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Tecnologia

Menos burocracia, mais consulta: como a tecnologia pode devolver horas ao médico em 2026

Com automação total da documentação clínica, healthtech brasileira aposta em inteligência artificial para reduzir o burnout médico e transformar a experiência da consulta

A sobrecarga burocrática é hoje um dos principais fatores de desgaste na rotina médica. Entre prontuários, prescrições, cliques em sistemas e tarefas administrativas, muitos profissionais chegam a passar mais tempo digitando do que conversando com seus pacientes. Esse cenário tem impacto direto na qualidade do atendimento e está no centro de um problema crescente: o burnout médico, reconhecido pela Organização Mundial da Saúde como um fenômeno ocupacional.

É nesse contexto que a tecnologia surge como aliada estratégica. Soluções baseadas em inteligência artificial vêm sendo desenvolvidas para reduzir drasticamente o tempo gasto com documentação clínica, permitindo que o médico volte a concentrar sua atenção no paciente. A projeção para 2026 é que a automação deixe de ser um diferencial e passe a ser uma necessidade para a sustentabilidade da prática médica.

Pensando nesse desafio, surge a Mediccos, healthtech brasileira que desenvolveu um sistema capaz de automatizar a organização dos registros clínicos sem interferir na decisão médica. A startup recebeu recentemente um aporte de R$ 4 milhões e mira ampliar o acesso de médicos a ferramentas de automação que reduzam a burocracia e aumentem a eficiência do atendimento.

A proposta da Mediccos é atuar como um assistente administrativo inteligente. Durante a consulta, o médico continua responsável por todo o raciocínio clínico: ele define o diagnóstico, informa o nome da medicação e a posologia, e conduz a consulta normalmente. A inteligência artificial apenas organiza essas informações, mesmo quando são ditadas de forma livre e não estruturada, transformando a fala do profissional em prontuário e prescrição formalizados.

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O funcionamento é simples. Basta abrir o paciente agendado e acionar o microfone uma única vez. A partir daí, o sistema registra o que o médico diz, estrutura os dados e gera, em segundos, o prontuário e a prescrição assinados digitalmente, prontos para serem impressos ou enviados ao paciente em PDF. Todo o processo é integrado ao WhatsApp do médico, onde também é possível manter o contato da Mediccos fixado e utilizar o canal para envio das prescrições.

Segundo o Dr. João Ladeia, médico e porta-voz da Mediccos, a criação da solução nasceu de uma experiência pessoal com o esgotamento profissional. “Eu vivia um burnout diário. Terminava o dia exausto não pelas consultas, mas pelo volume de digitação e burocracia. A ideia nunca foi criar uma inteligência artificial que decide pelo médico, mas uma ferramenta que organiza tudo aquilo que o médico já decidiu”, afirma.

De acordo com ele, o impacto na rotina é significativo. “Dependendo da consulta, economizo mais de 80% do tempo que antes era gasto digitando prontuário e receita. Uma prescrição complexa podia levar até dez minutos para ser escrita. Hoje, é o tempo de ouvir o paciente e falar exatamente o que quero prescrever. A tecnologia só transforma isso em documento”, explica.

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A simplicidade de uso é um dos diferenciais do sistema. Ele foi desenhado para se adaptar à dinâmica da consulta, sem exigir mudanças no comportamento do médico ou longos treinamentos. “O médico fala, decide e prescreve. A IA apenas organiza, padroniza e registra. Isso muda completamente a experiência da consulta, que volta a ser um momento de conversa e atenção ao paciente”, destaca Ladeia.

Além da economia de tempo, a automação contribui para maior padronização dos registros clínicos, redução de erros manuais e melhor organização das informações, aspectos essenciais em um cenário de digitalização crescente da saúde.

Para 2026, a expectativa é que soluções desse tipo deixem de ser vistas apenas como ferramentas de produtividade e passem a ser reconhecidas como instrumentos de cuidado também com o profissional. “Quando tiramos a burocracia da frente, o médico consegue ser mais humano. A tecnologia não substitui o julgamento clínico, ela devolve ao médico o tempo de cuidar”, conclui o Dr. João Ladeia.

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Mato Grosso

Governador vistoria obra do Parque Tecnológico: “Será um novo ciclo de desenvolvimento para VG”


Complexo está com 98% das obras concluídas e entra na fase final de instalação de equipamentos e mobiliário

O governador Otaviano Pivetta vistoriou, nesta terça-feira (12.5), as obras do Parque Tecnológico de Mato Grosso, localizado na região do Chapéu do Sol, em Várzea Grande. O empreendimento está na reta final, com 98% da obra concluída, e entra agora na fase de instalação de equipamentos e mobiliário.

Durante a visita, o governador destacou que o Parque Tecnológico marca uma nova etapa para o desenvolvimento econômico e tecnológico, com integração entre universidades, setor produtivo e formação de mão de obra qualificada.

“Esse espaço vai marcar um novo ciclo para Várzea Grande e para Mato Grosso. Aqui nós vamos aproximar universidades, empresas, tecnologia e qualificação profissional. É o Estado cumprindo a sua obrigação de criar oportunidades e melhorar a vida das pessoas”, afirmou.

Com investimento de R$ 25 milhões, o complexo foi estruturado para receber empresas de base tecnológica, startups, centros de pesquisa e ambientes de inovação, integrando governo, universidades e iniciativa privada.

A expectativa é de que o Parque Tecnológico atraia até R$ 500 milhões em investimentos privados nos próximos anos, além da geração de pelo menos mil empregos diretos altamente qualificados, podendo alcançar até 3 mil empregos diretos e indiretos.

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“Já estamos avançando nas parcerias e na atração de empresas. A ideia é transformar esse espaço em um ambiente vivo de conhecimento, tecnologia e oportunidades para o povo mato-grossense”, disse o governador.

Em parceria com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), o Governo do Estado já investiu cerca de R$ 2,5 milhões na implantação de laboratórios e aquisição de equipamentos de alta performance voltados à pesquisa e desenvolvimento tecnológico.

Durante a agenda, a prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, informou que vai encaminhar à Câmara Municipal um projeto para redução do ISSQN (Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza) para ampliar a competitividade do município e atrair novos investimentos ligados à inovação e tecnologia.

A vistoria contou com a presença do deputado estadual Fábio Tardim, dos secretários de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, Dimorvan Brescansin, de Infraestrutura, Marcelo de Oliveira, da secretária de Educação, Flávia Emanuelle, e do presidente da Fapemat, Marcos de Sá, além de vereadores e secretários municipais.

Estrutura do Parque Tecnológico

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Com área total de 80 hectares e cerca de 98% das obras concluídas, o Parque Tecnológico já teve executadas obras de pavimentação, drenagem, iluminação pública, rede de esgotamento sanitário, acessos internos, acabamento e pintura.

O espaço foi planejado para integrar tecnologia, pesquisa, inovação, qualificação profissional e desenvolvimento econômico em um mesmo ambiente

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