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Investigação Polícial

Integrantes do CV no Rio de Janeiro e Mato Grosso são alvos de ação que investiga bens milionários do grupo

A ação aponta que o Rio de Janeiro não é utilizado pelos investigados apenas como esconderijo para os integrantes da facção criminosa.
Redação
Por: Redação Fonte: José Carlos Araújo com PJC de MT
25/08/2026 às 10h30
Integrantes do CV no Rio de Janeiro e Mato Grosso são alvos de ação que investiga bens milionários do grupoPJC de MT
A Polícia Civil deflagrou na manhã desta terça-feira (25) a operação “Dark Route” para cumprir Ordens Judiciais contra o núcleo de uma facção criminosa, com atuação no eixo Mato Grosso e Rio de Janeiro.

Foram cumpridos nove mandados de prisão preventiva, três mandados de busca e apreensão e cinco sequestros de veículos de luxo, decretados pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias – Polo Cuiabá, com base em investigações conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco).

As medidas buscam atingir um núcleo que atua para garantir proteção a foragidos, manutenção de soldados armados, movimentação financeira, suporte logístico e ocultação patrimonial.

Os mandados são cumpridos nas cidades de Várzea Grande e Rio de Janeiro (RJ). Entre os alvos, estão especialmente criminosos homiziados em áreas dominadas pela facção no território fluminense e seus braços financeiros, operacionais, logísticos e patrimoniais em Mato Grosso.

Base operacional do RJ

A investigação aponta que o Rio de Janeiro não é utilizado pelos investigados apenas como esconderijo para os integrantes da facção criminosa. Os elementos reunidos indicam que a estrutura instalada no Estado fluminense funcionava como uma base de proteção, comando e articulação, concentrando foragidos da Justiça de Mato Grosso, integrantes da facção denominados “soldados armados” e pessoas responsáveis pelo suporte à liderança.

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A base no Rio de Janeiro funcionava como um entreposto operacional, para onde iam foragidos e soldados e de onde eram mantidas conexões com as atividades desenvolvidas em Mato Grosso. Parte dos integrantes estava instalada no Complexo do Alemão.

Fuzis e estrutura armada

As investigações apontaram ainda que o grupo investigado possui capacidade bélica, sendo identificados integrantes portando e efetuando disparos com fuzis de uso restrito, além de registros relacionados à guarda e ao remanejamento de armas e munições.

Levantamentos feitos durante a investigação mostram soldados armados em território dominado pela facção e o manejo de fuzis com referências à facção criminosa e ao apelido da liderança investigada.

Alvo preso após deixar o Complexo do Alemão

Antes da deflagração, um dos alvos teve o mandado de prisão cumprido na quinta-feira, 20 de agosto. O investigado, apontado como um dos auxiliares da liderança, foi localizado e preso com o apoio da Polícia Civil no Rio de Janeiro, após deixar o Complexo do Alemão para frequentar uma academia.

Durante a fase ostensiva da Dark Route, outros dois alvos de prisão foram capturados em Várzea Grande, onde também foi cumprida medida de busca e apreensão contra outro investigado.

Criminoso foragido

O principal alvo da investigação é foragido da Justiça de Mato Grosso e permanece homiziado no Rio de Janeiro, não sendo localizado nesta fase da operação. Entretanto, com as investigações da Operação Dark Route, ele passa a contar com mais um mandado de prisão preventiva em aberto, decorrente dos novos fatos investigados.

A investigação mostra que sua fuga para o Rio de Janeiro não interrompeu sua atuação no crime. Segundo os elementos reunidos, a liderança continuou utilizando áreas dominadas pela facção como ponto de proteção e articulação, mantendo contato com operadores financeiros, soldados armados, familiares e interpostas pessoas.

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Frota de luxo

A investigação identificou uma frota de veículos de luxo que circulava entre integrantes do grupo no eixo Rio de Janeiro–Mato Grosso, inclusive com automóveis formalmente registrados em nome de terceiros, embora utilizados por pessoas próximas à liderança.

Os veículos são apontados como instrumentos de deslocamento, logística, ostentação e ocultação patrimonial. A Justiça determinou o sequestro de cinco veículos: um Porsche Boxster GTS, duas BMWs, um Audi A3 e um Volkswagen T-Cross, com valor conjunto estimado em aproximadamente R$ 1,5 milhão.

O sequestro dos veículos integra a estratégia de descapitalização do grupo, buscando retirar não apenas os integrantes de circulação, mas também os bens utilizados para sustentar sua logística e demonstrar poder econômico.

Objetivo da operação

A operação busca desarticular o núcleo criminoso, atuando nas duas pontas da estrutura, localizando e prendendo os foragidos que utilizam o Rio de Janeiro como base de proteção e, simultaneamente, atingindo os braços financeiros, operacionais e patrimoniais que sustentam suas atividades em Mato Grosso.

Com as prisões já realizadas, os mandados ainda em aberto e o sequestro da frota de luxo, a operação busca demonstrar que o refúgio em território dominado por facções criminosas não impede a atuação estatal nem protege o patrimônio e a rede de apoio construída pelos investigados.

Nome da operação

O nome Operação Dark Route faz referência à ligação criminosa estabelecida no eixo Mato Grosso–Rio de Janeiro, utilizada para a circulação de integrantes, recursos financeiros, apoio logístico e da frota de veículos de luxo vinculada ao grupo, conectando criminosos homiziados no território fluminense aos seus braços operacionais, financeiros e patrimoniais em Mato Grosso.

