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Saúde

Por que atriz Jameela Jamil acusa celebridades das redes sociais como Kardashians de enriquecer com ‘sangue e diarreia de adolescentes

“Os bolsos delas estão forrados de sangue e diarreia de adolescentes.”

A atriz, modelo e ativista britânica Jameela Jamil admite que usa palavras fortes para atrair holofotes sobre como celebridades usam a fama para vender “produtos tóxicos” para crianças no Instagram.

“Não há regulação, não há implicações legais para o que elas fazem. Elas estão vendendo produtos tóxicos, que em geral são laxantes, sem declarar que são laxantes”, afirmou Jamil em entrevista ao programa da BBC HARDtalk.

“Estamos vivendo em um tempo realmente bizarro, no qual celebridades têm carta branca para vender o que quiserem, como quiserem, a fim de impressionar os jovens.”

Mas ela não se arrepende da linguagem que adota em suas argumentações.

“Homens brancos em posições de poder falam o que querem e saem impunes”, rebate.

“É particularmente chocante quando uma mulher, ainda mais uma mulher de cor, põe para fora. Porque nós somos quem mais sofre pressão para ser obediente. Eu estava de fato com raiva. Não é uma tática para chocar. Extravasou, e eu não costumo ter filtro.”

E ela também afirma que se não se colocasse dessa forma não teria esse espaço na mídia nem falaria na Organização das Nações Unidas.

Críticas às Kardashians

A atriz e ativista de 33 anos, que ganhou fama inicialmente como apresentadora de rádio da BBC no Reino Unido, se mudou recentemente para Los Angeles, onde é conhecida tanto por seu papel na série cômica The Good Place quanto por seu ativismo.

Com frequência, ela faz críticas públicas a celebridades como as Kardashians, por promoverem produtos para perda de peso no Instagram sem informar os ingredientes.

Jamil atacou Kim Kardashian West por postar um anúncio promovendo a “Dieta do Pirulito”, chamando-a de “irresponsável” e “vítima de um problema social”.

Ela diz estar frustrada em geral com a atuação de celebridades nas redes sociais.

“Por alguma razão, elas podem postar uma foto mentirosa com Photoshop pesado, enquanto tomam essa ‘vitamina’ e chupam esse pirulito, ou comem uma banana mágica que emagrece ou qualquer coisa que elas queiram vender. Mas não atribuem o físico delas a personal trainers, cirurgiões, cozinheiros particulares e uso pesado de Photoshop.”

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A campanha ‘Eu Peso’

Irritada com um post no Instagram, Jamil lançou a campanha “Eu Peso” na rede social, onde tem 800 mil seguidores.

A publicação em questão tratava do peso de cada integrante do clã Kardashian.

A artista britânica encorajava as mulheres a celebrarem quem elas são e suas conquistas, em vez de serem julgadas por seu peso ou aparência física.

Na campanha, as mulheres publicariam uma imagem de si mesmas, acompanha de palavras e frases que a descrevem.

A campanha evoluiu para um movimento.

Diversos ativistas afirmam que a aparência física projetada por celebridades tem um impacto direto no grau de confiança de garotas jovens que adotam medidas extremas para perder peso.

“Não vendam laxantes para crianças. Não vendam produtos perigosos e sem regulação”, afirmou Jamil durante a entrevista à BBC.

Como consequência de sua campanha, o Instagram adotou restrições para anúncios ligados a produtos de dieta.

O Instagram afirma que removerá qualquer conteúdo com promessas “milagrosas” sobre dieta ou perda de peso que esteja ligado a uma oferta comercial, como um cupom de descontos.

Ativistas, especialistas e outros que se preocupam com a saúde mental de jovens cobram mais responsabilidade das celebridades.

Em uma das maiores pesquisas sobre o assunto, a Fundação de Saúde Mental no Reino Unido identificou que 1 em cada 8 pessoas com 18 anos está tão transtornada com sua aparência física que já cogitou tentar o suicídio.

Como as Kardashians reagiram?

Kim Kardashian West afirmou: “Você terá uma reação por quase tudo, desde que goste ou acredite, ou que valha a pena financeiramente, qualquer que seja a sua decisão, desde que você esteja de acordo, está tudo bem.”

E qual foi a resposta de Jamil?

“Então venda heroína para crianças, contato que você apoie, tudo bem. Não estou dizendo que é isso que ela vende, só estou dizendo que o ethos é o mesmo.”

Kim tem 148 milhões de seguidores no Instagram, e sua irmã mais nova, Kylie Jenner, tem 147 milhões.

Elas são bastante procuradas por diversas empresas interessadas em promover seus produtos.

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Em entrevista ao jornal americano New York Times, Khloe Kardashian, que está com pouco mais de 100 milhões de seguidores, respondeu a algumas das críticas.

Ela disse que não tem um cozinheiro particular e escolhe publicar seus exercícios exatos no Snapchat para mostrar todo o trabalho que ela faz para manter sua silhueta.

