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Justiça

AGU contesta argumentos da PGR, mas apoia a anulação da eleição de Max Russi

A Advocacia-Geral da União (AGU) se manifestou em relação à Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) que pode levar à anulação da eleição da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), realizada em agosto deste ano. Embora tenha identificado falhas nos argumentos apresentados pela Procuradoria-Geral da República (PGR), o órgão concordou, no final, com o pedido de anulação. A manifestação foi assinada pelo advogado-geral Jorge Rodrigo Araújo Messias e ocorreu em 26 de novembro.

O processo está sob a relatoria do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).

A ADI questiona a conformidade da Constituição Estadual (CE) de Mato Grosso com a Constituição Federal (CF) em relação à data de eleição da Mesa Diretora. De acordo com a PGR, a CE de Mato Grosso estabelecia a eleição para setembro, mas esse dispositivo foi alterado para antecipar a votação para agosto, quando Max Russi (PSB), atual primeiro-secretário, foi eleito presidente da Assembleia.

Apesar de criticar a abordagem da PGR, a AGU destacou que a data da eleição tem importância crucial para a democracia, não podendo ser excessivamente distante da posse dos eleitos. Esse princípio visa assegurar que a nova diretoria reflita o cenário político atual.

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A AGU também frisou que o princípio democrático valoriza a alternância de poder e o pluralismo político, elementos que podem ser comprometidos se o intervalo entre a eleição e a posse for muito longo.

Se o ministro Toffoli seguir integralmente o pedido da PGR e a manifestação da AGU, a ALMT será obrigada a realizar uma nova eleição para definir sua Mesa Diretora. No entanto, os deputados podem optar por ratificar a Mesa eleita em agosto, com Max Russi como presidente e Dr. João (MDB) como primeiro-secretário, ou iniciar um novo processo eleitoral.

O último pleito foi marcado por disputas acirradas, especialmente pela primeira-secretaria. A deputada Janaina Riva (MDB) havia sido prometida ao cargo, mas o Palácio Paiaguás interferiu, indicando seu próprio candidato, o deputado Beto Dois a Um (União Brasil). Após semanas de negociações, os dois lados chegaram a um acordo, elegendo Dr. João.

Outra possibilidade é que o Partido dos Trabalhadores (PT) busque ampliar sua representação na Mesa, após ter ficado sem cargos na eleição de agosto. O bom desempenho do deputado Lúdio Cabral nas eleições municipais de Cuiabá, onde chegou ao segundo turno, pode fortalecer a posição do PT e motivá-lo a exigir um papel mais relevante na próxima composição da Mesa Diretora.

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Fonte: EstadãoMT

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É Direito

Mutirão Pai Presente oferece reconhecimento de paternidade e exame de DNA em Nova Mutum/MT

O Poder Judiciário de Mato Grosso realizará, entre os dias 3 e 8 de agosto de 2026, mais uma edição do Mutirão Pai Presente, iniciativa que incentiva o reconhecimento voluntário da paternidade e busca reduzir o número de crianças sem o nome do pai na certidão de nascimento.

A ação acontecerá em todas as comarcas do Estado, incluindo Nova Mutum. No município, pessoas interessadas em reconhecer a paternidade ou iniciar o procedimento de investigação com exame de DNA devem procurar o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC).

O atendimento pode ser realizado pelo WhatsApp (65) 9.9999-3003, pelo telefone (65) 3308-3434 ou presencialmente no Fórum de Nova Mutum, localizado na Rua das Helicônias, nº 444-N, bairro Jardim das Orquídeas.

Embora o mutirão seja realizado entre os dias 3 e 8 de agosto, as audiências de reconhecimento de paternidade e a coleta de material para exame de DNA são oferecidas durante todo o ano.

Durante as audiências, as partes poderão formalizar o reconhecimento espontâneo da paternidade. Quando houver dúvidas sobre o vínculo biológico, será possível agendar a coleta de material genético para a realização do exame de DNA.

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Para participar, é necessário apresentar documento oficial com foto, certidão de nascimento e cartão do SUS da criança, além do maior número possível de informações sobre o suposto pai, principalmente telefone para contato.

O Mutirão Pai Presente é coordenado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), por meio da Corregedoria-Geral da Justiça, em parceria com o Governo do Estado, Ministério Público, Defensoria Pública e Associação dos Notários e Registradores de Mato Grosso (Anoreg-MT).

A iniciativa integra o movimento nacional Pai Presente, criado para ampliar o reconhecimento da paternidade e garantir às crianças e adolescentes direitos fundamentais, como identidade, cidadania e acesso aos benefícios legais decorrentes da filiação.

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