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Política Nacional

Cury e Zema lideram patrimônio entre presidenciáveis e destacam trajetórias profissionais na disputa de 2026

 

Augusto Cury declarou R$ 242,2 milhões à Justiça Eleitoral, enquanto Romeu Zema informou R$ 178,8 milhões; os dois ocupam as primeiras posições no ranking patrimonial dos candidatos à Presidência

A corrida pela Presidência da República em 2026 reúne candidatos com diferentes trajetórias políticas, acadêmicas e profissionais. Entre os nomes que disputam o Palácio do Planalto, Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo) chamam atenção por dois aspectos: possuem carreiras consolidadas antes da entrada na política e aparecem, respectivamente, com o primeiro e o segundo maiores patrimônios declarados entre os presidenciáveis.

Dados apresentados à Justiça Eleitoral mostram que Augusto Cury declarou patrimônio de aproximadamente R$ 242,2 milhões, enquanto Romeu Zema informou cerca de R$ 178,8 milhões. Na sequência aparece o empresário Pablo Marçal (PRTB), com aproximadamente R$ 149,9 milhões, após a correção de uma declaração inicialmente apresentada com valor bilionário por erro de preenchimento.

A declaração patrimonial é feita pelos próprios candidatos à Justiça Eleitoral e inclui imóveis, investimentos financeiros, participações societárias, créditos e outros bens. Os valores declarados não representam necessariamente dinheiro disponível em contas bancárias nem permitem, isoladamente, medir a renda atual de cada candidato.

Augusto Cury declara R$ 242 milhões

Médico, escritor e empresário, Augusto Jorge Cury, de 67 anos, disputa uma eleição pela primeira vez. O candidato do Avante declarou ao Tribunal Superior Eleitoral patrimônio de cerca de R$ 242 milhões, o maior entre os presidenciáveis registrados em 2026.

Entre os principais itens informados estão aproximadamente R$ 121 milhões referentes a um crédito ou empréstimo ligado à empresa Filadélfia Nature Participações, além de cerca de R$ 54 milhões em participações societárias e aproximadamente R$ 33 milhões em ações.

Cury também apresenta uma trajetória profissional diferente da maioria dos políticos que tradicionalmente disputam o Palácio do Planalto.

Ele é formado em Medicina pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto, tendo concluído a graduação em 1984. Ao longo da carreira atuou na área de psiquiatria e psicoterapia e tornou-se conhecido nacional e internacionalmente principalmente pela produção de livros sobre comportamento, emoções e funcionamento da mente.

É autor de dezenas de obras e alcançou milhões de exemplares vendidos no Brasil e no exterior. Entre seus livros mais conhecidos estão O Vendedor de Sonhos, Ansiedade — Como Enfrentar o Mal do Século e Inteligência Multifocal.

Cury desenvolveu a chamada Teoria da Inteligência Multifocal, que ocupa posição central em sua produção intelectual. A abordagem, entretanto, também é objeto de questionamentos de pesquisadores e especialistas quanto à sua validação científica. Reportagem da Folha de S.Paulo consultou psiquiatras que fizeram críticas à fundamentação científica da teoria, enquanto Cury sustenta que partes de seus estudos possuem validação e aplicação prática.

Essa divergência é relevante para uma análise imparcial de sua trajetória: sua produção literária e sua projeção como escritor são amplamente reconhecidas, mas algumas de suas formulações sobre a mente humana não encontram consenso na comunidade científica.

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Zema declara R$ 178,8 milhões

O segundo maior patrimônio entre os candidatos à Presidência é do empresário e ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, do Novo.

Zema declarou aproximadamente R$ 178,8 milhões em bens, crescimento de cerca de R$ 49 milhões em comparação com os R$ 129,7 milhões informados à Justiça Eleitoral em 2022.

A maior parcela está vinculada à participação empresarial do candidato. Segundo levantamento publicado pela Folha, aproximadamente R$ 94 milhões correspondem à participação em uma holding familiar. Outros R$ 56,2 milhões estavam declarados em fundos de investimento e cerca de R$ 4,3 milhões em aplicações de renda fixa.

Zema pertence à família responsável pelo Grupo Zema, conglomerado empresarial originado em Minas Gerais, com atividades historicamente ligadas ao comércio, setor financeiro, distribuição de combustíveis e outros segmentos.

Antes da política, passou aproximadamente 26 anos à frente dos negócios da família. Sua experiência empresarial acabou se tornando um dos principais pilares de sua trajetória política.

Na formação acadêmica, Romeu Zema é graduado em Administração de Empresas pela Fundação Getulio Vargas (FGV), em São Paulo.

