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Diamantino: SLC Agrícola amplia estrutura logística e eleva capacidade para 80 mil big bags na safra 2026/27

 

 

Empresa passará de quatro para seis centros de distribuição e reforça presença em Mato Grosso, Goiás, Bahia e Maranhão; estratégia acompanha expansão do negócio de sementes

A SLC Agrícola vai ampliar sua estrutura logística para a safra 2026/27, com expansão da rede de centros de distribuição e aumento da capacidade de movimentação de sementes. A estratégia faz parte do processo de crescimento da companhia no mercado de sementes e busca aproximar estoques, atendimento e suporte técnico das principais regiões produtoras do país.

A rede de centros de distribuição passará de quatro para seis unidades. Os novos pontos estão localizados em Balsas, no Maranhão, e Lucas do Rio Verde, em Mato Grosso, e funcionarão em parceria com prestadores de serviços.

Com a ampliação, a estrutura logística da empresa estará distribuída por quatro importantes estados agrícolas brasileiros. Além de Balsas e Lucas do Rio Verde, a SLC contará com centros em Diamantino (MT), Luís Eduardo Magalhães e São Desidério (BA), além de Luziânia (GO).

A localização das unidades evidencia a estratégia de concentração nos principais polos de produção de grãos e fibras do Centro-Oeste e do Matopiba, região formada por áreas do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia e que se consolidou como uma das principais fronteiras agrícolas brasileiras.

Embora o valor financeiro do investimento não tenha sido divulgado, a SLC informou que a nova configuração permitirá elevar a capacidade de movimentação de 64 mil para 80 mil big bags durante a safra 2026/27.

O aumento corresponde a aproximadamente 25% na capacidade logística da operação.

Expansão acompanha crescimento das sementes

O fortalecimento da distribuição ocorre em um momento de expansão do negócio de sementes da companhia. Em informações financeiras divulgadas neste ano, a SLC projetou para 2026 a comercialização, consumo interno e operações entre empresas do grupo de aproximadamente 72 mil big bags de sementes de soja, volume 28,6% superior ao registrado no ano anterior.

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No segmento de sementes de algodão, a previsão apresentada pela companhia é de aproximadamente 6,28 mil big bags, alta de 8,3% na comparação anual.

Os números ajudam a explicar a necessidade de ampliar a capacidade logística e descentralizar a distribuição, especialmente em estados de grande produção agrícola como Mato Grosso, Bahia, Goiás e Maranhão.

A própria SLC Sementes informa atuar com dezenas de cultivares e soluções voltadas principalmente às culturas de soja e algodão, buscando ampliar a presença junto aos produtores rurais.

Mato Grosso ganha reforço na operação

Em Mato Grosso, a nova estrutura fortalece especialmente o eixo formado por Diamantino e Lucas do Rio Verde, municípios inseridos entre as principais regiões produtoras do Estado.

A presença em Lucas do Rio Verde amplia a proximidade da empresa com produtores do médio-norte mato-grossense, região marcada por forte produção de soja e milho e pela expansão da agroindustrialização.

Diamantino, por sua vez, já fazia parte da estrutura de distribuição da companhia e também possui relação direta com as operações agrícolas da SLC. A empresa mantém unidades produtivas em diferentes municípios mato-grossenses, incluindo propriedades em regiões como Diamantino, Nova Mutum, Santa Rita do Trivelato, Sapezal, Querência, Porto dos Gaúchos e Tabaporã, conforme informações institucionais divulgadas pela companhia.

Logística passa a ter papel estratégico

Mais do que simplesmente ampliar depósitos, a estratégia da companhia envolve integração entre diferentes etapas da cadeia.

Segundo a SLC, os novos centros deverão ajudar a conectar produção, beneficiamento, armazenagem, distribuição e suporte técnico aos produtores, reduzindo distâncias entre a produção das sementes e os clientes finais.

A companhia já vem investindo também em tecnologia para gerenciamento do transporte. Em 2025, a SLC apresentou o Centro de Inteligência Logística (CILog), sistema desenvolvido para integrar dados operacionais e melhorar o acompanhamento das movimentações da empresa.

