Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Política

Hemodiálise: Saiba o que aconteceu na Audiencia Pública para implantação do Centro Nefrológico de Nova Mutum

No dia 19 de fevereiro de 2026, às 18h15min, no Plenário da Câmara Municipal de Nova Mutum, Estado de Mato Grosso, foi realizada a Audiência Pública nº 001/2026, convocada para debater a possível implantação de uma clínica de hemodiálise no município.

A sessão foi presidida pelo Vereador Ricardo Schneider, autor da propositura, ladeado pelo Presidente da Câmara, Vereador Lucas Badan.

Ao abrir os trabalhos, o Presidente Lucas Badan saudou os presentes e, em nome de Deus, destacou a relevância do tema para o município, especialmente para os pacientes que necessitam de hemodiálise e que atualmente precisam se deslocar para outras cidades em busca de tratamento. Declarou, então, oficialmente instalada a audiência.

Na sequência, o Vereador Ricardo Schneider ressaltou a importância da implantação da clínica para garantir dignidade, conforto e qualidade de vida aos pacientes renais crônicos.

O Dr. Vitor Carlos Souza Vieira, médico nefrologista, apresentou explanação técnica acerca das exigências estruturais, operacionais e médicas necessárias para a oferta segura e eficaz dos tratamentos de hemodiálise.

Leia Também:  Dilmar vê dificuldades para se eleger em 2026 e cobra posicionamento de Mauro Mendes

Durante os debates, a Secretária de Saúde de Diamantino, Sra. Adélia Maria dos Santos, informou que atualmente 22 pacientes daquele município realizam hemodiálise e manifestou apoio à implantação da clínica em Nova Mutum.

O Prefeito de São José do Rio Claro, Sr. Levi Ribeiro, também destacou a relevância regional do projeto, considerando os pacientes em tratamento.

O Deputado Estadual Gilberto Moacir Cattani esclareceu sobre emenda anteriormente destinada pela saudosa Deputada Federal Amália Barros, no valor de R$ 1.700.000,00, originalmente para asfaltamento no Pontal do Marape, informando que há articulação para viabilizar a transferência do recurso para a saúde de Nova Mutum.

Questionado sobre os custos, o Dr. Vitor estimou despesa mensal aproximada de R$ 350.000,00 (trezentos e cinquenta mil reais) para manutenção dos serviços.

Representando a Secretaria Estadual de Saúde, Fabiana Cristina da Silva Bardi, por meio virtual, explicou a atuação do Estado nas clínicas em funcionamento e afirmou que, cumpridos os critérios da Portaria nº 1.675/2018 do Ministério da Saúde, não há objeção à implantação da unidade.

Leia Também:  Homem em Hilux é perseguido e assassinado na porta de casa

Também manifestaram apoio o Dr. Wesley, representando o Hospital Hilda Strenger Ribeiro, e a Sra. Eliziane Delamea, da Secretaria Municipal de Saúde de Nova Mutum. Diversas autoridades anunciaram destinação de recursos, entre elas os Deputados Estaduais Faissal Jorge Calil Filho, Gilberto Moacir Cattani e Dr. João José de Matos, além dos Deputados Federais José Antônio Medeiros e Nelson Ned Previdente.

Por ligação telefônica, o Senador Wellington Antônio Fagundes reafirmou compromisso com emenda para a implantação, e a Deputada Estadual Janaina Riva também declarou apoio.

Vereadores de Nova Mutum, São José do Rio Claro e Diamantino destacaram a importância do serviço para evitar deslocamentos e assegurar tratamento contínuo e humanizado.

O público presente pôde se manifestar com questionamentos e sugestões, todos devidamente registrados.

Encerradas as deliberações, às 20h40min, o Presidente agradeceu a participação de todos e reforçou o compromisso do Legislativo com a transparência e a participação popular. Determinou-se a lavratura da presente ata, ficando registrado que esta síntese resume a audiência, permanecendo o conteúdo integral disponível em suporte próprio.

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Política

TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.

O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.

No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.

Leia Também:  MP-SP denuncia Lula por lavagem de dinheiro e falsidade ideológica

A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.

Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.

Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.

A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.

Leia Também:  Funcionário da Amaggi desaparece ao sair para visitar cliente em Diamantino/MT

Fonte Folhamax

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

polícia

política

Cidades

ESPORTES

Saúde

É Direito

MAIS LIDAS DA SEMANA