Ele ingressou na política eleitoral pelo Novo e venceu sua primeira disputa pelo Governo de Minas Gerais em 2018. Em 2022, foi reeleito governador no primeiro turno, com mais de 56% dos votos válidos. Para disputar a Presidência em 2026, deixou o governo mineiro em março, sendo sucedido pelo então vice-governador Mateus Simões.

Diferentemente de Cury, portanto, Zema chega à eleição presidencial acumulando tanto experiência empresarial quanto experiência administrativa no comando de um dos maiores estados brasileiros.

Os maiores patrimônios entre os presidenciáveis

Considerando as declarações atualizadas apresentadas à Justiça Eleitoral e os dados divulgados até agosto, Cury e Zema ocupam efetivamente as duas primeiras posições entre os patrimônios dos candidatos à Presidência:

Candidato Partido Patrimônio declarado
Augusto Cury Avante R$ 242,2 milhões
Romeu Zema Novo R$ 178,8 milhões
Pablo Marçal PRTB R$ 149,9 milhões
Flávio Bolsonaro PL R$ 8,2 milhões
Luiz Inácio Lula da Silva PT R$ 4,8 milhões

Os valores têm como base informações declaradas à Justiça Eleitoral e levantamentos realizados sobre os registros do TSE.

No caso de Pablo Marçal, houve uma particularidade. O candidato chegou inicialmente a aparecer com patrimônio de aproximadamente R$ 7,4 bilhões, mas informou posteriormente que se tratava de erro no preenchimento de uma aplicação financeira. Após a retificação entregue à Justiça Eleitoral, seu patrimônio passou para aproximadamente R$ 149,9 milhões, colocando-o na terceira posição entre os presidenciáveis.

Formação não permite ranking objetivo

Embora Cury e Zema possam ser apresentados como candidatos de forte trajetória acadêmica, profissional e empresarial, afirmar objetivamente que são os “dois candidatos com maior formação” exige ressalva.

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Isso porque não existe um indicador oficial que classifique os presidenciáveis conforme sua qualificação. A eleição reúne candidatos com formações muito diferentes.

Cury é médico e construiu carreira principalmente como escritor e estudioso do comportamento humano. Zema é administrador formado pela FGV, empresário e ex-governador. Outros concorrentes também possuem formação superior e carreiras profissionais extensas.

Portanto, o dado que pode ser comprovado objetivamente é o patrimonial: Augusto Cury e Romeu Zema são, até o momento, o primeiro e o segundo colocados em patrimônio declarado entre os candidatos à Presidência em 2026.

Na formação profissional, ambos se destacam, mas a comparação depende do critério utilizado — número de diplomas, especializações, experiência profissional, produção acadêmica, gestão empresarial ou experiência administrativa.

Experiência fora da política diferencia os dois

Outro ponto em comum é que tanto Cury quanto Zema construíram patrimônio e projeção profissional predominantemente antes de suas candidaturas nacionais.

Cury chega à política depois de décadas dedicadas à medicina, literatura, palestras e atividades empresariais. Zema iniciou sua trajetória eleitoral depois de mais de duas décadas trabalhando na administração dos negócios familiares.

Há, contudo, uma diferença importante.

Para Augusto Cury, 2026 representa sua estreia em eleições. Já Zema possui oito anos de experiência no comando de Minas Gerais, depois de vencer as eleições estaduais de 2018 e 2022.

Patrimônio e formação ainda não se traduzem em liderança eleitoral

Apesar do patrimônio elevado e das trajetórias profissionais, nenhum dos dois aparece atualmente nas primeiras posições das pesquisas eleitorais.

Levantamentos divulgados nesta quarta-feira (26) mostram uma disputa concentrada principalmente entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

Na pesquisa BTG/Nexus realizada entre 21 e 23 de agosto, Lula aparece com 41% e Flávio com 37%. Cury registra aproximadamente 2%, enquanto Zema permanece no grupo de candidatos abaixo dos 5%.

O Datafolha realizado entre 18 e 21 de agosto também coloca Lula e Flávio nas primeiras posições, com 39% e 33%, respectivamente. Zema aparece com cerca de 3%, enquanto Cury registra aproximadamente 2%.

Assim, o início da campanha mostra um contraste: os dois candidatos com os maiores patrimônios declarados e com carreiras profissionais consolidadas estão, neste momento, distantes dos líderes das pesquisas.

Com o avanço da campanha eleitoral, debates, entrevistas e a apresentação dos programas de governo devem definir se Augusto Cury e Romeu Zema conseguirão transformar currículo, experiência profissional e capacidade financeira pessoal em maior competitividade eleitoral.