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A plataforma reúne ferramentas de planejamento e monitoramento de cargas de sementes e algodão, agendamento de veículos e uma torre de controle logística, permitindo maior acompanhamento das operações.

A combinação de centros de distribuição mais próximos das regiões produtoras com ferramentas digitais de controle tende a aumentar a previsibilidade das entregas e reduzir gargalos durante os períodos de maior movimentação das safras.

Companhia prepara crescimento para 2026/27

A ampliação logística ocorre dentro de um movimento mais amplo da SLC Agrícola para a safra 2026/27.

Durante o Farm Day 2026, realizado pela companhia em junho, executivos apresentaram aos investidores estratégias específicas para a próxima temporada, incluindo perspectivas de produção, expansão do negócio de sementes, agricultura digital, irrigação e rastreabilidade de commodities.

A companhia também anunciou planos para aumentar sua área irrigada. A previsão para 2026/27 inclui a incorporação de aproximadamente 6,7 mil hectares irrigados, além de um planejamento de expansão para mais de 58 mil hectares nos próximos anos.

No negócio de algodão, a empresa inaugurou em julho uma nova algodoeira na Fazenda Parnaguá, no Piauí, com capacidade de processamento de até 80 fardos por hora, outro indicativo do reforço de infraestrutura realizado pela companhia antes do novo ciclo agrícola.

Com os investimentos, a SLC busca ampliar não apenas sua capacidade produtiva, mas também a estrutura necessária para fazer com que sementes e produtos agrícolas cheguem com maior eficiência aos principais polos produtores do país.

A empresa não informou o montante destinado especificamente à abertura dos dois novos centros de distribuição.

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Agro Notícias

Fazenda de Sorriso impressiona ao produzir novilhas Angus de 16 meses com 18,4 arrobas

Lote da Fazenda São Miguel alcançou média de 276 quilos de carcaça; todos os 50 animais foram aprovados na certificação do Protocolo 1953
A pecuária de Sorriso ganhou destaque nacional após a Fazenda São Miguel apresentar um lote de novilhas Angus com apenas 16 meses de idade e média de 18,4 arrobas de carcaça, o equivalente a aproximadamente 276 quilos por animal.

O desempenho da propriedade, pertencente ao pecuarista Fausto Scholl, foi apresentado no programa Giro do Boi, do Canal Rural. Durante a exibição, os animais chamaram a atenção pela precocidade, uniformidade, acabamento de gordura e qualidade das carcaças.

Ao todo, foram abatidas 50 novilhas. Conforme as informações apresentadas pelo originador Paulo Barros Júnior, da unidade da Friboi de Diamantino, 100% dos animais foram aprovados pelos profissionais responsáveis pela certificação Angus dentro do Protocolo 1953.

As novilhas permaneceram durante aproximadamente 118 dias no cocho, em sistema de confinamento. Mesmo extremamente jovens e ainda classificadas como “dente de leite”, elas alcançaram peso normalmente observado em animais mais velhos.

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A Fazenda São Miguel realiza todo o ciclo de produção, passando pelas etapas de cria, recria e engorda. Para os apresentadores, o resultado demonstra a combinação de genética, manejo nutricional, estrutura e trabalho técnico desenvolvido pela equipe da propriedade.

“É um gado de 16 meses de idade, dois meses abaixo do sobreano, e pesou mais de 18 arrobas. Tem que dar os parabéns ao Fausto e a toda a equipe da Fazenda São Miguel”, destacou o apresentador Mauro durante o programa.

Além da qualidade das carcaças, a aprovação integral do lote permite ao produtor receber bonificações previstas no programa de certificação, que valoriza animais jovens e com padrão superior de carne.

O resultado coloca novamente Sorriso em evidência no agronegócio nacional e mostra a capacidade das propriedades do município de aliar genética, tecnologia e manejo para produzir carne de alta qualidade em menor tempo.

As informações foram divulgadas pelo Giro do Boi, do Canal Rural.

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