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Saúde

Microplásticos na água representam ‘risco pequeno à saúde’, diz estudo

Em seu primeiro relatório sobre a questão, a OMS descobriu que partículas maiores e a maioria das menores passam pelo corpo sem serem absorvidas.

Mas disse que as descobertas foram baseadas em “informações limitadas”, e exigiu mais pesquisas sobre o assunto.

“Precisamos urgentemente saber mais sobre o assunto”, disse o órgão da ONU.

Bruce Gordon, da OMS, comprometeu-se iniciar pesquisas mais amplas durante entrevista à BBC News em 2018, depois que a Orb Media encontrou partículas de plástico em muitas das principais marcas de água mineral engarrafada.

O que diz o relatório?

Os microplásticos, definidos como pequenos pedaços (menos de 5 mm de comprimento) de qualquer tipo de detrito plástico, foram encontrados em rios, lagos, fontes de água potável e em garrafas de água.

Então, o que isso significa para a saúde humana?

Em seu primeiro relatório sobre a questão, a OMS afirma que os microplásticos não parecem representar um risco para a saúde nos níveis atuais, mas acrescenta que muito mais pesquisas são necessárias.

Estudos apropriados sobre plásticos na água só começaram a realmente ser feitos nos últimos dois anos.

Além disso, os estudos realizados não foram padronizados, com diferentes pesquisadores utilizando diferentes filtros para avaliar o número de partículas de plástico presentes em diferentes fontes de água.

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“Para dizer que uma fonte de água tem mil micropartículas por litro e outro tem apenas um, poderia simplesmente depender do tamanho do filtro utilizado”, explicou Gordon.

“Estamos basicamente em um ponto em que os métodos de estudo eram bastante fracos.”

No entanto, Gordon diz que a pesquisa disponível deve ser “bastante reconfortante” para os consumidores humanos.

A OMS afirma que as evidências sugerem que todas as partículas maiores de plástico, e a maioria das menores, simplesmente passam pelo corpo sem serem absorvidas.

O que poderia ser feito?

Um tratamento apropriado das águas residuais, incluindo a remoção de conteúdo fecal e produtos químicos deve, segundo a OMS, também remover mais de 90% dos microplásticos.

É por isso que as recomendações da OMS, na esteira deste relatório, não incluem verificações de rotina para microplásticos na água.

Em vez disso, a OMS quer que fornecedores e reguladores de água potável se concentrem em “riscos conhecidos”.

“Dois bilhões de pessoas bebem água contaminada”, disse Gordon. “E isso causa um milhão de mortes por ano. Esse tem de ser o foco.”

No entanto, a OMS considera a poluição por plástico um problema urgente. Aconselha reduzir o uso de plásticos sempre que possível e melhorar os programas de reciclagem.

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Quão limitada é a pesquisa?

A principal mensagem deste relatório inicial é realmente o quanto não sabemos sobre as consequências da poluição plástica.

Alguns estudos indicam que a água engarrafada contém mais microplásticos que a água da torneira, mas não está claro o motivo. Pode ser uma fonte de água contaminada, mas também podem ser causado pelos polímeros plásticos usados ​​para fazer as garrafas e tampas.

E embora as evidências disponíveis sugiram que os riscos à saúde associados à ingestão de microplásticos e os produtos químicos associados a eles sejam mínimos, os estudos até agora contêm lacunas de dados significativas, que precisam ser corrigidas em pesquisas futuras, de acordo com a coautora do relatório Jennifer de France.

“Precisamos saber o número de partículas que foram detectadas, o tamanho dessas partículas, as formas, bem como sua composição química”, diz ela.

Portanto, este relatório sobre as consequências dos microplásticos para a saúde provavelmente será o primeiro de muitos. Isso porque os microplásticos estão presentes não apenas na água, mas também no ar e em nossos alimentos.

Nos próximos anos, a OMS deseja fazer um estudo analisando o que essa “exposição ambiental total” significa para nossa saúde também.

BBC

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Saúde

MT deve registrar 520 novos casos de câncer colorretal por ano até 2028

O mês de março é tomado pela cor azul-marinho com o objetivo de alertar toda a sociedade para o câncer colorretal (intestino e reto), um dos tumores mais incidentes e uma das maiores taxas de mortalidade do país, que deve registrar 26.270 novos casos da doença por ano no triênio de 2026-2028.

Só em Mato Grosso, são estimados 520 novos casos anuais deste tipo de neoplasia no mesmo período, conforme estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Diante desse cenário, durante o mutirão do “Dia E – Ebserh em Ação”, vinculado ao programa “Agora Tem Especialistas”, do Ministério da Saúde (MS), o Hospital Universitário Júlio Müller, da Universidade Federal de Mato Grosso (HUJM-UFMT), administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), alerta para importância de exames de colonoscopia.

A iniciativa também faz parte do “Março Azul-Marinho”, uma campanha de conscientização sobre a prevenção e o combate ao câncer colorretal. Durante o mutirão, realizado neste dia 21, caso seja identificada alguma doença durante os exames, os pacientes passam a ser acompanhados pelo serviço de coloproctologia.

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“Realizamos uma consulta de triagem no dia do mutirão e depois realizaremos consulta dando o feedback sobre o resultado do exame e seguimento”, disse a residente R5 de Coloproctologia, Maristella Nery.

O QUE É – O câncer colorretal é um tumor maligno que se desenvolve no intestino grosso (cólon) e no reto. Atualmente, já figura como o segundo tipo de tumor mais frequente entre homens e mulheres no Brasil, quando excluídos os casos de câncer de pele não melanoma.

Coloproctologista Mardem Machado de Souza, do HUJM-UFMT, alerta que a associação de sangramento nas fezes e alterações no hábito intestinal é o alerta mais comum. No entanto, dores abdominais, perda de peso, anemia e sensação de evacuação incompleta também devem ser investigadas. “Quanto mais cedo se diagnostica, menor o risco de disseminação do tumor e maiores as chances de oferecer um tratamento efetivo e definitivo, com elevadas taxas de cura”, frisou.

O especialista informa ainda que, embora existam métodos como a pesquisa de sangue oculto nas fezes e exames parciais do intestino, a colonoscopia é considerada o exame mais completo para detecção do câncer colorretal. O procedimento permite avaliar todo o intestino grosso, retirar lesões precursoras, biopsiar tumores e até retirar lesões malignas iniciais.

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Também a maioria dos cânceres do intestino grosso e reto surge a partir de pólipos adenomatosos, que se assemelham a pequenas verrugas e podem evoluir para câncer após sete a dez anos, caso ocorram alterações genéticas.

As diretrizes internacionais recomendam o início do rastreamento a partir dos 45 anos para pessoas sem fatores de risco. Para quem possui histórico familiar, o exame é indicado a partir dos 40 anos ou dez anos antes da idade em que o familiar de primeiro grau recebeu o diagnóstico.

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