito

MAIS LIDAS DA SEMANA