Política
Comissão de Educação aprecia 50 projetos em reunião ordinária
A Comissão de Educação, Ciência, Tecnologia, Cultura e Desporto da Assembleia Legislativa de Mato Grosso apreciou 50 proposições durante reunião ordinária realizada na tarde desta terça-feira (22).
Na ocasião, foram aprovados pareceres favoráveis a 48 projetos e contrário a um. Houve ainda pedido de vistas feito pelo deputado Valdir Barranco (PL) ao projeto de lei 932/2022. Além de Barranco, participaram da reunião os deputados Thiago Silva (MDB) e Fábio Tardin – Fabinho (PSB).
No rol das proposições que tiveram pareceres favoráveis aprovados, constam o PL 125/2023, de autoria do deputado Thiago Silva (MDB), que institui o Selo “Escola Amiga da Educação Inclusiva”; o PL 821/2023, apresentado pelo deputado Fábio Tardin – Fabinho (PSB), que institui o programa “Escola que Protege”, com o objetivo de ofertar treinamentos aos profissionais da educação para a identificação de sinais de abuso contra crianças e adolescentes nas escolas estaduais da rede pública de ensino; e o PL 863/2023, de autoria da deputada Janaina Riva (MDB), que cria o Conselho Estadual de Educação Escolar Indígena de Mato Grosso.
Foram aprovados ainda pareceres favoráveis aos projetos de lei 266/2023, do deputado Valdir Barranco (PT), que estabelece a exigência de manifestação de órgãos escolares para o fechamento de unidades de ensino da rede estadual de educação; e 372/2023, do mesmo autor, que institui a política de atendimento a pessoas com altas habilidades ou superdotação.
“Não são raras as crianças, os adolescentes que têm uma alta capacidade de aprendizagem, que são superdotados, e o estado brasileiro, e em Mato Grosso não é diferente, muitas vezes não consegue sequer identificá-las, e quando identifica também não tem uma política diferenciada para que elas possam exercer na plenitude toda essa sua capacidade, e a gente acaba perdendo esses talentos inclusive para outros países depois. Então, é por isso que nós apresentamos esse projeto e vamos lutar para que ele seja aprovado e implementado”, frisou o parlamentar.
Barranco votou contra a aprovação do parecer favorável ao projeto de lei 668/2023, apresentado pelo deputado Wilson Santos (PSD), que institui a reserva de vagas para estudantes medalhistas em Olimpíadas Científicas, nacionais e internacionais, nos processos seletivos da Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), no entanto o parecer foi aprovado por maioria.
O projeto de resolução 4/2021 teve parecer favorável aprovado, nos termos do substitutivo integral nº 07. Já o projeto de lei complementar 37/2023 teve parecer contrário aprovado por unanimidade pelos deputados presentes.
Fonte: ALMT – MT
Política
TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.
O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.
No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.
A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.
Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.
Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.
A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.
Fonte Folhamax
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