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Política

Pivetta abre governo às investigações sobre compra de livros e diz que Estado quer “acabar com qualquer mistério”

O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, afirmou nesta quarta-feira (1º) que o Governo do Estado manterá total transparência nas investigações que apuram possíveis irregularidades na aquisição de materiais didáticos para a rede pública de ensino. A declaração foi dada durante evento no Palácio Paiaguás, em Cuiabá, ao ser questionado sobre as apurações envolvendo compras de livros e a atuação dos órgãos de controle.

Segundo Pivetta, tanto a Controladoria-Geral do Estado (CGE) quanto o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso têm liberdade para conduzir as apurações e acessar todas as informações necessárias.

“A Secretaria de Estado tem todas as informações. A investigação está acontecendo. A CGE foi informada, o Tribunal de Contas está fazendo o seu papel de fiscalizar e notificar. Do lado do Governo do Estado existe total abertura e vontade de acabar com qualquer mistério que possa existir”, declarou.

A manifestação do governador ocorre em meio ao avanço de uma série de investigações envolvendo a compra de livros e materiais pedagógicos em Mato Grosso, tema que passou a mobilizar órgãos de fiscalização após denúncias de possíveis aquisições desnecessárias, sobreposição de materiais e falhas na utilização de recursos públicos destinados à educação.

Em Cuiabá, a discussão ganhou força após o prefeito Abilio Brunini denunciar um suposto rombo milionário na Secretaria Municipal de Educação, apontando gastos elevados com materiais didáticos e contratos considerados irregulares firmados pela gestão anterior. O caso desencadeou auditorias e análises dos órgãos de controle.

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As denúncias foram contestadas pelo ex-secretário municipal de Educação, Amauri Monge, que apresentou documentos e informações rebatendo as acusações, sustentando que os contratos seguiram critérios técnicos e legais. O embate transformou a área da educação em um dos principais focos de fiscalização no município.

Paralelamente, o Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso intensificou auditorias para verificar a regularidade das contratações, a execução dos contratos e a efetiva utilização dos materiais adquiridos pelas redes públicas de ensino, ampliando a fiscalização sobre despesas relacionadas à aquisição de livros e sistemas apostilados.

Em Várzea Grande, a situação também passou a ser acompanhada de perto pelos órgãos de controle após o incêndio que destruiu o almoxarifado da Secretaria Municipal de Educação. O fogo consumiu documentos, mobiliário e materiais armazenados no local, fato que levantou questionamentos sobre a preservação de arquivos administrativos e do acervo documental relacionado às compras da pasta.

Antes mesmo do incêndio, surgiram relatos que passaram a integrar o debate público sobre o destino de materiais didáticos estocados no município. As circunstâncias desses episódios também passaram a ser observadas durante as apurações conduzidas pelos órgãos competentes, embora as investigações ainda estejam em andamento e não haja conclusão oficial sobre eventual relação entre os fatos.

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Outro ponto que entrou na pauta das investigações diz respeito à aquisição, por alguns municípios, de livros que, segundo questionamentos apresentados aos órgãos de controle, poderiam ser substituídos por materiais disponibilizados gratuitamente pelo Governo Federal por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação e do Programa Nacional do Livro e do Material Didático. A hipótese levantada é que recursos públicos possam ter sido utilizados para adquirir materiais já ofertados sem custo pela União, situação que vem sendo analisada tecnicamente.

Sem antecipar conclusões sobre as investigações, Pivetta reforçou que o governo estadual não pretende criar obstáculos ao trabalho dos órgãos de fiscalização e defendeu que todas as dúvidas sejam esclarecidas.

A posição do governador reforça o discurso de colaboração institucional adotado pelo Executivo diante das auditorias em andamento. Enquanto a CGE, o Tribunal de Contas e demais órgãos aprofundam as análises, os procedimentos seguem em fase de apuração, sem conclusão definitiva sobre eventual responsabilização de agentes públicos ou particulares. O desfecho das investigações deverá indicar se houve irregularidades nas contratações e na aplicação dos recursos destinados à educação pública em Mato Grosso.

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Mato Grosso

Dois senadores na corrida pelo Executivo: Flávio Bolsonaro reforça apoio a Wellington Fagundes em Mato Grosso

 

Candidato à Presidência pelo PL grava mensagem ao lado de Wellington, pede votos ao correligionário para o Governo de Mato Grosso e reforça integração entre o projeto nacional e a campanha estadual do partido

A reta final da campanha eleitoral de 2026 coloca dois senadores do Partido Liberal em disputas pelo Poder Executivo. Enquanto Flávio Bolsonaro (PL-RJ) concorre à Presidência da República, Wellington Fagundes (PL-MT) disputa o Governo de Mato Grosso.

