Saúde
Alecrim faz coração funcionar melhor: estimula circulação e reduz inflamação
Com sabor e aroma intensos e inconfundíveis, o alecrim é bastante usado para dar um gostinho extra a receitas de peixes, carnes vermelhas, batatas e sopas. O consumo regular do tempero ainda traz diversos benefícios para a saúde: fortalece o coração, protege o cérebro, evita câncer e reduz inchaço.
Alecrim faz bem para o coração
O alecrim é rico em uma substância chamada ácido carnósico, que tem importante ação contra os radicais livres, afirma Aline Lamaita, membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular. De acordo com a médica, o tempero ainda possui ácido rosmarínico, que desintoxica e reduz a inflamação. Ou seja: ele é um importante aliado para fortalecer o coração e aumentar a circulação nos pequenos vasos em torno dos músculos e órgãos.
Alecrim ajuda a evitar Alzheimer
O alecrim pode ter efeito positivo sobre o cérebro por causa de sua ação antioxidante, capaz de reduzir inflamações no sistema nervoso. De acordo com um estudo britânico, as propriedades do tempero podem tratar e evitar o Alzheimer.
Alecrim previne surgimento de câncer
O alecrim tem ação antioxidante que protege as células contra os radicais livres e, além de evitar problemas cardíacos e doenças degenerativas, pode também prevenir o surgimento de câncer, segundo uma pesquisa feita pela Universidade Brock, no Canadá.
Alecrim combate inchaço
O alecrim é tão poderoso que pode trazer benefícios até mesmo quando consumido somente com água. Excelente diurético natural, o alimento melhora a digestão e aumenta a produção de urina, o que estimula o corpo a eliminar o máximo de líquidos retidos e toxinas, combatendo o inchaço e melhorando a saúde como um todo.
Para preparar a água de alecrim, basta adicionar cerca de 30g de folhas secas da erva em 1 litro de água fervente e deixar repousar em infusão por 3 a 5 minutos, tapado. O ideal é consumir a bebida entre 3 e 4 vezes ao longo do dia, preferencialmente sem adoçar.
Fonte: VIX*
Saúde
MT deve registrar 520 novos casos de câncer colorretal por ano até 2028

O mês de março é tomado pela cor azul-marinho com o objetivo de alertar toda a sociedade para o câncer colorretal (intestino e reto), um dos tumores mais incidentes e uma das maiores taxas de mortalidade do país, que deve registrar 26.270 novos casos da doença por ano no triênio de 2026-2028.
Só em Mato Grosso, são estimados 520 novos casos anuais deste tipo de neoplasia no mesmo período, conforme estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Diante desse cenário, durante o mutirão do “Dia E – Ebserh em Ação”, vinculado ao programa “Agora Tem Especialistas”, do Ministério da Saúde (MS), o Hospital Universitário Júlio Müller, da Universidade Federal de Mato Grosso (HUJM-UFMT), administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), alerta para importância de exames de colonoscopia.
A iniciativa também faz parte do “Março Azul-Marinho”, uma campanha de conscientização sobre a prevenção e o combate ao câncer colorretal. Durante o mutirão, realizado neste dia 21, caso seja identificada alguma doença durante os exames, os pacientes passam a ser acompanhados pelo serviço de coloproctologia.
“Realizamos uma consulta de triagem no dia do mutirão e depois realizaremos consulta dando o feedback sobre o resultado do exame e seguimento”, disse a residente R5 de Coloproctologia, Maristella Nery.
O QUE É – O câncer colorretal é um tumor maligno que se desenvolve no intestino grosso (cólon) e no reto. Atualmente, já figura como o segundo tipo de tumor mais frequente entre homens e mulheres no Brasil, quando excluídos os casos de câncer de pele não melanoma.
Coloproctologista Mardem Machado de Souza, do HUJM-UFMT, alerta que a associação de sangramento nas fezes e alterações no hábito intestinal é o alerta mais comum. No entanto, dores abdominais, perda de peso, anemia e sensação de evacuação incompleta também devem ser investigadas. “Quanto mais cedo se diagnostica, menor o risco de disseminação do tumor e maiores as chances de oferecer um tratamento efetivo e definitivo, com elevadas taxas de cura”, frisou.
O especialista informa ainda que, embora existam métodos como a pesquisa de sangue oculto nas fezes e exames parciais do intestino, a colonoscopia é considerada o exame mais completo para detecção do câncer colorretal. O procedimento permite avaliar todo o intestino grosso, retirar lesões precursoras, biopsiar tumores e até retirar lesões malignas iniciais.
Também a maioria dos cânceres do intestino grosso e reto surge a partir de pólipos adenomatosos, que se assemelham a pequenas verrugas e podem evoluir para câncer após sete a dez anos, caso ocorram alterações genéticas.
As diretrizes internacionais recomendam o início do rastreamento a partir dos 45 anos para pessoas sem fatores de risco. Para quem possui histórico familiar, o exame é indicado a partir dos 40 anos ou dez anos antes da idade em que o familiar de primeiro grau recebeu o diagnóstico.
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