Política
Dilmar vê dificuldades para se eleger em 2026 e cobra posicionamento de Mauro Mendes
O deputado estadual e líder do governo na Assembleia Legislativa, Dilmar Dal Bosco (União), cobrou “presença” do presidente da sigla, o governador Mauro Mendes (União), nas articulações do União Brasil voltadas à formação das chapas proporcionais para as eleições de 2026.

Com a oficialização da federação com o Progressistas, o parlamentar demonstrou preocupação com o afunilamento da disputa e defendeu maior atuação dos líderes partidários diante do novo cenário. Em entrevista a jornalistas nesta terça-feira (3), afirmou:
“Tem que ter aí uma presença do governo. O governador Mauro Mendes é o presidente do nosso partido, do senador Jayme Campos, que é senador e vice-presidente do partido. Acho que nós temos que fazer uma composição boa para ver como que fica o União Brasil com a vinda do Progressista e como que vai ficar a eleição de 2026.”
A fala está em sintonia com as cobranças feitas pelo também deputado estadual Júlio Campos (União), que critica a “inatividade” do diretório regional. Atualmente, entre os 24 parlamentares da Assembleia Legislativa, apenas Janaina Riva (MDB) já sinalizou pretensão de disputar o Senado.
A maioria, porém, busca a reeleição, o que aumenta a concorrência dentro da nova federação.
Atualmente, o União Brasil conta com quatro deputados estaduais: Dilmar, Júlio, Eduardo Botelho e Sebastião Rezende, além de Paulo Araújo (PP), agora integrado ao grupo por conta da federação. Com cinco nomes buscando a reeleição, o diretório precisará articular uma estratégia eficaz para manter os atuais mandatos e ainda abrir espaço para novas filiações dentro da própria sigla.
Diante do cenário, alguns parlamentares cogitam migrar de partido, enquanto pré-candidatos evitam o União Brasil, por considerarem que a legenda já está “abarrotada” e exigirá esforço redobrado para alcançar o coeficiente eleitoral necessário que abranja todos os nomes.
“Então, nós temos que ver como que faz uma composição para a disputa do Pleito Eleitoral de 2026. Nós temos vários partidos que podem acolher alguns parlamentares que estão hoje no mandato”, destacou Dilmar.
Vale lembrar que, a partir de 2026, a Assembleia Legislativa passará a contar com mais três cadeiras, totalizando 27. Mesmo com o aumento, a disputa promete ser acirrada.
Presidente regional
Mauro Mendes, que busca candidatura ao Senado, já foi diversas vezes questionado pela imprensa quanto aos rumos que o União Brasil deverá tomar no ano que vem. Todavia, o presidente prefere não se aprofundar no assunto em meio durante as entrevistas, sob a justificativa de que “eleição deve ser tratada em ano eleitoral”.
Política
TJMT condena Cattani a indenizar associação LGBTQIA+ e publicar retratação

A Quarta Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso condenou o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) ao pagamento de R$ 20 mil por danos morais, além da obrigação de publicar uma retratação em seu perfil no Instagram. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de recurso movido pela associação MT Queer.
O colegiado seguiu, de forma unânime, o voto do desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, que divergiu inicialmente da relatora Serly Marcondes Alves. Em primeira instância, a entidade havia tido o pedido negado, cenário que se repetiu em decisão inicial no próprio tribunal. No entanto, após pedido de vista, Rubens apresentou voto favorável à associação, posteriormente acompanhado pela relatora, consolidando o entendimento unânime da Câmara.
No voto, o desembargador destacou que o parlamentar possui histórico de manifestações consideradas polêmicas e apontou que, neste caso, houve extrapolação dos limites da atuação política. Segundo ele, as declarações não configuram exercício legítimo da função parlamentar, mas sim conteúdo discriminatório. “É nítido que o tom adotado não se caracteriza como crítica administrativa ou política, mas revela conteúdo de segregação e preconceito”, afirmou.
A ação tem origem em um vídeo publicado por Cattani em novembro de 2023, no qual ele criticava um curta-metragem produzido pela MT Queer. O material retratava a relação afetiva entre dois jovens e, segundo o deputado, estaria “incentivando” comportamentos entre estudantes. A interpretação foi contestada pela entidade, que acionou a Justiça alegando discurso discriminatório.
Para o relator do voto vencedor, o caso não se enquadra na proteção da imunidade parlamentar. Ele classificou a conduta como manifestação de “intolerância odiosa”, ressaltando que não há nexo funcional que justifique o conteúdo das declarações no âmbito do exercício do mandato.
Além da indenização, que será acrescida de juros e correção monetária, o deputado deverá publicar uma retratação em sua conta no Instagram por, no mínimo, 15 dias. O descumprimento poderá gerar multa diária de R$ 1 mil.
A decisão, proferida em segunda instância, ainda pode ser alvo de recursos. Caso seja mantida até o trânsito em julgado, o caso poderá ter desdobramentos na esfera eleitoral, com eventual análise à luz da Lei da Ficha Limpa, dependendo do entendimento sobre eventual incitação ao ódio e suas implicações jurídicas.
Fonte Folhamax
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