Política
Aras nomeia 15 novos chefes do Ministério Público Federal nos estados
O procurador-geral da República, Augusto Aras, nomeou 15 novos chefes que assumirão a partir desta terça-feira (1º) as procuradorias regionais e estaduais da República. Outros 17 chefes das 32 unidades foram reconduzidos ao cargo, que tem mandato com duração de dois anos e termina nesta segunda-feira (30).
A escolha dos nomes foi feita por meio de eleição com os procuradores de cada unidade, segundo a assessoria de imprensa do Ministério Público Federal. A votação é prevista em portaria interna do órgão e, segundo a assessoria, foi respeitada por Aras. As mudanças foram publicadas nesta segunda-feira (30) no “Diário Oficial da União”.
Em 2017, dias após assumir como procuradora-geral da República, Raquel Dodge nomeou nomeou 21 novos chefes da procuradoria nas regiões e nos estados. Ainda segundo a assessoria de imprensa da PGR, Dodge também respeitou votação interna.
Chefe em Goiás será secretário de Direitos Humanos
Dentre os procuradores que foram reconduzidos a um novo mandato, está Ailton Benedito de Souza, que chefia a Procuradoria da República em Goiás.
Na edição desta segunda-feira do “Diário Oficial da União”, a mesma em que Ailton Benedito é nomeado para o cargo que já ocupava, ele foi nomeado também para a função de Secretário de Direitos Humanos e Defesa Coletiva da PGR.
Entusiasta do regime militar (1964-1985), conforme publicou em uma rede social em 31 de março deste ano ao comemorar o golpe de 1964, Ailton Benedito chegou a ser indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para compor a Comissão Sobre Mortos e Desaparecidos Políticos.
O nome do procurador, no entanto, foi rejeitado pelo Conselho Superior do Ministério Público Federal para integrar o colegiado. O grupo foi criado em 1995 para reconhecer desaparecidos por atividades políticas entre 1961 e 1979, período que engloba parte da ditadura militar até o ano em que foi promulgada a Lei da Anistia.
Nomeação do secretário-geral do MPU
Na última sexta-feira, em um dos primeiros atos como procurador-geral da República, Aras nomeou o subprocurador aposentado Eitel Santiago de Brito Pereira para o cargo de secretário-geral do Ministério Público da União (MPU).
Em 2018, o novo secretário concorreu nas eleições para deputado federal pela Paraíba e apoiou o então candidato e atual presidente da República, Jair Bolsonaro. Em mensagem postada nas redes sociais, Eitel também já defendeu a tese de que o golpe militar de 1964 foi uma “revolução” da população brasileira para impedir uma “doutrina comunista” e uma “ditadura socialista” no país.
G1
Mato Grosso
Dois senadores na corrida pelo Executivo: Flávio Bolsonaro reforça apoio a Wellington Fagundes em Mato Grosso
Candidato à Presidência pelo PL grava mensagem ao lado de Wellington, pede votos ao correligionário para o Governo de Mato Grosso e reforça integração entre o projeto nacional e a campanha estadual do partido
A reta final da campanha eleitoral de 2026 coloca dois senadores do Partido Liberal em disputas pelo Poder Executivo. Enquanto Flávio Bolsonaro (PL-RJ) concorre à Presidência da República, Wellington Fagundes (PL-MT) disputa o Governo de Mato Grosso.
Nesta quinta-feira (24), Flávio gravou uma mensagem direcionada aos eleitores mato-grossenses e pediu votos para Wellington, reforçando publicamente o apoio da direção nacional do partido à candidatura estadual.
Na gravação, Flávio apresentou Wellington como integrante do projeto eleitoral do PL em Mato Grosso e vinculou sua candidatura presidencial à disputa pelo Palácio Paiaguás.
Além de Wellington, Flávio Bolsonaro também pediu apoio ao deputado federal José Medeiros (PL) na disputa pelo Senado, reforçando a composição apresentada pela legenda aos eleitores mato-grossenses.
Apoio nacional ganha espaço na campanha
O gesto ocorre em um momento em que Wellington Fagundes procura ampliar a participação de lideranças nacionais em sua campanha.
Nos últimos dias, o senador recebeu manifestações públicas de apoio de nomes como Rogério Marinho, Sérgio Moro, Bia Kicis e Marcos Pontes, entre outras lideranças ligadas ao campo político do PL.
A estratégia busca apresentar a eleição em Mato Grosso como parte de um projeto político mais amplo da legenda para 2026.
No vídeo divulgado nesta semana, Flávio Bolsonaro afirmou que o grupo apresentado pelo partido pretende promover mudanças tanto no cenário nacional quanto estadual.
A declaração integra o discurso político da campanha e reforça a tentativa de aproximar a candidatura de Wellington do eleitorado que acompanha o projeto nacional do PL.
Wellington deixa Senado para disputar Governo
Wellington Fagundes exerce mandato de senador por Mato Grosso e teve sua candidatura ao Governo oficializada pelo PL durante convenção estadual realizada neste ano.
Na mesma ocasião, o partido confirmou José Medeiros como candidato ao Senado.
Com isso, a campanha reúne uma situação de destaque no cenário eleitoral: dois senadores do mesmo partido disputam cargos no Executivo, um em âmbito nacional e outro estadual.
Flávio Bolsonaro busca chegar ao Palácio do Planalto, enquanto Wellington Fagundes tenta assumir o comando do Governo de Mato Grosso.
Disputa pelo eleitorado ligado ao PL
O apoio público de Flávio também ganha importância diante da disputa pelo eleitorado identificado com o PL e com o grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Em Mato Grosso, diferentes lideranças vêm buscando consolidar espaço dentro desse campo político, especialmente na reta final da campanha.
A manifestação de Flávio Bolsonaro em favor de Wellington torna mais clara a posição adotada pelo candidato presidencial dentro da disputa estadual.
A estratégia procura criar uma identificação direta entre as candidaturas do partido em nível nacional e estadual.
Bolsonaro já havia apoiado Wellington
A aproximação de Wellington com o núcleo nacional do PL não começou nesta semana.
Ao longo do período pré-eleitoral, o senador mato-grossense divulgou manifestações de apoio recebidas do ex-presidente Jair Bolsonaro para sua candidatura ao Governo.
Segundo declarações feitas anteriormente por Wellington, Bolsonaro defendia uma candidatura alinhada dentro do mesmo campo político em Mato Grosso, envolvendo Wellington na disputa pelo Governo e José Medeiros na corrida ao Senado.
Agora, na reta final da campanha, Flávio Bolsonaro reforça essa posição ao pedir diretamente o voto dos eleitores mato-grossenses.
Campanha entra nos últimos dias
Com a aproximação da votação, os candidatos intensificam agendas, reuniões, vídeos, visitas ao interior e participação de lideranças nacionais.
Para Wellington Fagundes, o apoio explícito de Flávio Bolsonaro passa a ocupar espaço importante na estratégia eleitoral, especialmente entre eleitores que acompanham o projeto nacional do PL.
Ao mesmo tempo, a disputa pelo Governo de Mato Grosso segue envolvendo diferentes candidaturas, propostas e grupos políticos.
O movimento desta semana, porém, deixa clara a estratégia adotada pelo Partido Liberal nesta fase final da eleição: aproximar as campanhas de Flávio Bolsonaro à Presidência e de Wellington Fagundes ao Governo de Mato Grosso, apresentando ambas como integrantes de um mesmo projeto político para 2026.
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