Nesta quinta-feira (24), Flávio gravou uma mensagem direcionada aos eleitores mato-grossenses e pediu votos para Wellington, reforçando publicamente o apoio da direção nacional do partido à candidatura estadual.

Na gravação, Flávio apresentou Wellington como integrante do projeto eleitoral do PL em Mato Grosso e vinculou sua candidatura presidencial à disputa pelo Palácio Paiaguás.

Além de Wellington, Flávio Bolsonaro também pediu apoio ao deputado federal José Medeiros (PL) na disputa pelo Senado, reforçando a composição apresentada pela legenda aos eleitores mato-grossenses.

Apoio nacional ganha espaço na campanha

O gesto ocorre em um momento em que Wellington Fagundes procura ampliar a participação de lideranças nacionais em sua campanha.

Nos últimos dias, o senador recebeu manifestações públicas de apoio de nomes como Rogério Marinho, Sérgio Moro, Bia Kicis e Marcos Pontes, entre outras lideranças ligadas ao campo político do PL.

A estratégia busca apresentar a eleição em Mato Grosso como parte de um projeto político mais amplo da legenda para 2026.

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No vídeo divulgado nesta semana, Flávio Bolsonaro afirmou que o grupo apresentado pelo partido pretende promover mudanças tanto no cenário nacional quanto estadual.

A declaração integra o discurso político da campanha e reforça a tentativa de aproximar a candidatura de Wellington do eleitorado que acompanha o projeto nacional do PL.

Wellington deixa Senado para disputar Governo

Wellington Fagundes exerce mandato de senador por Mato Grosso e teve sua candidatura ao Governo oficializada pelo PL durante convenção estadual realizada neste ano.

Na mesma ocasião, o partido confirmou José Medeiros como candidato ao Senado.

Com isso, a campanha reúne uma situação de destaque no cenário eleitoral: dois senadores do mesmo partido disputam cargos no Executivo, um em âmbito nacional e outro estadual.

Flávio Bolsonaro busca chegar ao Palácio do Planalto, enquanto Wellington Fagundes tenta assumir o comando do Governo de Mato Grosso.

Disputa pelo eleitorado ligado ao PL

O apoio público de Flávio também ganha importância diante da disputa pelo eleitorado identificado com o PL e com o grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Em Mato Grosso, diferentes lideranças vêm buscando consolidar espaço dentro desse campo político, especialmente na reta final da campanha.

A manifestação de Flávio Bolsonaro em favor de Wellington torna mais clara a posição adotada pelo candidato presidencial dentro da disputa estadual.

A estratégia procura criar uma identificação direta entre as candidaturas do partido em nível nacional e estadual.

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Bolsonaro já havia apoiado Wellington

A aproximação de Wellington com o núcleo nacional do PL não começou nesta semana.

Ao longo do período pré-eleitoral, o senador mato-grossense divulgou manifestações de apoio recebidas do ex-presidente Jair Bolsonaro para sua candidatura ao Governo.

Segundo declarações feitas anteriormente por Wellington, Bolsonaro defendia uma candidatura alinhada dentro do mesmo campo político em Mato Grosso, envolvendo Wellington na disputa pelo Governo e José Medeiros na corrida ao Senado.

Agora, na reta final da campanha, Flávio Bolsonaro reforça essa posição ao pedir diretamente o voto dos eleitores mato-grossenses.

Campanha entra nos últimos dias

Com a aproximação da votação, os candidatos intensificam agendas, reuniões, vídeos, visitas ao interior e participação de lideranças nacionais.

Para Wellington Fagundes, o apoio explícito de Flávio Bolsonaro passa a ocupar espaço importante na estratégia eleitoral, especialmente entre eleitores que acompanham o projeto nacional do PL.

Ao mesmo tempo, a disputa pelo Governo de Mato Grosso segue envolvendo diferentes candidaturas, propostas e grupos políticos.

O movimento desta semana, porém, deixa clara a estratégia adotada pelo Partido Liberal nesta fase final da eleição: aproximar as campanhas de Flávio Bolsonaro à Presidência e de Wellington Fagundes ao Governo de Mato Grosso, apresentando ambas como integrantes de um mesmo projeto político para 2026.

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