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Polêmica

Youtuber narra fuga de ‘chefonas’ do CV em Mato Grosso; veja detalhes

Angélica Saraiva de Sá, vulgo ‘Angeliquinha do CV’, e Jéssica Leal da Silva, a ‘Arlequina’, cerraram as grades de cela da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, para fugir. A história foi narrada pelo youtuber Joel Paviotti, apresentador do podcast Iconografia da História (IH). A dupla está foragidas desde agosto de 2025.

‘Angeliquinha’ é líder do CV no Nortão de Mato Grosso. Ela foi condenada a 99 anos e 11 meses de prisão em regime fechado pelo Tribunal de Nova Monte Verde (920 km de Cuiabá) pelas mortes com requintes de crueldade de quatro homens em agosto de 2022. A faccionada também responde pelos crimes de ocultação de cadáver e participação em organização criminosa.

‘Arlequina’ é a comandante do tráfico de drogas na região de Juína (745 km de Cuiabá). A companheira de cela de ‘Angeliquinha’ é conhecida dentro do CV pelo perfil linha dura e por portar submetralhadora. O youtuber indicou ‘Arlequina’ como a juíza do tribunal do crime em Mato Grosso. Ela determina as penas dos alvos da facção, apontando se os desafetos seriam mortos ou receberiam ‘salves’.

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No início de março, a filha de ‘Angeliquinha’, Kauany Beatriz, o genro, Guilherme Laureth, e o pai Paulo Felizardo foram alvos de mandados de busca e apreensão da Polícia Civil como parte da Operação Showdown que investiga a relação da família com esquema milionário de desvio de dinheiro do CV. Kauny e o marido administravam o salão de beleza Essenza Beauty e a loja de roupas Kauanny Shoes Boutique em Alta Floresta.

O casal começou a levantar suspeitas pelo volume milionário movimentado nos estabelecimentos. O inquérito estima que a família escoou R$ 20 milhões oriundos do tráfico de drogas e jogos de azar, como o ‘Tigrinho’.

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Polêmica

Projeto de lei quer restringir bandeiras lgbtqia+ em escolas e permitir apenas símbolos oficiais

A Câmara Municipal de Cuiabá Cuiabá deve abrir um novo debate sobre o uso de símbolos em ambientes escolares após a protocolização de um projeto de lei apresentado nessa última sexta-feira (08) pelo vereador Rafael Ranalli.

A proposta trata da exposição de bandeiras em escolas públicas e privadas da capital mato-grossense e estabelece regras para a permanência de símbolos considerados oficiais no ambiente escolar. Pelo texto, somente poderiam ser expostas de forma permanente as bandeiras do Brasil, do estado de Mato Grosso e do município de Cuiabá.

O projeto prevê a proibição da fixação contínua de bandeiras ou símbolos que não representem oficialmente a República Federativa do Brasil, o estado ou o município em salas de aula e demais espaços das unidades de ensino. A restrição também alcança paredes, murais, fachadas e qualquer área vinculada à estrutura institucional das escolas.

Segundo a proposta, eventuais descumprimentos poderão resultar em medidas administrativas, que ainda deverão ser regulamentadas pelo Poder Executivo municipal caso o texto avance no Legislativo.

O vereador afirma que a iniciativa não interfere no conteúdo pedagógico das aulas nem impede discussões sobre temas sociais, culturais ou históricos. Para ele, o objetivo é estabelecer critérios para a exposição fixa de símbolos dentro do ambiente escolar.

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“A proposta não trata do conteúdo das aulas. Ela trata apenas da exposição permanente de bandeiras dentro das escolas, preservando a neutralidade visual e institucional do ambiente escolar”, declarou Ranalli.

O parlamentar também cita experiências internacionais como base para o debate, mencionando discussões sobre neutralidade em instituições de ensino na Itália e regras rígidas adotadas por outros países em relação à reprodução de símbolos oficiais.

Ele ainda mencionou o caso do México em uma edição de álbum da Copa do Mundo de 2026, quando a representação da bandeira nacional seguiu padrões oficiais exigidos pela legislação local, como exemplo de rigor na proteção de símbolos nacionais.

Embora o texto não mencione diretamente bandeiras de movimentos sociais, a proposta surge em meio a discussões recorrentes sobre identidade, representatividade e neutralidade em ambientes educacionais. O vereador afirma ter recebido questionamentos de pais e cidadãos sobre a presença de símbolos considerados ideológicos em escolas da capital.

Ranalli defende que a medida busca evitar conflitos internos e estabelecer um padrão único para o uso de símbolos institucionais nas unidades de ensino.

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Segundo ele, o cenário político local também reflete apoio a pautas de caráter conservador. O vereador cita o resultado eleitoral de 2022 em Mato Grosso, quando o estado registrou maioria de votos para o ex-presidente Jair Bolsonaro.

O projeto também é apresentado em um ambiente político alinhado com a atual gestão municipal. O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, também pertence ao mesmo partido do autor da proposta, o PL, o que pode influenciar a tramitação da matéria no Executivo caso seja aprovada no Legislativo.

Ranalli avalia que a composição atual da Câmara Municipal tende a ser favorável a debates ligados a pautas conservadoras e à valorização de símbolos nacionais.

“A cidade deu um recado muito claro nas urnas. Hoje, Cuiabá tem uma Câmara alinhada com pautas conservadoras e de valorização dos símbolos oficiais”, afirmou.

O projeto agora segue para análise das comissões temáticas da Câmara Municipal de Cuiabá antes de ser encaminhado ao plenário para votação. Caso avance, poderá abrir uma nova discussão entre vereadores, gestores escolares, educadores, pais de alunos e representantes de movimentos sociais sobre os limites entre identidade institucional e pluralidade dentro do ambiente escolar.

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