Por enquanto, os números permitem uma conclusão objetiva: Cury e Zema ocupam as duas primeiras posições no ranking patrimonial dos candidatos à Presidência, mas a disputa pelo voto segue liderada por adversários com patrimônios declarados significativamente menores.

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Política Nacional

Crise no STF amplia pressão em Mato Grosso, onde lideranças cobram investigação, afastamento e até impeachment de ministros

Revelações envolvendo Daniel Vorcaro e Alexandre de Moraes aprofundaram desgaste da Suprema Corte; políticos mato-grossenses defendem respostas mais duras do Senado e apuração sem privilégios

A crise institucional que atingiu o Supremo Tribunal Federal (STF) após a divulgação de mensagens e documentos ligados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro ganhou forte repercussão em Mato Grosso. Entre as principais lideranças políticas do estado que se manifestaram publicamente nos últimos dias, predomina a cobrança por investigação rigorosa, afastamento de autoridades envolvidas e, em alguns casos, abertura de processo de impeachment.

O caso ganhou dimensão nacional depois que vieram a público informações extraídas do celular de Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. Relatório da Polícia Federal reuniu mensagens, registros de encontros e documentos que mencionam o ministro Alexandre de Moraes e outras autoridades. Parte do material envolve um contrato estimado em cerca de R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro. A defesa do escritório afirma que a contratação foi regular, enquanto Moraes nega irregularidades.

O episódio aprofundou uma das crises mais graves enfrentadas pelo Supremo nos últimos anos e provocou confronto direto entre Moraes e o ministro André Mendonça, relator de investigações relacionadas ao Banco Master. Nesta terça-feira (8), Mendonça determinou inclusive o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada, ampliando ainda mais a tensão entre instituições.

Wellington defende afastamento de Moraes

Em Mato Grosso, uma das manifestações mais recentes partiu do senador e candidato ao Governo do Estado Wellington Fagundes (PL).

Ele voltou a defender o impeachment de Alexandre de Moraes e afirmou que, diante das revelações, o ministro deveria se afastar temporariamente do cargo para permitir que as apurações ocorram com maior independência.

Segundo Wellington, “no mínimo” Moraes deveria deixar temporariamente suas funções enquanto os fatos são analisados. O senador também criticou o que considera uma diferença de tratamento entre autoridades poderosas e cidadãos comuns.

A posição de Wellington se soma a manifestações de outras lideranças de diferentes partidos em Mato Grosso.

Max Russi cobra ação do Senado

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado estadual Max Russi (Podemos), também elevou a pressão sobre o Congresso Nacional.

Russi afirmou que o Senado não pode permanecer passivo diante das informações reveladas e defendeu que os pedidos de impeachment apresentados contra Alexandre de Moraes sejam efetivamente analisados.

Para o presidente da Assembleia, cabe aos senadores tomar uma decisão institucional sobre a abertura ou não do processo, em vez de manter os pedidos sem apreciação.

A Constituição Federal atribui ao Senado a competência para processar e julgar ministros do Supremo Tribunal Federal por crimes de responsabilidade, conforme estabelece o artigo 52.

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Janaina Riva: “Ninguém está acima da lei”

A deputada estadual e candidata ao Senado Janaina Riva (MDB) também cobrou respostas das instituições.

Ao comentar as informações envolvendo Moraes e Vorcaro, Janaina defendeu investigação dos fatos, análise da autenticidade e do contexto das mensagens e responsabilização caso sejam constatadas irregularidades.

“Ninguém está acima da lei, nem quem julga todo mundo”, afirmou a parlamentar ao cobrar posicionamento do Senado.

Em outra manifestação, Janaina criticou a demora na análise de pedidos contra integrantes do Supremo e disse que a situação exige coragem institucional por parte dos senadores.

Pivetta pede punição para quem tiver cometido irregularidades

O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) adotou um discurso de cobrança pelo funcionamento das instituições, sem direcionar sua manifestação exclusivamente a Moraes.

Ao ser questionado sobre o caso, Pivetta afirmou que ninguém pode estar acima da lei e defendeu que eventuais responsáveis sejam punidos, independentemente do cargo que ocupem.

Segundo ele, se os três Poderes cumprirem integralmente suas funções constitucionais, qualquer autoridade que tenha cometido irregularidades deverá responder pelos próprios atos. parlamentares precisam possuir independência suficiente para votar medidas necessárias ao país.

Entre as manifestações mais severas está a do deputado federal e candidato ao Senado José Medeiros (PL).

Medeiros chegou a defender a prisão de Alexandre de Moraes após a divulgação de mensagens nas quais Vorcaro discutia a possibilidade de deixar o país diante do risco de uma operação policial.

