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Saúde

Cientistas brasileiros descobrem molécula capaz de enfraquecer tumor que provoca câncer em crianças

Pesquisadores brasileiros identificaram pela primeira vez uma molécula que pode reduzir a agressividade de tumores embrionários do sistema nervoso central, responsáveis por uma espécie de câncer mais comum em crianças.

A bióloga da Universidade de São Paulo (USP) Carolini Kaid é uma das responsáveis pela descoberta da molécula chamada microRNA-367, que foi publicada em agosto pela revista europeia “Molecular Oncology”

“O que eu descobri é uma maneira de inibir a agressividade do tumor”, disse Kaid. “Quando a gente tratou o inibidor dessa molécula, alguns camundongos não geraram tumor; e os que geraram, foram tumores benigno, pequenos, que poderiam ser tratados com quimio ou radioterapia.”

A bióloga explicou que os resultados foram “impressionantes” nas cobaias que receberam células de crianças com câncer. Ela defendeu que este processo pode ser rapidamente aplicado em hospitais para direcionar o tratamento de câncer pediátrico.

Entretanto, antes de começar os estudos clínicos, os pesquisadores explicam que são necessários testes sobre a toxicidade desta molécula em sua versão sintética. Além disso, precisam entender melhor como ela é metabolizada e quanto tempo pode permanecer no organismo.

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Investimento público

A pesquisadora destacou que a descoberta aconteceu após seis anos de dedicação exclusiva a este projeto, e que só foi possível seguir por conta da oferta de bolsas de mestrado e doutorado, que são o salário dos cientistas.

“Se não tivesse a bolsa eu teria que parar o estudo no meio do caminho, e talvez essa tecnologia nunca chegaria pra favorecer pacientes na clínica”, disse Kaid sobre o cenário atual de redução nos investimentos para a ciência.

A cientista Mayana Zatz, chefe do centro responsável pela descoberta, defendeu a importância do investimento contínuo na ciência.

“A gente descobriu um tratamento pra câncer brasileiro, isso vai ser acessível aos pacientes num custo infinitamente menor se a gente tiver que importar”, disse. “É isso que o governo tem que olhar: investir hoje pra colher daqui a quatro, cinco anos. Mas isso não pode parar.”

A reportagem entrou em contato com o Ministério da Ciência e Tecnologia para perguntar sobre os investimentos em pesquisa no Brasil. Leia o que respondeu a pasta em nota:

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“Diante das restrições orçamentárias o Ministério tem dado prioridade ao pagamento das bolsas do Cnpq e atuado junto ao Ministério da Economia e ao Congresso para aumentar os recursos.”

G1

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Saúde

MT deve registrar 520 novos casos de câncer colorretal por ano até 2028

O mês de março é tomado pela cor azul-marinho com o objetivo de alertar toda a sociedade para o câncer colorretal (intestino e reto), um dos tumores mais incidentes e uma das maiores taxas de mortalidade do país, que deve registrar 26.270 novos casos da doença por ano no triênio de 2026-2028.

Só em Mato Grosso, são estimados 520 novos casos anuais deste tipo de neoplasia no mesmo período, conforme estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Diante desse cenário, durante o mutirão do “Dia E – Ebserh em Ação”, vinculado ao programa “Agora Tem Especialistas”, do Ministério da Saúde (MS), o Hospital Universitário Júlio Müller, da Universidade Federal de Mato Grosso (HUJM-UFMT), administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), alerta para importância de exames de colonoscopia.

A iniciativa também faz parte do “Março Azul-Marinho”, uma campanha de conscientização sobre a prevenção e o combate ao câncer colorretal. Durante o mutirão, realizado neste dia 21, caso seja identificada alguma doença durante os exames, os pacientes passam a ser acompanhados pelo serviço de coloproctologia.

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“Realizamos uma consulta de triagem no dia do mutirão e depois realizaremos consulta dando o feedback sobre o resultado do exame e seguimento”, disse a residente R5 de Coloproctologia, Maristella Nery.

O QUE É – O câncer colorretal é um tumor maligno que se desenvolve no intestino grosso (cólon) e no reto. Atualmente, já figura como o segundo tipo de tumor mais frequente entre homens e mulheres no Brasil, quando excluídos os casos de câncer de pele não melanoma.

Coloproctologista Mardem Machado de Souza, do HUJM-UFMT, alerta que a associação de sangramento nas fezes e alterações no hábito intestinal é o alerta mais comum. No entanto, dores abdominais, perda de peso, anemia e sensação de evacuação incompleta também devem ser investigadas. “Quanto mais cedo se diagnostica, menor o risco de disseminação do tumor e maiores as chances de oferecer um tratamento efetivo e definitivo, com elevadas taxas de cura”, frisou.

O especialista informa ainda que, embora existam métodos como a pesquisa de sangue oculto nas fezes e exames parciais do intestino, a colonoscopia é considerada o exame mais completo para detecção do câncer colorretal. O procedimento permite avaliar todo o intestino grosso, retirar lesões precursoras, biopsiar tumores e até retirar lesões malignas iniciais.

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Também a maioria dos cânceres do intestino grosso e reto surge a partir de pólipos adenomatosos, que se assemelham a pequenas verrugas e podem evoluir para câncer após sete a dez anos, caso ocorram alterações genéticas.

As diretrizes internacionais recomendam o início do rastreamento a partir dos 45 anos para pessoas sem fatores de risco. Para quem possui histórico familiar, o exame é indicado a partir dos 40 anos ou dez anos antes da idade em que o familiar de primeiro grau recebeu o diagnóstico.

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