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Política Nacional

Trump não foi “bonzinho” com o Brasil: Blairo Maggi diz que tarifaço agravou inflação e puniu o povo americano

O ex-governador e ex-ministro da Agricultura, Blairo Maggi, fez uma análise direta e contundente sobre os impactos do tarifaço imposto pelo governo Donald Trump sobre produtos estrangeiros. Segundo ele, a política que tentou transformar os Estados Unidos em uma economia mais protegida e menos dependente de importações acabou produzindo o efeito contrário ao esperado: a inflação subiu, os alimentos ficaram mais caros e quem pagou essa conta foi o cidadão americano. Maggi classificou o movimento como um tiro no pé, afirmando que a economia interna americana sofreu com o aumento artificial dos preços, especialmente no setor de alimentação, onde o Brasil é um dos principais fornecedores.

De acordo com Blairo Maggi, o tarifaço não trouxe prejuízos relevantes ao Brasil e tampouco ao agronegócio de Mato Grosso. A imposição de barreiras comerciais não afetou o fluxo de exportações brasileiras como se esperava à época da medida. “Em termos de Brasil, amenizou muito. Em termos de Mato Grosso, não teve muita influência porque não judiou muito quando foram criadas essas tarifas”, explicou ele ao analisar os efeitos da política de Trump sobre a balança comercial.

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Recentemente, Maggi esteve nos Estados Unidos e observou de perto a realidade do setor alimentício no país, que enfrenta forte pressão inflacionária. Para ele, a medida adotada por Trump não teve qualquer objetivo de beneficiar o Brasil ou flexibilizar o comércio exterior com o país. Ao contrário, foi uma reação interna diante da alta nos preços. “A inflação lá, de fato, pegou. Pegou e pegou na alimentação, onde o Brasil fornece bastante coisa para eles. Essa solução de redução das tarifas, não creio que Trump fez para agradar o Brasil, não. Ele fez para poder agradar a população interna dele que está com a inflação bastante alta”, avaliou.

Maggi destacou ainda que o mercado internacional é soberano e costuma corrigir distorções quando governos tentam intervir com medidas protecionistas ou decretos que vão contra as regras naturais da economia. Para ele, a disparada nos preços é consequência direta desse tipo de ação, e não resultado de falhas diplomáticas ou de acordos internacionais. “Não tenho dúvida nenhuma de que a alta dos preços nos Estados Unidos fez com que o governo americano olhasse para esse negócio e falasse: espera aí, a população daqui está pagando um preço que não devia estar pagando”, afirmou.

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A avaliação do ex-ministro desmonta a tese de que o tarifaço teria fortalecido a economia americana ou prejudicado o Brasil. Ao contrário, segundo ele, o país seguiu exportando normalmente e a produção do agronegócio continuou forte. Já os Estados Unidos enfrentaram um cenário de inflação elevada e alimentos com preços recordes. Para Maggi, Trump não foi bonzinho nem fez concessões ao Brasil. Apenas respondeu à pressão do próprio mercado e do bolso do eleitor americano.

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Política

Lula e Flávio Bolsonaro participam de eventos em Mato Grosso no mesmo dia

Os dois principais candidatos à presidência deverão estar, no mesmo dia, em Mato Grosso. Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tentará a reeleição, e o senador Flávio Bolsonaro (PL) cumprirão agendas no estado no próximo dia 20.

Lula estará na inauguração do Terminal Ferroviário da Rumo, no entorno da BR-070, município de Dom Aquino. A solenidade marca a entrega da primeira etapa da ferrovia estadual que, quando pronta, ligará os municípios de Rondonópolis a Lucas do Rio Verde. A inauguração estava marcada para o próximo dia 19, mas foi alterada justamente para que Lula pudesse participar do evento.

O novo terminal terá capacidade para movimentar até 10 milhões de toneladas de grãos por ano, ampliando a capacidade logística do Estado e reduzindo a dependência do transporte rodoviário. Apenas nesta primeira etapa foram investidos R$ 5 bilhões.

Já a vinda de Flávio foi confirmada pelo próprio senador, que participará de mais uma edição a Marcha para Jesus, evento voltado ao público evangélico, realizado em Cuiabá. Os organizadores do ato, que será realizado na tarde do dia 20, também confirmaram a presença de diversos políticos mato-grossenses de direita. (RD News)

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