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Influenciadora é alvo de operação que investiga esquema de apostas e lavagem de dinheiro em MT

Natalie Aparecida é apontada pela Polícia Civil como uma das peças centrais da investigação; operação também apura possível conexão com estrutura financeira investigada pela Polícia Federal

A modelo e influenciadora digital Natalie Aparecida está entre os alvos da Operação Engodo Digital, deflagrada nesta terça-feira (18) pela Polícia Civil de Mato Grosso. A ação investiga um grupo suspeito de exploração ilegal de jogos de azar, captação de apostas, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal e organização criminosa.

Segundo a investigação, o esquema teria movimentado mais de R$ 28 milhões entre 2023 e 2025, por meio de plataformas de apostas não autorizadas. A Polícia Civil afirma que os valores teriam circulado sem declaração às autoridades fiscais e apresenta indícios de que parte dos recursos seria proveniente da exploração de jogos de azar pela internet.

Natalie é apontada pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Sinop como uma das figuras centrais da estrutura investigada. Conforme a apuração, ela utilizaria duas contas nas redes sociais para divulgar plataformas de jogos de azar sem autorização dos órgãos reguladores.

A investigação também identificou um grupo no WhatsApp mantido pela influenciadora e por outra investigada. Segundo a Polícia Civil, o espaço seria utilizado para o compartilhamento de links e orientações relacionados a apostas de cotas fixas consideradas ilegais.

Dinheiro teria circulado por empresas

Além da divulgação das plataformas, a Draco investiga o caminho percorrido pelos recursos obtidos com as apostas.

Segundo os investigadores, parte do dinheiro teria sido encaminhada para contas de empresas relacionadas às plataformas e posteriormente distribuída entre familiares e colaboradores da influenciadora.

A Polícia Civil também apura se diferentes empresas e estruturas societárias teriam sido utilizadas para dificultar a identificação da origem dos recursos. Entre as estratégias investigadas está o possível uso de empresas do setor de beleza.

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Até o momento, a polícia não detalhou quanto teria sido movimentado individualmente por cada empresa nem atribuiu valores específicos às estruturas do setor de beleza.

Entre as empresas citadas na investigação estão Cash Pay Meios de Pagamento Ltda., All Bet Entretenimento Ltda., Bytech Ltda. e HKP Pay Pagamentos. A participação e a responsabilidade de cada empresa ainda são objeto da apuração.

Influenciadora tem mais de 115 mil seguidores

Natalie possui mais de 115 mil seguidores em uma das redes sociais. Ela costuma publicar conteúdos relacionados a rotina pessoal, beleza, moda e estilo de vida.

De acordo com a investigação, essa exposição também teria sido utilizada para divulgar as plataformas de apostas que estão no centro da operação.

A influenciadora ganhou projeção nacional ao estampar a capa da edição de janeiro de 2024 da Revista Sexy. O lançamento da publicação contou com uma festa em Sorriso, município onde Natalie reside e onde parte das medidas judiciais da operação foi cumprida.

Operação bloqueia mais de R$ 21 milhões

A Operação Engodo Digital cumpre 56 ordens judiciais em Mato Grosso e São Paulo. Entre as medidas estão 14 mandados de busca e apreensão, sequestro de bens, quebra de sigilo telemático, apreensão de passaportes, bloqueio de perfis em redes sociais e bloqueio de mais de R$ 21,4 milhões em contas bancárias.

Ao todo, 10 pessoas físicas e oito empresas são investigadas. Em Mato Grosso, as medidas estão concentradas principalmente em Sorriso, enquanto outras diligências são realizadas no estado de São Paulo.

Possível conexão com investigação da Polícia Federal

Um dos novos elementos revelados durante a operação é a possível conexão entre parte dos investigados na Engodo Digital e uma estrutura financeira que também aparece na Operação Narco Fluxo, conduzida pela Polícia Federal.

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Segundo a Polícia Civil de Mato Grosso, dois alvos da Engodo Digital possuem endereços em São Paulo. Uma fintech e seu proprietário, que já haviam sido citados na investigação federal, também foram alvo de medidas judiciais nesta terça-feira.

A empresa é apontada pela Polícia Federal como parte do núcleo financeiro de uma investigação que teria movimentado mais de R$ 1,6 bilhão. Segundo a apuração federal, a estrutura teria sido utilizada para concentrar valores provenientes de plataformas clandestinas de apostas e possibilitar o envio de recursos para o exterior.

Na Engodo Digital, a Polícia Civil investiga se existe uma relação entre essa estrutura financeira e o esquema de apostas apurado em Mato Grosso. A corporação, porém, não afirma que as duas investigações tratem do mesmo esquema. A eventual conexão ainda está sendo apurada.

A Operação Narco Fluxo ganhou repercussão nacional após atingir outros investigados, entre eles os cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo. A investigação federal apura uma estrutura que envolveria, entre outros elementos, lavagem de dinheiro, apostas ilegais e remessas de recursos ao exterior.

Investigação continua

A Polícia Civil ainda busca esclarecer a participação individual de cada um dos investigados, a origem dos recursos e a forma como o dinheiro teria circulado entre pessoas físicas e empresas.

Até o momento, Natalie Aparecida é investigada, e não há condenação contra ela relacionada aos fatos apurados na Operação Engodo Digital. As suspeitas apresentadas pela Polícia Civil ainda deverão ser analisadas no decorrer da investigação e, caso haja denúncia, do eventual processo judicial.

A apuração também deverá esclarecer se as empresas citadas foram efetivamente utilizadas para ocultar ou dissimular recursos e qual seria a extensão da possível conexão com a estrutura investigada pela Polícia Federal.

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