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Saúde

Governo libera R$ 6 milhões para custeio de UTIs em Mato Grosso

A secretaria de Estado de Saúde publicou em Diário Oficial que circulou hoje as portarias informado o pagamento no valor total de R$ 6,1 milhões, destinado ao custeio de leitos em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs). O montante faz referência às competências de janeiro e fevereiro deste ano.

De acordo com as informações do Diário, a primeira portaria menciona o valor de R$ 854,3 mil, que foi transferido ao Fundo Municipal de Saúde (FMS) da cidade de Tangará da Serra e será repassado a duas unidades hospitalares do município.

A segunda portaria, no valor total de valor de R$ 5,3 milhões foi paga ao FMS de Cuiabá e deve ser destinada a 11 hospitais do Estado: Amecor (R$ 15.146,88), Femina Hospital Infantil e Maternidade (R$16.589,44), Hospital do Câncer de Mato Grosso (R$255.33,12), Hospital e Pronto Socorro Municipal de Cuiabá (R$ 1.679.864,32), Hospital Geral (R$ 742.181,88), Hospital Santa Helena (R$ 682.191,86), Hospital Julio Müller (R$ 407.132,08) e Santa Casa de Misericórdia de Cuiabá (R$ 51.932,16).

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Além das unidades de saúde da capital, essa parte da verba também contempla os municípios de Várzea Grande, Juína e Tangará da Serra.

Os recursos foram transferidos pela secretaria e repassados aos Fundos Municipais de Saúde, que efetivam os pagamentos por serviços executados pelas unidades hospitalares.

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Saúde

MT deve registrar 520 novos casos de câncer colorretal por ano até 2028

O mês de março é tomado pela cor azul-marinho com o objetivo de alertar toda a sociedade para o câncer colorretal (intestino e reto), um dos tumores mais incidentes e uma das maiores taxas de mortalidade do país, que deve registrar 26.270 novos casos da doença por ano no triênio de 2026-2028.

Só em Mato Grosso, são estimados 520 novos casos anuais deste tipo de neoplasia no mesmo período, conforme estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Diante desse cenário, durante o mutirão do “Dia E – Ebserh em Ação”, vinculado ao programa “Agora Tem Especialistas”, do Ministério da Saúde (MS), o Hospital Universitário Júlio Müller, da Universidade Federal de Mato Grosso (HUJM-UFMT), administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), alerta para importância de exames de colonoscopia.

A iniciativa também faz parte do “Março Azul-Marinho”, uma campanha de conscientização sobre a prevenção e o combate ao câncer colorretal. Durante o mutirão, realizado neste dia 21, caso seja identificada alguma doença durante os exames, os pacientes passam a ser acompanhados pelo serviço de coloproctologia.

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“Realizamos uma consulta de triagem no dia do mutirão e depois realizaremos consulta dando o feedback sobre o resultado do exame e seguimento”, disse a residente R5 de Coloproctologia, Maristella Nery.

O QUE É – O câncer colorretal é um tumor maligno que se desenvolve no intestino grosso (cólon) e no reto. Atualmente, já figura como o segundo tipo de tumor mais frequente entre homens e mulheres no Brasil, quando excluídos os casos de câncer de pele não melanoma.

Coloproctologista Mardem Machado de Souza, do HUJM-UFMT, alerta que a associação de sangramento nas fezes e alterações no hábito intestinal é o alerta mais comum. No entanto, dores abdominais, perda de peso, anemia e sensação de evacuação incompleta também devem ser investigadas. “Quanto mais cedo se diagnostica, menor o risco de disseminação do tumor e maiores as chances de oferecer um tratamento efetivo e definitivo, com elevadas taxas de cura”, frisou.

O especialista informa ainda que, embora existam métodos como a pesquisa de sangue oculto nas fezes e exames parciais do intestino, a colonoscopia é considerada o exame mais completo para detecção do câncer colorretal. O procedimento permite avaliar todo o intestino grosso, retirar lesões precursoras, biopsiar tumores e até retirar lesões malignas iniciais.

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Também a maioria dos cânceres do intestino grosso e reto surge a partir de pólipos adenomatosos, que se assemelham a pequenas verrugas e podem evoluir para câncer após sete a dez anos, caso ocorram alterações genéticas.

As diretrizes internacionais recomendam o início do rastreamento a partir dos 45 anos para pessoas sem fatores de risco. Para quem possui histórico familiar, o exame é indicado a partir dos 40 anos ou dez anos antes da idade em que o familiar de primeiro grau recebeu o diagnóstico.

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