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Saúde

Número de casos confirmados de sarampo no Brasil passa de 10 mil

O número de registros confirmados de sarampo no país já soma 10.429 casos desde o início de 2019. As confirmações foram feitas por análise laboratorial (79%) ou critério clínico (21%). Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (7) em novo boletim do Ministério da Saúde. São Paulo representa 90,5% de todas as infecções.

Confira os números, desde janeiro:

  • 49.613 casos suspeitos
  • 10.429 casos confirmados (21%)
  • 19.647 descartados
  • 19.537 ainda são investigados
  • 14 mortes (há o registro de uma 15ª vítima, que ainda não consta no balanço oficial do Ministério)

Para os dados dos estados, o governo fez um recorte entre as semanas 32 e 43, período entre 4 de agosto e 26 de outubro.

São Paulo lidera, com 5.123 casos; seguido por Paraná (227), Rio de Janeiro (70) e Minas Gerais (67).

De acordo com o boletim do Ministério da Saúde, morreram 14 pessoas por infecções da doença – 13 em São Paulo e uma no município de Taquaritinga do Norte, em Pernambuco.

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A Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, que tem um acesso mais rápido aos dados do estado, confirmou nesta quarta-feira (6) um 14º caso no estado, na cidade de Limeira – seria a 15ª vítima em todo o país. O dado ainda não consta no balanço mais recente do Ministério da Saúde.

Mortes por cidade de São Paulo:

  • São Paulo – 5
  • Osasco – 2
  • Francisco Morato – 2
  • Itanhaém – 1
  • Itapevi – 1
  • Franco da Rocha – 1
  • Santo André – 1
  • Limeira – 1

As faixas etárias mais afetadas são as crianças com menos de 1 ano, com 18,3% dos casos, e jovens de 20 a 29 anos, com 30,6%. Idosos representam 2,5% dos registros.

No dia 29 de outubro, o Ministério da Saúde anunciou que conseguiu atingir a meta de vacinação contra a doença – 95% de cobertura em crianças de 1 ano, sendo que 14 estados superaram o índice.

Bem Estar

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Saúde

MT deve registrar 520 novos casos de câncer colorretal por ano até 2028

O mês de março é tomado pela cor azul-marinho com o objetivo de alertar toda a sociedade para o câncer colorretal (intestino e reto), um dos tumores mais incidentes e uma das maiores taxas de mortalidade do país, que deve registrar 26.270 novos casos da doença por ano no triênio de 2026-2028.

Só em Mato Grosso, são estimados 520 novos casos anuais deste tipo de neoplasia no mesmo período, conforme estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Diante desse cenário, durante o mutirão do “Dia E – Ebserh em Ação”, vinculado ao programa “Agora Tem Especialistas”, do Ministério da Saúde (MS), o Hospital Universitário Júlio Müller, da Universidade Federal de Mato Grosso (HUJM-UFMT), administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), alerta para importância de exames de colonoscopia.

A iniciativa também faz parte do “Março Azul-Marinho”, uma campanha de conscientização sobre a prevenção e o combate ao câncer colorretal. Durante o mutirão, realizado neste dia 21, caso seja identificada alguma doença durante os exames, os pacientes passam a ser acompanhados pelo serviço de coloproctologia.

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“Realizamos uma consulta de triagem no dia do mutirão e depois realizaremos consulta dando o feedback sobre o resultado do exame e seguimento”, disse a residente R5 de Coloproctologia, Maristella Nery.

O QUE É – O câncer colorretal é um tumor maligno que se desenvolve no intestino grosso (cólon) e no reto. Atualmente, já figura como o segundo tipo de tumor mais frequente entre homens e mulheres no Brasil, quando excluídos os casos de câncer de pele não melanoma.

Coloproctologista Mardem Machado de Souza, do HUJM-UFMT, alerta que a associação de sangramento nas fezes e alterações no hábito intestinal é o alerta mais comum. No entanto, dores abdominais, perda de peso, anemia e sensação de evacuação incompleta também devem ser investigadas. “Quanto mais cedo se diagnostica, menor o risco de disseminação do tumor e maiores as chances de oferecer um tratamento efetivo e definitivo, com elevadas taxas de cura”, frisou.

O especialista informa ainda que, embora existam métodos como a pesquisa de sangue oculto nas fezes e exames parciais do intestino, a colonoscopia é considerada o exame mais completo para detecção do câncer colorretal. O procedimento permite avaliar todo o intestino grosso, retirar lesões precursoras, biopsiar tumores e até retirar lesões malignas iniciais.

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Também a maioria dos cânceres do intestino grosso e reto surge a partir de pólipos adenomatosos, que se assemelham a pequenas verrugas e podem evoluir para câncer após sete a dez anos, caso ocorram alterações genéticas.

As diretrizes internacionais recomendam o início do rastreamento a partir dos 45 anos para pessoas sem fatores de risco. Para quem possui histórico familiar, o exame é indicado a partir dos 40 anos ou dez anos antes da idade em que o familiar de primeiro grau recebeu o diagnóstico.

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