Tecnologia
Cientistas afirmam que robôs poderão ajudar a gerar bebês humanos em 2026

Útero artificial: tecnologia para salvar prematuros extremos reacende debates éticos sobre o futuro da gestação
Pesquisadores em diferentes países vêm avançando no desenvolvimento de sistemas conhecidos como “útero artificial”, uma tecnologia que, apesar do nome futurista, tem um objetivo inicial bastante concreto e urgente: salvar a vida de recém-nascidos extremamente prematuros. A proposta não é criar bebês do zero em laboratório, mas oferecer um ambiente mais próximo do útero materno para aqueles que nascem cedo demais e enfrentam altas taxas de complicações nas unidades de terapia intensiva neonatal.
Esses sistemas experimentais funcionam como plataformas de suporte biológico. O bebê é mantido em meio líquido, semelhante ao líquido amniótico, enquanto recebe oxigenação e nutrientes por sistemas externos que substituem temporariamente funções da placenta. A ideia é reduzir o estresse imposto pela UTI convencional — que envolve ventilação mecânica, luz intensa e intervenções invasivas — e ganhar tempo para que órgãos vitais, como pulmões, cérebro e sistema digestivo, amadureçam de forma mais segura.
Uma resposta à prematuridade extrema
A prematuridade extrema, geralmente definida como o nascimento antes das 28 semanas de gestação, ainda é uma das principais causas de mortalidade infantil e de sequelas permanentes no mundo. Mesmo com os avanços da neonatologia, muitos bebês sobrevivem com comprometimentos neurológicos, respiratórios ou motores ao longo da vida.
Nesse contexto, o útero artificial surge como uma alternativa intermediária entre o útero materno e a incubadora tradicional. Em testes com animais, como cordeiros, os resultados têm sido considerados promissores, com manutenção do desenvolvimento fetal por semanas fora do corpo materno. A transposição para humanos, no entanto, ainda exige cautela, testes rigorosos e um amplo debate regulatório.
Promessas e limites da ciência
Se comprovada segura e eficaz em humanos, a tecnologia pode representar uma mudança profunda na medicina neonatal, reduzindo mortes e sequelas associadas à prematuridade extrema. Especialistas, porém, destacam que o foco atual permanece estritamente terapêutico: oferecer uma chance maior de sobrevivência com qualidade para bebês que, hoje, enfrentam riscos altíssimos.
Ao mesmo tempo, a própria existência dessa possibilidade abre portas para discussões mais amplas e delicadas. Até onde a gestação poderia ocorrer fora do corpo humano? Quais seriam os limites éticos da intervenção médica? Quem seria responsável legalmente por um feto em desenvolvimento em um ambiente artificial? E como garantir que uma tecnologia tão complexa não amplie desigualdades de acesso à saúde?
Debate ético e social inevitável
A perspectiva de uma gestação cada vez mais longa fora do corpo humano desafia conceitos tradicionais de gravidez, nascimento e parentalidade. Também impõe a necessidade de novas regras para pesquisa científica, definição de responsabilidades médicas e familiares, além de políticas públicas que evitem o uso indiscriminado ou comercial da tecnologia.
Para especialistas em bioética, o avanço científico não pode caminhar isolado da conversa pública. “A tecnologia pode salvar vidas, mas sem regulação e debate social, ela também pode gerar novas formas de exclusão e dilemas morais profundos”, alertam pesquisadores da área.
Ciência avança, diálogo precisa acompanhar
Enquanto os laboratórios seguem testando os limites da ciência, cresce a percepção de que a sociedade precisa discutir desde já os contornos éticos, legais e sociais do útero artificial. O desafio é equilibrar o enorme potencial de salvar vidas com a responsabilidade de definir limites claros para seu uso.
Diante desse cenário, a questão central permanece aberta: esse tipo de tecnologia deve ser restrito apenas ao tratamento da prematuridade extrema, onde há consenso sobre o benefício médico, ou a sociedade deve começar desde já a discutir usos mais amplos no futuro? O avanço científico parece inevitável — a forma como ele será integrado à vida humana, não.
Mato Grosso
Governador vistoria obra do Parque Tecnológico: “Será um novo ciclo de desenvolvimento para VG”

Complexo está com 98% das obras concluídas e entra na fase final de instalação de equipamentos e mobiliário
O governador Otaviano Pivetta vistoriou, nesta terça-feira (12.5), as obras do Parque Tecnológico de Mato Grosso, localizado na região do Chapéu do Sol, em Várzea Grande. O empreendimento está na reta final, com 98% da obra concluída, e entra agora na fase de instalação de equipamentos e mobiliário.
Durante a visita, o governador destacou que o Parque Tecnológico marca uma nova etapa para o desenvolvimento econômico e tecnológico, com integração entre universidades, setor produtivo e formação de mão de obra qualificada.
“Esse espaço vai marcar um novo ciclo para Várzea Grande e para Mato Grosso. Aqui nós vamos aproximar universidades, empresas, tecnologia e qualificação profissional. É o Estado cumprindo a sua obrigação de criar oportunidades e melhorar a vida das pessoas”, afirmou.
Com investimento de R$ 25 milhões, o complexo foi estruturado para receber empresas de base tecnológica, startups, centros de pesquisa e ambientes de inovação, integrando governo, universidades e iniciativa privada.
A expectativa é de que o Parque Tecnológico atraia até R$ 500 milhões em investimentos privados nos próximos anos, além da geração de pelo menos mil empregos diretos altamente qualificados, podendo alcançar até 3 mil empregos diretos e indiretos.
“Já estamos avançando nas parcerias e na atração de empresas. A ideia é transformar esse espaço em um ambiente vivo de conhecimento, tecnologia e oportunidades para o povo mato-grossense”, disse o governador.
Em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), o Governo do Estado já investiu cerca de R$ 2,5 milhões na implantação de laboratórios e aquisição de equipamentos de alta performance voltados à pesquisa e desenvolvimento tecnológico.
Durante a agenda, a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, informou que vai encaminhar à Câmara Municipal um projeto para redução do ISSQN (Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza) para ampliar a competitividade do município e atrair novos investimentos ligados à inovação e tecnologia.
A vistoria contou com a presença do deputado estadual Fábio Tardim, dos secretários de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, Dimorvan Brescansin, de Infraestrutura, Marcelo de Oliveira, da secretária de Educação, Flávia Emanuelle, e do presidente da Fapemat, Marcos de Sá, além de vereadores e secretários municipais.
Estrutura do Parque Tecnológico
Com área total de 80 hectares e cerca de 98% das obras concluídas, o Parque Tecnológico já teve executadas obras de pavimentação, drenagem, iluminação pública, rede de esgotamento sanitário, acessos internos, acabamento e pintura.
O espaço foi planejado para integrar tecnologia, pesquisa, inovação, qualificação profissional e desenvolvimento econômico em um mesmo ambiente





