Saúde
Mato Grosso inicia vacinação dos trabalhadores da indústria

A definição foi feita com base no Plano Nacional de Imunização (PNI), que prevê a vacinação deste público – Foto por: Secom
Após reunião realizada na manhã desta sexta-feira (02.07), entre representantes da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) e da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (Fiemt), ficou definido que o Estado deve iniciar a vacinação contra a Covid-19 dos trabalhadores da indústria, conforme pactuação da Comissão Intergestores Bipartite de Mato Grosso (CIB-MT).
A definição foi feita com base no Plano Nacional de Imunização (PNI), que prevê a vacinação deste público.
“Os trabalhadores da indústria nunca pararam. Foram e continuam sendo fundamentais para que possamos enfrentar e combater a pandemia e para que a população continue tendo acesso a todos os produtos e serviços necessários ao dia a dia”, afirmou o governador Mauro Mendes.
“É importante que todos os gestores municipais de saúde, prefeitos e secretários estejam atentos à resolução que regulamentará a imunização deste público. A CIB orientará como os municípios poderão identificar as unidades industriais do Estado de Mato Grosso”, acrescentou o secretário estadual de Saúde e presidente da CIB, Gilberto Figueiredo.
Além deste grupo, o colegiado de saúde definiu ainda a vacinação de outros grupos com as 98.070 doses de vacinas enviadas nesta semana pelo Ministério da Saúde, sendo 73.500 da AstraZeneca e 24.570 da Pfizer.
De acordo com a Resolução nº 68, serão vacinados com a primeira dose do imunizante AstraZeneca um quantitativo de trabalhadores da indústria relacionado pela Fiemt em ofício encaminhado à SES.
Para auxiliar os municípios na identificação das empresas do segmento industrial, o Sistema Fiemt, por meio do Serviço Social da Indústria (Sesi-MT), disponibilizará acesso ao banco de dados neste link com a listagem das industrias por Razão Social e CNPJ.
“O Sesi vai apoiar os municípios na identificação das indústrias e também vai apoiar a SES-MT no andamento dessa vacinação. Estamos montando juntos essa estratégia e eu agradeço ao secretário Gilberto Figueiredo por essa articulação em apoio aos 141 municípios do Estado”, pontuou o presidente da Fiemt, Gustavo de Oliveira.
Assim, as indústrias que não estiverem identificadas poderão entrar em contato com o Sesi, por meio do telefone: (65) 3611-1653 ou e-mail [email protected].
Outros grupos
A resolução ainda deliberou que um quantitativo das doses da Pfizer deverá contemplar a aplicação da primeira dose em funcionários do Sistema de Privação de Liberdade e População Privada de Liberdade, além de lactantes de bebês de até 1 ano de idade completos.
O documento pontua que, completado o grupo de lactantes e caso o município ainda disponha de doses destinadas para este público, os imunizantes poderão ser destinados à vacinação das lactantes de crianças de 1 ano e um dia de idade até 2 anos completos.
As doses da AstraZeneca serão destinadas a pessoas com 55 a 59 anos e trabalhadores de Transporte Coletivo Rodoviário de Passageiros Urbano e de Longo Curso.
Para a vacina AstraZeneca, o prazo de aplicação da segunda dose é de até 90 dias. Já o prazo da segunda dose da Pfizer é de até 12 semanas.
Caso os municípios alcancem a completa vacinação dos públicos-alvo estabelecidos para a imunização, a CIB orienta a continuidade da imunização dos demais públicos elencados pelo Ministério da Saúde.
Após a distribuição dos imunizantes aos municípios, as vacinas deverão ser armazenadas conforme as condições estabelecidas pela fabricante e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e com o apoio da segurança pública.
A aplicação das doses deve ser obrigatoriamente registrada pelos municípios no Sistema Nacional do Programa de Imunização (SI-PNI), do Ministério da Saúde. Até o momento, Mato Grosso já recebeu 1.896.910 doses de imunizantes contra a Covid-19.
Confira a seguir, em anexo, a quantidade de doses que cada município vai receber.
Fonte: Governo de Mato Grosso
Saúde
MT deve registrar 520 novos casos de câncer colorretal por ano até 2028

O mês de março é tomado pela cor azul-marinho com o objetivo de alertar toda a sociedade para o câncer colorretal (intestino e reto), um dos tumores mais incidentes e uma das maiores taxas de mortalidade do país, que deve registrar 26.270 novos casos da doença por ano no triênio de 2026-2028.
Só em Mato Grosso, são estimados 520 novos casos anuais deste tipo de neoplasia no mesmo período, conforme estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Diante desse cenário, durante o mutirão do “Dia E – Ebserh em Ação”, vinculado ao programa “Agora Tem Especialistas”, do Ministério da Saúde (MS), o Hospital Universitário Júlio Müller, da Universidade Federal de Mato Grosso (HUJM-UFMT), administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), alerta para importância de exames de colonoscopia.
A iniciativa também faz parte do “Março Azul-Marinho”, uma campanha de conscientização sobre a prevenção e o combate ao câncer colorretal. Durante o mutirão, realizado neste dia 21, caso seja identificada alguma doença durante os exames, os pacientes passam a ser acompanhados pelo serviço de coloproctologia.
“Realizamos uma consulta de triagem no dia do mutirão e depois realizaremos consulta dando o feedback sobre o resultado do exame e seguimento”, disse a residente R5 de Coloproctologia, Maristella Nery.
O QUE É – O câncer colorretal é um tumor maligno que se desenvolve no intestino grosso (cólon) e no reto. Atualmente, já figura como o segundo tipo de tumor mais frequente entre homens e mulheres no Brasil, quando excluídos os casos de câncer de pele não melanoma.
Coloproctologista Mardem Machado de Souza, do HUJM-UFMT, alerta que a associação de sangramento nas fezes e alterações no hábito intestinal é o alerta mais comum. No entanto, dores abdominais, perda de peso, anemia e sensação de evacuação incompleta também devem ser investigadas. “Quanto mais cedo se diagnostica, menor o risco de disseminação do tumor e maiores as chances de oferecer um tratamento efetivo e definitivo, com elevadas taxas de cura”, frisou.
O especialista informa ainda que, embora existam métodos como a pesquisa de sangue oculto nas fezes e exames parciais do intestino, a colonoscopia é considerada o exame mais completo para detecção do câncer colorretal. O procedimento permite avaliar todo o intestino grosso, retirar lesões precursoras, biopsiar tumores e até retirar lesões malignas iniciais.
Também a maioria dos cânceres do intestino grosso e reto surge a partir de pólipos adenomatosos, que se assemelham a pequenas verrugas e podem evoluir para câncer após sete a dez anos, caso ocorram alterações genéticas.
As diretrizes internacionais recomendam o início do rastreamento a partir dos 45 anos para pessoas sem fatores de risco. Para quem possui histórico familiar, o exame é indicado a partir dos 40 anos ou dez anos antes da idade em que o familiar de primeiro grau recebeu o diagnóstico.
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