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Saúde

Hospital Regional de Sinop realiza cirurgias de coluna por vídeo biportal

Duas pacientes com problema na coluna terão uma recuperação muito mais rápida com o procedimento sendo realizado por esta técnica menos invasiva
O Hospital Regional de Sinop, administrado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), realizou as primeiras cirurgias de coluna por vídeo endoscopia na técnica biportal. Os procedimentos feitos desta forma são minimamente invasivos, pois utilizam dois pequenos acessos de menos de 1 cm: um para a câmera endoscópica e outro para os instrumentos cirúrgicos.

As duas pacientes operadas tinham estenose do foramem, um estreitamento anormal dos orifícios laterais da coluna vertebral, por onde os nervos saem da medula espinhal, e já melhoraram muito da dor no pós-operatório.

“A Secretaria investe para utilizar técnicas modernas e cada vez menos invasivas nas cirurgias em seus hospitais, para trazer mais conforto e qualidade de vida aos usuários do Sistema Único de Saúde [SUS]”, afirmou o secretário adjunto de Gestão Hospitalar da SES, Oberdan Lira.

Segundo o diretor do Hospital Regional de Sinop, Jean Carlos Alencar, a cirurgia endoscópica biportal permite uma visão ampliada do cirurgião e traz muito mais segurança para o paciente.

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“O procedimento é realizado com maior mobilidade, o que leva a melhora da dor dos pacientes com mínima lesão das estruturas musculares em um pós-operatório muito mais tranquilo. Assim, as duas pacientes já se recuperam em casa e terão um retorno mais rápido as suas atividades: devem tirar os pontos com uma semana, voltar a dirigir com 14 dias e fazer exercício físico com 30 dias”, explicou.

Conforme o médico neurocirurgião Paulo Tarso, a indicação tradicional para as pacientes seria o procedimento de artrodese, muito mais agressivo.

“Com esse procedimento, o nervo foi liberado sem maior dano às estruturas da paciente, com retorno as suas atividades em menor tempo”, afirmou.

SECOM -MT

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Saúde

Mais de 7,6 mil bebês nasceram de mães adolescentes em Mato Grosso em 2025

Mais de 7,6 mil bebês nasceram de mães adolescentes em Mato Grosso no ano passado, segundo dados do Painel de Monitoramento de Nascidos Vivos, do Ministério da Saúde. O levantamento registra 7.310 partos de jovens entre 15 e 19 anos e outros 324 de meninas com menos de 14 anos, uma média de aproximadamente 20 nascimentos por dia.

Além de evidenciar uma realidade marcada pela gravidez precoce, os números também chamam atenção para casos que podem estar relacionados ao estupro de vulnerável, especialmente entre as menores de 14 anos, e para os impactos sociais enfrentados por essas adolescentes.

No cotidiano da assistência social, a gravidez na adolescência costuma representar uma ruptura nos projetos de vida. Segundo a psicóloga do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) do bairro Pedregal, Emanuele Costa, muitas jovens passam a enxergar a maternidade como único caminho possível.

“É como se a vida dela se resumisse à maternidade, e é isso que vai determinar todo o resto da vida dela”, afirma.

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A profissional explica que parte das adolescentes procura atendimento espontaneamente, enquanto outras são encaminhadas pelas unidades de saúde. No Cras, elas recebem acolhimento, orientação e acompanhamento para acesso aos benefícios socioassistenciais.

Entre os principais desafios está a evasão escolar. A gravidez, as limitações impostas pela gestação, o período do puerpério e a dificuldade de conciliar os cuidados com o bebê fazem com que muitas interrompam os estudos.

“Nós analisamos se houve ou não a evasão escolar, para ver a possibilidade de essa jovem voltar para a escola. Isso é uma grande questão na gravidez na adolescência, pois muitas deixam de ir ou têm muita dificuldade para voltar. Elas precisam de uma rede de apoio consolidada para conseguir, neste momento, voltar à escola e não ficarem desamparadas em relação aos cuidados com o filho”, destaca.

De acordo com Emanuele, outro aspecto recorrente é a ausência de planejamento para o futuro. Diferentemente de outros adolescentes, que costumam projetar objetivos como concluir os estudos, ingressar na universidade e conquistar independência financeira, muitas jovens grávidas acabam limitando suas expectativas à maternidade.

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“Muitas vezes, se ouve na adolescência: ‘eu quero estudar, me formar, passar no Enem e depois comprar uma casa’. Com elas, não. É como se agora a vida dela fosse só isso. Eu vou ser mãe e pronto, não tem planejamento para a vida futura”, relata.

A psicóloga também observa que, na maioria dos atendimentos, os pais das crianças estão ausentes. O suporte costuma vir das mães ou avós das adolescentes, que assumem papel fundamental na construção da rede de apoio.

“Pela nossa vivência, o amparo vem desse lado materno da própria mãe trazer a filha, conversar e tentar restabelecer esse vínculo que, muitas vezes, chega fragilizado. Nisso entra o papel da assistência social e do serviço de fortalecimento de vínculos. É para garantir que a rede de apoio seja mantida, porque essa é uma das principais bases para que a jovem consiga ter uma vida menos vulnerável e fique menos exposta a situações de risco”, conclui.

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