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Saúde

Uso inadequado de antibióticos deixa as bactérias mais fortes e diminui a eficácia do remédio

Algumas pessoas usam antibióticos com qualquer dor de garganta, mas essa prática é perigosa porque se exagerar no uso, na hora que a pessoa precisar, o remédio pode não fazer efeito. Com o tempo, essas bactérias aprendem como o antibiótico funciona e passam a se tornar mais resistentes. Elas se multiplicam e as bactérias descendentes já nascem resistentes aos antibióticos também. Por isso a importância de só usar o remédio com prescrição médica.

Trilhões de bactérias circulam no corpo humano. Estão na pele, em todos os órgãos. Elas só provocam doenças se a pessoa fica e com a imunidade baixa. Quando a gente toma antibiótico, todas as bactérias, boas e ruins, diminuem. As mais frágeis (bactérias sensíveis) morrem primeiro; e outras bactérias podem se tornar resistentes ao medicamento.

Com o uso inadequado de antibiótico, pode ocorrer um processo de ‘seleção’: enquanto as bactérias ‘sensíveis’ são eliminadas a partir desse contato, as ‘resistentes’ permanecem e se multiplicam. As bactérias resistentes são aquelas difíceis de combater, pois não morrem com um ou vários tipos de antibiótico.

Os antibióticos devem ser usados apenas no tratamento de infecções bacterianas, de acordo com prescrição médica, e sua eficácia está diretamente relacionada ao agente causador da infecção. Nem todos os antibióticos são adequados para uma mesma infecção. Doenças que podem ser tratadas com antibiótico: infecções causadas por bactérias; pneumonia bacteriana; otite; sinusite e amigdalite. Resfriado, dor de garganta e gripe não devem ser tratados com antibióticos.

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Erros graves e comuns que as pessoas cometem ao tomar antibióticos:

  • tomar antibiótico para prevenir infecção;
  • tomar antibiótico para evitar que a gripe seja muito forte;
  • tomar antibiótico para evitar que a gripe evolua para pneumonia;
  • achar que a sinusite é viral;
  • tomar antibiótico que sobrou em casa, sem orientação médica;
  • parar de tomar o antibiótico antes do término do tratamento.

TEMPO DE USO
Hoje em dia os médicos orientam o uso de antibiótico por menos tempo, pois estudos mostram que eles podem ter a mesma resposta se usados por longo período. Em alguns casos de infecção urinária, costumava-se fazer o tratamento por 10 a 17 dias. Hoje baixou para três a cinco dias. Infecções abdominais eram tratadas por 14 dias. Hoje são cinco dias. O tempo de uso do antibiótico é suficiente quando ele mata as bactérias que causaram a doença e que estão se multiplicando em maior número, mas que mata muitas bactérias que colonizam o nosso corpo e que são importantes para o equilíbrio do organismo.

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A dica para evitar o excesso de antibiótico é manter o sistema de defesa bom, o que é possível com alimentação saudável e um sono restaurador. Tomar as vacinas do calendário também são medidas importantes para diminuir o uso de antibiótico. Em países desenvolvidos, a orientação é, em casos de infecções, observar os sintomas por 48 horas e só fazer uso do antibiótico, se eles piorarem.

COMO AS SUPERBACTÉRIAS SE FORMAM?
O uso exagerado de antibióticos faz com que as bactérias fiquem mais fortes. Existem três mecanismos para a formação das superbactérias: tem bactérias que criam uma parede espessa que impede a entrada do antibiótico; outras bactérias permitem que o antibiótico entre, mas enzimas produzidas por ela inativam a ação do antibiótico. O antibiótico entra, mas não consegue matá-la, e outras em que o antibiótico entra e a bactéria “cospe” o medicamento para fora.

Bem Estar

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Saúde

MT deve registrar 520 novos casos de câncer colorretal por ano até 2028

O mês de março é tomado pela cor azul-marinho com o objetivo de alertar toda a sociedade para o câncer colorretal (intestino e reto), um dos tumores mais incidentes e uma das maiores taxas de mortalidade do país, que deve registrar 26.270 novos casos da doença por ano no triênio de 2026-2028.

Só em Mato Grosso, são estimados 520 novos casos anuais deste tipo de neoplasia no mesmo período, conforme estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Diante desse cenário, durante o mutirão do “Dia E – Ebserh em Ação”, vinculado ao programa “Agora Tem Especialistas”, do Ministério da Saúde (MS), o Hospital Universitário Júlio Müller, da Universidade Federal de Mato Grosso (HUJM-UFMT), administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), alerta para importância de exames de colonoscopia.

A iniciativa também faz parte do “Março Azul-Marinho”, uma campanha de conscientização sobre a prevenção e o combate ao câncer colorretal. Durante o mutirão, realizado neste dia 21, caso seja identificada alguma doença durante os exames, os pacientes passam a ser acompanhados pelo serviço de coloproctologia.

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“Realizamos uma consulta de triagem no dia do mutirão e depois realizaremos consulta dando o feedback sobre o resultado do exame e seguimento”, disse a residente R5 de Coloproctologia, Maristella Nery.

O QUE É – O câncer colorretal é um tumor maligno que se desenvolve no intestino grosso (cólon) e no reto. Atualmente, já figura como o segundo tipo de tumor mais frequente entre homens e mulheres no Brasil, quando excluídos os casos de câncer de pele não melanoma.

Coloproctologista Mardem Machado de Souza, do HUJM-UFMT, alerta que a associação de sangramento nas fezes e alterações no hábito intestinal é o alerta mais comum. No entanto, dores abdominais, perda de peso, anemia e sensação de evacuação incompleta também devem ser investigadas. “Quanto mais cedo se diagnostica, menor o risco de disseminação do tumor e maiores as chances de oferecer um tratamento efetivo e definitivo, com elevadas taxas de cura”, frisou.

O especialista informa ainda que, embora existam métodos como a pesquisa de sangue oculto nas fezes e exames parciais do intestino, a colonoscopia é considerada o exame mais completo para detecção do câncer colorretal. O procedimento permite avaliar todo o intestino grosso, retirar lesões precursoras, biopsiar tumores e até retirar lesões malignas iniciais.

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Também a maioria dos cânceres do intestino grosso e reto surge a partir de pólipos adenomatosos, que se assemelham a pequenas verrugas e podem evoluir para câncer após sete a dez anos, caso ocorram alterações genéticas.

As diretrizes internacionais recomendam o início do rastreamento a partir dos 45 anos para pessoas sem fatores de risco. Para quem possui histórico familiar, o exame é indicado a partir dos 40 anos ou dez anos antes da idade em que o familiar de primeiro grau recebeu o diagnóstico.

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