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Política Nacional

Gilmar Mendes não deixa barato e reabte Moraes apóe ele dizer que agronegócio de SP é superior a MT

Nesta quarta-feira, 17, durante sessão do STF, no julgamento das ações que discutem a constitucionalidade da concessão de isenções fiscais a agrotóxicos, ministro Alexandre de Moraes fez uma provocação ao colega Gilmar Mendes ao comentar o estágio de desenvolvimento do agronegócio no Mato Grosso, Estado de origem do decano da Corte.

Na sequência, Gilmar respondeu à provocação e apresentou dados para destacar o desempenho de seu Estado natal na produção agrícola nacional.

Segundo Moraes, a região ainda não apresenta o mesmo perfil agrícola do interior de São Paulo, referência tradicional do setor no país.

“Ministro Gilmar Mendes, que é de uma área do agronegócio de Mato Grosso….não chega a ser o agronegócio do interior de São Paulo, mas está em evolução”, brincou.

Na sequência, Moraes mencionou o ministro Cristiano Zanin, natural de Piracicaba/SP – tradicional polo do agronegócio paulista – e fez referência a outras cidades do interior do Estado associadas à atividade agrícola.

Moraes afirmou que, com a manutenção das isenções tributárias concedidas aos agrotóxicos, o agronegócio do Mato Grosso poderia alcançar o mesmo patamar das regiões paulistas citadas, dirigindo-se novamente a Gilmar Mendes:

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“Com a isenção dos agrotóxicos, talvez chegue lá.”

Em resposta, Gilmar Mendes afirmou que traria dados para “pontuar a liderança do Estado de Mato Grosso no que diz respeito à produção de alimentos”.

Moraes, então, questionou se as informações constavam nos autos do processo, ao que Gilmar respondeu tratar-se de dados do IBGE.

A réplica veio em tom irônico: “É o Data Gilmar”.

Na sequência, Gilmar detalhou que Mato Grosso superou a marca de 100 milhões de toneladas na safra de 2024, consolidando-se como líder nacional, seguido pelo Paraná, com cerca da metade desse volume.

Acrescentou que, no ranking por Estados, São Paulo aparece em sétimo lugar na produção agrícola, embora concentre forte produção industrial.

Também citou o desempenho de Estados como Maranhão e Piauí e destacou que o município de Diamantino – sua cidade natal – figura entre os dez maiores produtores do país.

Ao retomar a palavra, Moraes afirmou que parabenizava o Estado do Mato Grosso, mas ponderou que São Paulo lidera as exportações agropecuárias em termos totais, considerando cadeias como o complexo sucroalcooleiro, suco de laranja, carnes e soja.

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Em seguida, remediou a brincadeira:

“Na verdade, o Brasil é um só e se complementa, e não tenho nenhuma dúvida de que, nessa questão do agronegócio, o Mato Grosso dá lição a todos nós.”

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Pesquisa BTG/Nexus mostra empate de Lula com Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado no 2º turno

Pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (3) aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança da disputa pela Presidência da República, tanto no primeiro quanto no segundo turno das eleições de 2026. Apesar da vantagem numérica, os cenários apresentados pelo levantamento configuram empate técnico dentro da margem de erro.

Este é o primeiro levantamento realizado após as convenções partidárias que oficializaram as candidaturas dos principais concorrentes à Presidência.

No cenário de primeiro turno, Lula aparece com 41% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) registra 37%. Em relação à pesquisa anterior, divulgada em 27 de julho, o presidente perdeu um ponto percentual, enquanto o parlamentar ganhou quatro pontos.

Com isso, a diferença entre os dois caiu de nove para quatro pontos percentuais, menor distância registrada entre ambos desde abril na série histórica do instituto. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, o resultado configura empate técnico.

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Nos cenários simulados de segundo turno, Lula também aparece numericamente à frente, mas dentro da margem de erro em duas disputas. Contra Flávio Bolsonaro, o petista soma 46% das intenções de voto, enquanto o adversário alcança 45%. No levantamento anterior, o placar era de 47% a 43%.

Já em uma eventual disputa com o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), Lula registra 46%, contra 42% do adversário. Na pesquisa anterior, os dois apareciam com 45% e 43%, respectivamente.

O presidente mantém vantagem mais confortável sobre o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), com 46% contra 40%. No levantamento anterior, o cenário era de 46% para Lula e 42% para Zema.

Em uma disputa contra Renan Santos, líder do Movimento Brasil Livre (MBL) e candidato pelo partido Missão, Lula aparece com 47% das intenções de voto, enquanto o adversário registra 37%. Na pesquisa anterior, o cenário era de 47% a 39%.

O levantamento também mostra empate entre Lula e Flávio Bolsonaro no índice de rejeição. Ambos aparecem com 49%. Em comparação com a pesquisa anterior, a rejeição ao presidente aumentou um ponto percentual, enquanto a do senador recuou na mesma proporção.

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Os demais candidatos registraram os seguintes índices de rejeição:

Ronaldo Caiado (PSD): 29%;

Romeu Zema (Novo): 31%;

Renan Santos (Missão): 28%.

A pesquisa também mediu a avaliação do governo federal. Segundo o levantamento, 47% dos entrevistados aprovam a gestão de Lula, enquanto 48% desaprovam o governo, resultado que também configura empate técnico dentro da margem de erro.

Na avaliação qualitativa da administração federal, 37% classificam o governo como “ótimo ou bom”, 43% consideram a gestão “ruim ou péssima” e 18% a avaliam como “regular”.

O levantamento ouviu 2.002 eleitores entre os dias 31 de julho e 2 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa BTG Pactual/Nexus está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-02874/2026.

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