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Saúde

Sarampo: país tem 2.331 casos confirmados e 10 mil suspeitos

O Brasil tem 2.331 casos confirmados de sarampo e mais de 10 mil em investigação segundo balanço divulgado nesta quarta-feira (28) pelo Ministério da Saúde.

Mais de 98% dos casos, ou seja, 2.299, estão concentrados em 10% das cidades do Estado de São Paulo. A maior incidência da doença ocorre em menores de 1 ano, com 296 casos e incidência de 45 crianças infectadas para cada 100 mil habitantes.

Os demais Estados que registram casos são Rio de Janeiro (12), Pernambuco (5), Santa Catarina (4), Distrito Federal (3), Bahia (1), Paraná (1), Maranhão (1), Rio Grande do Norte (1), Espírito Santo (1), Sergipe (1), Goiás (1) e Piauí (1).

“Os números indicam um platô com pequena tendência de diminuição do número de casos no último mês”, afirmou Wanderson de Oliveira, secretário de Vigilância em Saúde durante a entrevista coletiva a jornalistas.

A Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo confirmou a primeira morte em decorrência do sarampo na cidade de São Paulo nesta quarta-feira (28).R7 A vítima é um homem de 42 anos que nunca havia se vacinado, segundo a pasta.

Trata-se da primeira morte confirmada por sarampo este ano no país até o momento.

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Em São Paulo, onde ocorre o pior surto no momento, a cobertura vacinal atual é de 74% na faixa etária de bebês entre 6 e 11 meses. A menor cobertura foi registrada no Maranhão, de 60%.

“Nossa maior preocupação são as crianças, pois são as mais vulneráveis. Mesmo sendo um dado parcial, a cobertura tem que chegar a 95%”, disse o secretário.

Segundo o Ministério, a proteção da vacina em crianças menores de 1 ano é de 84%, por essa razão a pasta frisa a importância da chamada dose zero, administrada aos 6 meses de idade.

A dose zero não descarta as doses previstas no calendário nacional de vacinação, aos 12 e 15 meses.

Vale ressaltar que a faixa etária de 1 a 4 anos também está sendo afetada pelo surto atual, com 269 casos.

A faixa etária mais afetada em números absolutos é de 20 a 29 anos, com 753 ocorrências, seguida de 30 a 39 anos, com 307, e de 15 a 19, com 291.

Uma campanha de vacinação contra o sarampo está em andamento no Estado de São Paulo até este sábado (31). O público-alvo, de jovens entre 15 e 29 anos e bebês entre 6 meses e 1 ano, não foi modificado apesar da confirmação da morte de um homem de 42 anos em decorrência do sarampo fora dessas faixas etárias, nesta quarta-feira (28).

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O maior risco de complicação do sarampo ocorre, segundo o Ministério, em crianças com carência de vitamina A, gestantes, desnutridos, imunodeprimidos e adultos entre 20 a 29 anos.

O Ministério da Saúde informou que não tem a intenção de iniciar uma campanha nacional de vacinação. “Há um calendário anual de vacinação. Vamos ficar esperando campanha para se vacinar? Não tem sentido”, diz Oliveira.

Segundo a pasta, 1,6 milhão de doses extras da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, foram enviadas aos Estados para garantir a “dose zero” em bebês de 6 a 11 meses. Cerca de 2,9 milhões de crianças ainda não receberam essa dose.

O Brasil está na 13ª posição entre os países com maior incidência de sarampo no mundo, segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde). A incidência é 45 casos a cada 1 milhão de pessoas. Os primeiros são Madagascar, Ucrânia e Georgia.

R7

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Saúde

MT deve registrar 520 novos casos de câncer colorretal por ano até 2028

O mês de março é tomado pela cor azul-marinho com o objetivo de alertar toda a sociedade para o câncer colorretal (intestino e reto), um dos tumores mais incidentes e uma das maiores taxas de mortalidade do país, que deve registrar 26.270 novos casos da doença por ano no triênio de 2026-2028.

Só em Mato Grosso, são estimados 520 novos casos anuais deste tipo de neoplasia no mesmo período, conforme estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Diante desse cenário, durante o mutirão do “Dia E – Ebserh em Ação”, vinculado ao programa “Agora Tem Especialistas”, do Ministério da Saúde (MS), o Hospital Universitário Júlio Müller, da Universidade Federal de Mato Grosso (HUJM-UFMT), administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), alerta para importância de exames de colonoscopia.

A iniciativa também faz parte do “Março Azul-Marinho”, uma campanha de conscientização sobre a prevenção e o combate ao câncer colorretal. Durante o mutirão, realizado neste dia 21, caso seja identificada alguma doença durante os exames, os pacientes passam a ser acompanhados pelo serviço de coloproctologia.

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“Realizamos uma consulta de triagem no dia do mutirão e depois realizaremos consulta dando o feedback sobre o resultado do exame e seguimento”, disse a residente R5 de Coloproctologia, Maristella Nery.

O QUE É – O câncer colorretal é um tumor maligno que se desenvolve no intestino grosso (cólon) e no reto. Atualmente, já figura como o segundo tipo de tumor mais frequente entre homens e mulheres no Brasil, quando excluídos os casos de câncer de pele não melanoma.

Coloproctologista Mardem Machado de Souza, do HUJM-UFMT, alerta que a associação de sangramento nas fezes e alterações no hábito intestinal é o alerta mais comum. No entanto, dores abdominais, perda de peso, anemia e sensação de evacuação incompleta também devem ser investigadas. “Quanto mais cedo se diagnostica, menor o risco de disseminação do tumor e maiores as chances de oferecer um tratamento efetivo e definitivo, com elevadas taxas de cura”, frisou.

O especialista informa ainda que, embora existam métodos como a pesquisa de sangue oculto nas fezes e exames parciais do intestino, a colonoscopia é considerada o exame mais completo para detecção do câncer colorretal. O procedimento permite avaliar todo o intestino grosso, retirar lesões precursoras, biopsiar tumores e até retirar lesões malignas iniciais.

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Também a maioria dos cânceres do intestino grosso e reto surge a partir de pólipos adenomatosos, que se assemelham a pequenas verrugas e podem evoluir para câncer após sete a dez anos, caso ocorram alterações genéticas.

As diretrizes internacionais recomendam o início do rastreamento a partir dos 45 anos para pessoas sem fatores de risco. Para quem possui histórico familiar, o exame é indicado a partir dos 40 anos ou dez anos antes da idade em que o familiar de primeiro grau recebeu o diagnóstico.

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