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Corpo de Bombeiros e Secretaria de Educação realizam concurso de redação sobre queimadas em MT

Concurso de redação — Foto: Jorge Abreu/G1

O Corpo de Bombeiros e a Secretaria Municipal de Educação de Tangará da Serra, a 232 km de Cuiabá, estão realizando a segunda edição de um concurso de redação. O tema este ano é “queimada e prevenção para incêndios florestais”. O objetivo é trazer a conscientização entre os estudantes pra evitar as queimadas. Os alunos têm até o dia 14 de setembro para enviar os textos prontos.

Podem participar alunos matriculados nas escolas municipais de Tangará da Serra do 5º ao 9º ano. Devido à pandemia, o maior desafio está sendo fazer tudo virtualmente. A Caroline Magalhães Lacerda, de 14 anos, venceu a edição de 2019. A criatividade da adolescente rendeu a ela uma bicicleta como prêmio, mas sabe que ganhou muito além disso.

“Não pelo fato de ganhar a bicicleta. É mais por você ser reconhecido por uma coisa ou um trabalho que você fez”, afirma.

Em 2019 os alunos das escolas estaduais foram os escolhidos para participar do concurso. Já neste ano, 13 escolas municipais foram desafiadas pelos bombeiros a escreverem redações sobre queimadas e como prevenir os incêndios florestais. O tenente Fábio dos Santos Sabino do Corpo de Bombeiros comenta sobre a importância de se discutir o assunto.

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“Conversar com os alunos, com os professores, com os familiares sobre esse período de queimadas e sobre esse tema, em relação aos incêndios florestais, que para nós do Corpo de Bombeiros e para a sociedade, nesse período tão importante”, afirma.

O concurso é dividido em três categorias: os alunos do 5º ao 7º ano devem escrever uma redação narrativa, como se fosse contar uma história. Já os que são do 8º e 9º ano tëm que escrever uma redação dissertativa, nesse caso, eles precisam defender uma ideia a partir do ponto de vista deles.

Os vencedores de cada categoria vão ser premiados com bicicletas e certificados. A Yasmin Duarte está no 9¬ ano da escola José Nodari e não perdeu tempo para fazer a inscrição.

“Quando soltou o edital eu já pensei no que eu queria escrever. Estou quase terminando a redação, falta só um pouco pra terminar. Achei o tema muito interessante e muito importante para ser discutido. Depois de ter estudado bastante eu tive uma visão mais ampla do que está acontecendo e as consequências que as queimadas estão causando pro meio ambiente”, afirma.

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E neste ano, o desafio dos estudantes é ainda maior já que não está tendo aula presencial por causa da pandemia. A professora de ciências, Edilaine Viana conta que os professores passam as orientações todas pela internet.

“A gente sabe que nem todos os alunos conseguem ter acesso à internet para discutir essa temática, mas dentro das nossas possibilidades nós estamos fazendo videoconferências, estamos trabalhando por meio das plataformas digitais e aqueles alunos que não têm acesso à internet, estão pegando material de forma impressa”, afirma.

Por mais óbvio que possa parecer, já que queimada é o assunto do momento, não é tão simples assim. O professor de português, Amauri Salvador, dá dicas para o aluno se sair bem no concurso e explica que aí que a exigência é maior.

“O aluno vai ter que surpreender na abordagem. Por ser muito comum, você vai ter que ser não convencional para poder surpreender quem for ler a redação. Questão de técnica vai ter que ser a mesma na hora de estruturar o seu texto”, afirma.

G1 MT
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União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.

Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.

As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.

A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.

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A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.

Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.

A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.

Abiec
Consultada pela reportagem, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.

Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.

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Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.

Qualidade
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.

Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.

A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.

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