Cobrança por transparência

Jamil não está surpresa com essa reação.

Para ela, é preciso que as celebridades sejam honestas e transparentes sobre a aparência física que estão projetando.

“Se você fez uma cirurgia, não finja que não fez uma cirurgia. Se você quer que seu rosto seja refeito, se você quer parecer um leão ou uma girafa, faça o que quiser, mas apenas seja transparente.

“Exijo transparência das celebridades. É o mínimo que podemos fazer, somos modelos e devemos isso aos jovens que nos admiram. Seja transparente e diga a verdade.”

Racismo e estupro

Jamil usa suas próprias experiências para discutir esses temas.

Ela disse à BBC que foi fisicamente e verbalmente atacada na escola no Reino Unido por causa de sua cor de pele.

Também ficava envergonhada por ganhar peso e já ouviu que sua pele não era “exatamente adequada” para Hollywood.

Agora ela se posiciona mais. “Eu digo o que eu quero. Quero dizer algo que acorde as pessoas. Quero dizer a verdade aos poderosos.”

Mas ela foi criticada por fazer comentários provocativos sobre como cantoras como Rihanna e Beyonce se sexualizam para vender discos.

No entanto, Jamil diz que lamenta ter feito esses comentários.

“Eu fui vítima de estupro, uma vítima de múltiplos abusos que não sabia onde projetar minha raiva. Eu costumava mirar nos alvos errados.”

“Eu deveria ter mirado no patriarcado”, disse à BBC.

Ela agora quer usar a campanha “Eu Peso” para promover mudanças sociais.

“Estou atuando em uma plataforma de ativismo para jovens marginalizados que não têm meu privilégio. Quero trazer para a vida deles a visão deles. É apenas um espaço seguro na internet”.

G1

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Saúde

Doar sangue e salvar vidas: um gesto simples que transforma o mundo

Doar sangue para salvar vidas. Poucos gestos são tão simples e, ao mesmo tempo, tão poderosos quanto esse.

Em menos de uma hora, uma única doação pode beneficiar até quatro pessoas. Não é preciso ser herói nem ter habilidade especial. Basta ter saúde, disposição e sensibilidade para ajudar o próximo.

O sangue não possui substituto artificial. Nenhuma fábrica o produz. Nenhum laboratório consegue reproduzi-lo. Ele existe apenas em cada um de nós e só chega a quem precisa por meio da solidariedade humana. Cada doação é a demonstração concreta de que uma vida importa.

Pense na criança que necessita de transfusão durante uma cirurgia. Na mulher que enfrenta complicações após o parto. Na vítima de acidente que chega ao Pronto-Socorro em estado grave. No paciente em tratamento contra o câncer. Para cada um deles, uma bolsa de sangue pode representar a diferença entre a vida e a morte. Essa é a realidade diária dos hospitais brasileiros, inclusive aqui em Mato Grosso.

Neste 14 de junho, o mundo celebra o Dia Mundial do Doador de Sangue. Em 2026, a campanha da Organização Mundial da Saúde, no âmbito do ‘Junho Vermelho’, traz o tema “Doe sangue, dê esperança: juntos salvamos vidas”. Uma convocação que precisa ir além das datas e se tornar uma atitude permanente.

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Tenho levado esse compromisso a sério na prática. Por meio dos mutirões sociais do Gabinete da Assembleia Legislativa, levamos campanhas de doação de sangue diretamente às comunidades de Cuiabá, chegando a quem muitas vezes não consegue se deslocar até os pontos de coleta. A própria ALMT firmou parceria com o MT Hemocentro para receber o caminhão de coleta em frente ao plenário, mobilizando servidores e a população. O Parlamento tem o dever de dar o exemplo.

A doação é uma das mais nobres expressões de solidariedade. Quem doa não conhece a pessoa beneficiada. Não há recompensa financeira nem interesse pessoal. Há apenas a decisão de estender a mão a alguém em extrema necessidade.

O sangue coletado é separado em hemácias, plasma e plaquetas, atendendo pacientes com necessidades distintas. Uma única doação tem potencial para ajudar várias pessoas.

Os hemocentros dependem de doações regulares. O sangue possui prazo de validade limitado, e a reposição constante é uma necessidade. Ser um doador regular é assumir um compromisso com a vida, com a comunidade e com quem você ama.

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Qualquer pessoa saudável, entre 16 e 69 anos, e com mais de 50 quilos pode doar. O procedimento é seguro, rápido e praticamente indolor. O organismo repõe naturalmente o volume doado em pouco tempo.

Você dedica alguns minutos do seu dia. Em troca, oferece a alguém a oportunidade de continuar vivendo.

Convido cada mato-grossense a procurar o hemocentro mais próximo, fazer sua doação e incentivar familiares e amigos. Salvar vidas não depende de grandes recursos. Depende apenas da disposição de compartilhar o que carregamos dentro de nós.

Seja doador de sangue. Sua atitude pode ser a esperança que alguém espera para continuar vivendo.

*Max Russi é deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

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