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É Direito

Cármen Lúcia anuncia regras para juízes sem avisar colegas e provoca incômodo nos bastidores

O anúncio de novas regras de conduta para juízes eleitorais feito pela ministra Cármen Lúcia, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), surpreendeu colegas da corte e provocou incômodo nos bastidores.

A apresentação ocorreu nesta segunda-feira (2), durante a sessão de abertura dos trabalhos do tribunal. Horas antes, Cármen havia sido anunciada relatora da proposta de código de ética para ministros de tribunais superiores no Supremo Tribunal Federal (STF).

No discurso, a presidente do TSE afirmou que a legitimidade do Judiciário está diretamente ligada à confiança da sociedade e defendeu a adoção de condutas mais rigorosas e transparentes por parte dos juízes que atuarão nas eleições de 2026.

Apesar de haver consenso interno sobre a importância de diretrizes éticas mais claras, ministros relataram desconforto com a forma como a medida foi apresentada. Integrantes do TSE afirmam que só souberam da proposta durante a própria sessão e reclamam da ausência de diálogo prévio e de construção conjunta do texto.

A avaliação de parte do colegiado é de que a proposta foi anunciada de maneira unilateral, sem debate interno anterior. Alguns trechos da carta, segundo relatos, são alvo de questionamentos por ministros.

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A ministra, por sua vez, tem afirmado a interlocutores que, na condição de presidente da corte, cabe a ela falar institucionalmente em nome do tribunal e que a carta representa um ponto de partida para discussão futura.

Conexão com o STF
O episódio ocorre no mesmo dia em que Cármen assumiu a relatoria da proposta de código de conduta no STF, iniciativa defendida pelo presidente da Corte, ministro Edson Fachin, como uma das principais marcas de sua gestão.

A condução do tema também tem sido alvo de críticas entre ministros do Supremo. Fachin e Cármen compartilham perfis reservados e discretos, mas são vistos por interlocutores como pouco afeitos à articulação política — fator que pode dificultar a construção de consenso interno.

A carta apresentada no TSE reúne dez recomendações, entre elas publicidade de agendas, moderação em manifestações públicas sobre temas eleitorais, vedação a demonstrações de preferência política e proibição de recebimento de presentes que comprometam a imparcialidade.

Embora as regras do TSE não sejam necessariamente replicadas no STF, integrantes do meio jurídico avaliam que as diretrizes anunciadas podem funcionar como indicativo do conteúdo que será discutido na Suprema Corte.

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Fachin agradeceu publicamente a Cármen por aceitar a relatoria da proposta de código de ética e afirmou que pretende construir consenso no colegiado. O presidente do STF convocou almoço com os ministros no próximo dia 12 de fevereiro, encontro que deve tratar, entre outros temas, da implementação de regras éticas e da crise de imagem enfrentada pela Corte.

A assessoria do TSE foi procurada, mas não se manifestou até a publicação da reportagem.

Fonte CNN

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É Direito

TJMT mantém expediente e prazos suspensos com sistemas ainda fora do ar

 

Medida foi mantida após incidente de segurança atingir parte da infraestrutura tecnológica da Corte

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) permanecerá com o expediente e os prazos processuais suspensos nesta terça-feira (22), pelo segundo dia consecutivo, enquanto equipes técnicas trabalham para restabelecer os sistemas informatizados da Corte.

A prorrogação foi determinada pelo presidente do TJMT, desembargador José Zuquim Nogueira. Com isso, a paralisação alcança processos físicos e eletrônicos, tanto no primeiro quanto no segundo grau.

 

A indisponibilidade começou na segunda-feira (21), após o Tribunal identificar um “incidente de segurança” envolvendo parte de sua infraestrutura tecnológica. Como medida preventiva, plataformas institucionais, entre elas o Processo Judicial Eletrônico (PJe), foram retiradas temporariamente do ar.

Além da interrupção dos sistemas, o TJMT adotou medidas de proteção, como redefinição de credenciais e restrição de acessos considerados sensíveis. Equipes especializadas, com apoio de parceiros técnicos, continuam analisando o episódio e trabalhando na recuperação dos serviços.

Segundo o Tribunal, até o momento não foram encontrados indícios de uso indevido de dados relacionado ao incidente nem sinais de comprometimento dos mecanismos de backup. A previsão é que a retomada das plataformas seja feita gradualmente, depois das verificações técnicas e de segurança.

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Com a nova portaria, os prazos processuais que começariam ou terminariam nesta terça-feira serão prorrogados para o primeiro dia útil seguinte. Audiências e sessões de julgamento previstas para a data também deverão ser remarcadas pelas respectivas unidades, com comunicação às partes e aos advogados.

Apesar da suspensão, serviços essenciais, atividades urgentes ou inadiáveis e o plantão judiciário continuam funcionando. Enquanto os sistemas estiverem indisponíveis, demandas urgentes poderão ser recebidas por meio físico ou por outro canal disponível.

Ainda não há informação oficial sobre quando todos os sistemas do Judiciário estadual estarão novamente disponíveis.

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