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Saúde

Preconceito contra a idade afeta as mulheres mais do que sexismo

A Riverter é uma empresa norte-americana de coworking voltada para o público feminino, especialmente as que se aventuram a empreender, cujo objetivo é buscar maior igualdade de chances para elas no ambiente profissional. Mês passado, a organização divulgou o resultado do que chamou de “The Riveter Listening Tour”: uma pesquisa com mais de 1.500 mulheres foi complementada por 100 entrevistas. O tema? Experiências no trabalho, passando por renda, raça, idade, oportunidades no emprego e barreiras impostas à maternidade.

Cerca de metade das entrevistadas até afirmou que, no geral, se sentia satisfeita no trabalho, mas a resposta apenas arranhava a superfície, porque os problemas afloravam algumas respostas depois. Entre eles, a diferença salarial, que é do conhecimento de todos: o “Global Gender Gap Report”, relatório anual produzido pelo Fórum Econômico Mundial, disseca a desigualdade de salários com o sombrio prognóstico de que precisaremos de dois séculos para resolver o problema.

No entanto, o que chamou atenção na pesquisa foi que, para 58% das mulheres ouvidas pela Riveter, todos os aspectos relacionados aos atributos físicos tinham grande peso no ambiente de trabalho. E, das questões vinculadas a este tópico, a idade era o ponto nevrálgico. No grupo acima dos 40 anos, 21% relataram discriminação por causa da idade: tinham menos oportunidades profissionais, detectavam progressiva diminuição de suas responsabilidades e, em muitos casos, eram vítimas de demissões.

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Amy Wilson, fundadora e CEO da Riveter, afirmou em entrevista estar surpreendida com a prevalência do preconceito relacionado à idade – talvez porque ainda não tenha batido na casa dos “enta”. Estudo publicado no começo do ano pelo “Journal of applied social psychology” já mostrara a associação do sexismo no ambiente de trabalho a um sentimento de baixa autoestima e não pertencimento que influencia negativamente a saúde mental das funcionárias. Não custa lembrar que, no Brasil, as mulheres estudam mais, mas têm renda 41,5% menor que os homens, de acordo com o Índice de Desenvolvimento de Gênero divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.

Bem Estar

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Saúde

MT deve registrar 520 novos casos de câncer colorretal por ano até 2028

O mês de março é tomado pela cor azul-marinho com o objetivo de alertar toda a sociedade para o câncer colorretal (intestino e reto), um dos tumores mais incidentes e uma das maiores taxas de mortalidade do país, que deve registrar 26.270 novos casos da doença por ano no triênio de 2026-2028.

Só em Mato Grosso, são estimados 520 novos casos anuais deste tipo de neoplasia no mesmo período, conforme estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Diante desse cenário, durante o mutirão do “Dia E – Ebserh em Ação”, vinculado ao programa “Agora Tem Especialistas”, do Ministério da Saúde (MS), o Hospital Universitário Júlio Müller, da Universidade Federal de Mato Grosso (HUJM-UFMT), administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), alerta para importância de exames de colonoscopia.

A iniciativa também faz parte do “Março Azul-Marinho”, uma campanha de conscientização sobre a prevenção e o combate ao câncer colorretal. Durante o mutirão, realizado neste dia 21, caso seja identificada alguma doença durante os exames, os pacientes passam a ser acompanhados pelo serviço de coloproctologia.

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“Realizamos uma consulta de triagem no dia do mutirão e depois realizaremos consulta dando o feedback sobre o resultado do exame e seguimento”, disse a residente R5 de Coloproctologia, Maristella Nery.

O QUE É – O câncer colorretal é um tumor maligno que se desenvolve no intestino grosso (cólon) e no reto. Atualmente, já figura como o segundo tipo de tumor mais frequente entre homens e mulheres no Brasil, quando excluídos os casos de câncer de pele não melanoma.

Coloproctologista Mardem Machado de Souza, do HUJM-UFMT, alerta que a associação de sangramento nas fezes e alterações no hábito intestinal é o alerta mais comum. No entanto, dores abdominais, perda de peso, anemia e sensação de evacuação incompleta também devem ser investigadas. “Quanto mais cedo se diagnostica, menor o risco de disseminação do tumor e maiores as chances de oferecer um tratamento efetivo e definitivo, com elevadas taxas de cura”, frisou.

O especialista informa ainda que, embora existam métodos como a pesquisa de sangue oculto nas fezes e exames parciais do intestino, a colonoscopia é considerada o exame mais completo para detecção do câncer colorretal. O procedimento permite avaliar todo o intestino grosso, retirar lesões precursoras, biopsiar tumores e até retirar lesões malignas iniciais.

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Também a maioria dos cânceres do intestino grosso e reto surge a partir de pólipos adenomatosos, que se assemelham a pequenas verrugas e podem evoluir para câncer após sete a dez anos, caso ocorram alterações genéticas.

As diretrizes internacionais recomendam o início do rastreamento a partir dos 45 anos para pessoas sem fatores de risco. Para quem possui histórico familiar, o exame é indicado a partir dos 40 anos ou dez anos antes da idade em que o familiar de primeiro grau recebeu o diagnóstico.

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