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Economia

Nada de 6 po 1: Jornada de até 12 horas e sem pagamento extra: Senado aprova reforma trabalhista de Milei

O Senado da Argentina aprovou, na quinta-feira (12), a reforma trabalhista defendida pelo presidente Javier Milei. A proposta prevê mudanças profundas nas regras de trabalho, incluindo jornada diária de até 12 horas sem pagamento de hora extra, desde que haja compensação em outro dia.

O texto ainda precisa passar pela Câmara dos Deputados e pode sofrer alterações antes de entrar em vigor.

O que muda na prática
A principal novidade é a possibilidade de ampliar o expediente diário para até 12 horas, mantendo o limite semanal de 48 horas. A compensação ocorrerá por meio de banco de horas, reduzindo a necessidade de pagamento de horas extras.

Outras medidas incluem:

Pagamento de salário em moeda nacional ou estrangeira, como dólar

Fracionamento das férias ao longo do ano

Redução de encargos trabalhistas para empresas

Criação do Fundo de Assistência Trabalhista (FAL) para custear verbas rescisórias

Limitação do direito de greve e mudanças nas contribuições sindicais

Possibilidade de redução salarial em afastamentos por doença, com pagamento de até 50% do salário

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Parte do texto original foi retirada, como a permissão para pagamento de salário em alimentação ou moradia. Os pagamentos deverão ocorrer pelo sistema bancário.

Críticas e tensão política
A oposição e centrais sindicais afirmam que a reforma precariza relações de trabalho e retira direitos históricos. Um dos pontos mais criticados é o FAL, que substituirá a forma atual de custeio das demissões e será financiado por contribuições de até 2,5% da folha salarial — recursos que antes iam para a seguridade social.

Sindicatos também criticam a possibilidade de redução salarial durante licenças médicas e avaliam convocar greve geral quando o texto começar a ser debatido na Câmara.

O senador oposicionista José Mayans afirmou que a reforma “não vai gerar emprego nem investimento enquanto o plano econômico for mantido”.

Contexto econômico
Desde que assumiu em dezembro de 2023, Milei promoveu abertura econômica e corte de gastos públicos. O governo conseguiu reduzir a inflação anual de mais de 200% para cerca de 32%, mas o país registrou perda de aproximadamente 300 mil empregos formais, especialmente na construção e na indústria.

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Para o governo, a reforma busca modernizar leis da década de 1970, reduzir informalidade e estimular contratações. A senadora governista Patricia Bullrich afirmou que o projeto pretende “simplificar” o sistema trabalhista e impulsionar o crescimento do setor privado.

A expectativa do Planalto argentino é que a Câmara vote a proposta até o fim do mês, permitindo que Milei sancione a lei antes do discurso anual previsto para 1º de março.

Fonte Exame

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Brasil

Etanol registra queda nos postos e volta a ficar abaixo de R$ 4,40

O preço do etanol começou a registrar queda mais consistente nos postos de combustíveis de Cuiabá. Nesta sexta-feira (8), o litro do biocombustível foi encontrado a R$ 4,37 na capital, valor mais baixo registrado ao longo de 2026 até o momento.

A redução representa uma queda superior a R$ 0,40 em comparação ao pico observado em fevereiro, quando o combustível chegou a ser vendido a R$ 4,79. Apenas nas últimas semanas, o recuo acumulado já ultrapassa R$ 0,25 por litro.

Apesar da queda no etanol, os demais combustíveis seguem com preços mais estáveis em Cuiabá. A gasolina comum continua sendo comercializada na faixa de R$ 6,77, sem grandes variações recentes. Já o diesel S10 gira em torno de R$ 6,97 por litro.

De acordo com a última pesquisa da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), referente ao período entre 26 de abril e 2 de maio, o preço médio do etanol na capital era de R$ 4,55. No mesmo levantamento, a gasolina comum aparecia com média de R$ 6,69 e o diesel S10 em R$ 7,23.

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Os valores atuais ainda não constam oficialmente nas estatísticas da ANP, já que o novo levantamento será consolidado nos próximos dias. Mesmo assim, a movimentação nos postos indica que o mercado já trabalha com preços abaixo das médias registradas recentemente.

A tendência de queda no etanol vem sendo observada desde abril, após um período de alta e estabilidade nos combustíveis. O recuo é atribuído, principalmente, ao aumento da oferta nacional com o avanço da safra de cana-de-açúcar 2026/27.

Com maior disponibilidade do produto no mercado interno, usinas e distribuidoras passaram a intensificar as vendas, o que pressionou os preços para baixo. Além disso, parte do setor sucroenergético tem direcionado mais produção para o etanol, diante de um cenário menos favorável para o açúcar no mercado internacional.

Projeções do setor indicam que a produção nacional de etanol, somando cana e milho, pode ultrapassar 43 bilhões de litros nesta safra, reforçando a expectativa de manutenção da oferta elevada nos próximos meses.

Mesmo com a queda recente, especialistas avaliam que ainda pode haver novos recuos no preço do combustível, dependendo do ritmo de produção e das condições climáticas para a colheita.

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Outro ponto que influencia o mercado é a competitividade do etanol em relação à gasolina. Em Cuiabá, o biocombustível segue dentro da faixa considerada vantajosa para veículos flex, mantendo-se como alternativa econômica para parte dos consumidores.

Enquanto isso, a gasolina continua com pouca variação, impactada principalmente pelas oscilações do petróleo no mercado internacional e pela política de preços das refinarias. Já o diesel apresenta estabilidade após reajustes registrados no início do ano, com leve acomodação nos valores recentes.

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