Política Nacional
Michelle deixa comando do PL Mulher para cuidar de Jair Bolsonaro após prisão domiciliar

A primeira-dama Michelle Bolsonaro discursa em libras (linguagem de sinais destinada à comunidade surda) no Parlatório do Palácio do Planalto, antes do pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro.
Ex-primeira-dama afirma que decisão foi tomada em conjunto com o marido e ocorre em meio a desgaste interno no partido e dias após atrito público com Flávio Bolsonaro
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro anunciou que deixará a presidência do PL Mulher, cargo que ocupava desde o início de 2023. A decisão foi comunicada ao presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, durante uma reunião realizada na tarde desta terça-feira (30).
Em comunicado, Michelle afirmou que a saída do comando do segmento feminino do partido foi motivado pela necessiade de dedicar-se integralmente à família, especialmente aos cuidados do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar após condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF), e da filha do casal.
“Após muito refletir com o meu marido sobre o momento em que estamos vivendo em nossa família, reuni-me com o Presidente do Partido Liberal na tarde de hoje e lhe comuniquei a minha decisão de deixar a Presidência do PL Mulher para me dedicar, integralmente, aos cuidados para com o meu marido e minha filha”, afirmou.
A saída acontece em um momento de tensão dentro do PL. Na semana passada, Michelle tornou público um desentendimento com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ao publicar um vídeo em que afirmou ter recebido uma “punhalada” no ano passado e expôs divergências com o filho mais velho do ex-presidente.
Após a repercussão da declaração, Flávio Bolsonaro pediu desculpas publicamente à ex-primeira-dama, em um movimento interpretado como tentativa de reduzir o desgaste e reforçar a unidade entre integrantes da família Bolsonaro e do partido.
Nacional
Pesquisa BTG/Nexus mostra empate de Lula com Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado no 2º turno

Pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (3) aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança da disputa pela Presidência da República, tanto no primeiro quanto no segundo turno das eleições de 2026. Apesar da vantagem numérica, os cenários apresentados pelo levantamento configuram empate técnico dentro da margem de erro.
Este é o primeiro levantamento realizado após as convenções partidárias que oficializaram as candidaturas dos principais concorrentes à Presidência.
No cenário de primeiro turno, Lula aparece com 41% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) registra 37%. Em relação à pesquisa anterior, divulgada em 27 de julho, o presidente perdeu um ponto percentual, enquanto o parlamentar ganhou quatro pontos.
Com isso, a diferença entre os dois caiu de nove para quatro pontos percentuais, menor distância registrada entre ambos desde abril na série histórica do instituto. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, o resultado configura empate técnico.
Nos cenários simulados de segundo turno, Lula também aparece numericamente à frente, mas dentro da margem de erro em duas disputas. Contra Flávio Bolsonaro, o petista soma 46% das intenções de voto, enquanto o adversário alcança 45%. No levantamento anterior, o placar era de 47% a 43%.
Já em uma eventual disputa com o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), Lula registra 46%, contra 42% do adversário. Na pesquisa anterior, os dois apareciam com 45% e 43%, respectivamente.
O presidente mantém vantagem mais confortável sobre o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), com 46% contra 40%. No levantamento anterior, o cenário era de 46% para Lula e 42% para Zema.
Em uma disputa contra Renan Santos, líder do Movimento Brasil Livre (MBL) e candidato pelo partido Missão, Lula aparece com 47% das intenções de voto, enquanto o adversário registra 37%. Na pesquisa anterior, o cenário era de 47% a 39%.
O levantamento também mostra empate entre Lula e Flávio Bolsonaro no índice de rejeição. Ambos aparecem com 49%. Em comparação com a pesquisa anterior, a rejeição ao presidente aumentou um ponto percentual, enquanto a do senador recuou na mesma proporção.
Os demais candidatos registraram os seguintes índices de rejeição:
Ronaldo Caiado (PSD): 29%;
Romeu Zema (Novo): 31%;
Renan Santos (Missão): 28%.
A pesquisa também mediu a avaliação do governo federal. Segundo o levantamento, 47% dos entrevistados aprovam a gestão de Lula, enquanto 48% desaprovam o governo, resultado que também configura empate técnico dentro da margem de erro.
Na avaliação qualitativa da administração federal, 37% classificam o governo como “ótimo ou bom”, 43% consideram a gestão “ruim ou péssima” e 18% a avaliam como “regular”.
O levantamento ouviu 2.002 eleitores entre os dias 31 de julho e 2 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa BTG Pactual/Nexus está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-02874/2026.
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