O parlamentar comparou o episódio com o caso do ex-senador Delcídio do Amaral, preso em 2015 no contexto da Operação Lava Jato.

Nos últimos dias, Medeiros voltou a criticar duramente a postura do ministro e classificou o atual ambiente institucional do Supremo como de “degradação total”.

Margareth Buzetti e outros candidatos também pressionam

A candidata ao Senado Margareth Buzetti (PP) também se manifestou favoravelmente ao impeachment de Moraes e cobrou posicionamento dos demais candidatos mato-grossenses.

Levantamento das manifestações públicas mostra que vários nomes que disputam as duas vagas ao Senado em Mato Grosso passaram a defender algum tipo de medida contra o ministro.

Além de Medeiros, Buzetti e Janaina, Carlos Fávaro (PSD) também afirmou que Moraes precisa prestar esclarecimentos e, dependendo dos fatos, renunciar ou enfrentar processo no Senado. O ex-governador Pedro Taques defendeu investigação tanto de Moraes quanto de outros integrantes da Corte citados nas controvérsias.

Dessa forma, entre as principais lideranças mato-grossenses que decidiram se manifestar publicamente sobre o episódio, existe uma clara predominância de posições favoráveis a investigação aprofundada e consequências institucionais caso as suspeitas sejam comprovadas.

Coronel Fernanda defende afastamento

A deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT) também defendeu que Moraes se afaste enquanto os fatos são esclarecidos.

A parlamentar afirmou que o caso exige transparência e comemorou a apresentação de novos pedidos de impeachment no Senado.

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Fernanda já havia solicitado, ainda em 2025, a convocação de Daniel Vorcaro para prestar esclarecimentos à CPMI do INSS, meses antes dos atuais desdobramentos envolvendo integrantes do Supremo.

Abilio critica possível blindagem no Senado

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), também fez críticas contundentes, mas demonstrou pessimismo quanto à possibilidade de responsabilização.

Segundo Abilio, existe a possibilidade de o Senado evitar um confronto direto com o Supremo. O prefeito afirmou acreditar que interesses políticos e investigações envolvendo parlamentares dificultariam uma reação mais contundente contra integrantes da Corte.

Crise vai além de Alexandre de Moraes

Apesar de Moraes estar no centro da maior parte das manifestações políticas, a crise no Supremo atualmente é mais ampla.

As revelações provocaram questionamentos também sobre a atuação de André Mendonça, responsável pelas investigações relacionadas ao Banco Master. Moraes pediu investigação contra o colega por suposto abuso de autoridade, enquanto decisões de Mendonça passaram a ser contestadas pela Procuradoria-Geral da República e por integrantes do próprio tribunal.

O presidente do STF, Edson Fachin, classificou o momento como de “especial gravidade” e afirmou que adotará as medidas institucionais necessárias após análise dos fatos.

A dimensão da crise ficou ainda mais evidente nesta terça-feira, quando 13 ministros aposentados e ex-presidentes do STF divulgaram uma carta cobrando uma resposta institucional e apuração rigorosa dos episódios que atingem a Corte.

Pressão sobre o Senado deve aumentar

Politicamente, o foco agora se desloca cada vez mais para o Senado Federal.

Isso acontece porque, constitucionalmente, é a Casa responsável por processar e julgar ministros do STF em eventuais crimes de responsabilidade. A abertura de um processo, entretanto, depende do cumprimento das etapas previstas na legislação e não significa condenação antecipada.

O cenário exige cautela jurídica: mensagens, documentos ou suspeitas não equivalem automaticamente à comprovação de crime. As responsabilidades de cada pessoa deverão ser individualizadas e submetidas ao devido processo legal, garantindo investigação, contraditório e direito de defesa.

Ao mesmo tempo, a pressão política é evidente.

Em Mato Grosso, manifestações de Wellington Fagundes, Max Russi, Janaina Riva, Otaviano Pivetta, José Medeiros, Margareth Buzetti, Coronel Fernanda, Abilio Brunini e outras lideranças mostram que o desgaste do Supremo deixou de ser apenas uma disputa institucional em Brasília e entrou diretamente no debate político estadual e na campanha eleitoral de 2026.

O ponto em comum entre a maior parte dessas manifestações é a defesa de que autoridades do Judiciário também devem ser investigadas e, caso irregularidades sejam comprovadas, submetidas às sanções previstas na Constituição e nas leis brasileiras.

A crise, portanto, poderá tornar o papel do Senado e a relação entre Congresso e Supremo um dos principais temas da reta final das eleições de outubro.

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