Saúde
Islandês transmite ao vivo pela internet sanduíche de fast food que não apodrece há 10 anos
“Tinha ouvido falar que (alimentos do) McDonald’s nunca se decompõem, então queria saber se era verdade ou não”, disse Hjortur Smarason à agência France Presse.
Nesta semana, faz 10 anos que a aparentemente indestrutível refeição foi comprada, mas não parece.
Observadores podem assistir à transmissão ao vivo em streaming do lanche, que fica guardado em uma redoma de vidro em Snotra House, um hostel localizado ao sul do país nórdico.
“O velhinho ainda está aqui, indo muito bem. Sua aparência ainda é bem boa, na verdade”, disse Siggi Sigurdur, dono do hostel, à BBC News.
“É uma brincadeira, claro, mas que faz você pensar a respeito de o que está comendo. Não há nenhum mofo, só a embalagem de papel envelheceu.”
O hostel afirma que recebe hóspedes do mundo inteiro curiosos com o sanduíche e que o site com o streaming chega a ter 400 mil cliques por dia.
Exposição ‘itinerante’
Desde que foram comprados na lanchonete, dez anos atrás, o cheeseburguer e as fritas já se deslocaram bastante pela Islândia.
Primeiro, Smarason guardou-os em uma sacola plástica em sua garagem, para ver quão rápida seria sua decomposição.
Passados três anos, ele encontrou poucas mudanças no lanche. E decidiu doá-lo ao Museu Nacional da Islândia.
Um especialista do museu acabou concluindo que o local não estava “devidamente equipado para abrigar alimentos” e devolveu o lanche a seu dono original, segundo a equipe da Snotra House.
“Acho que ele (representante do museu) estava enganado, porque este sanduíche se preserva sozinho”, comentou Smarason.
Depois de uma passagem rápida por um outro hostel na capital Reykjavik, o lanche mudou-se para sua “moradia” atual.
Vários outros experimentos parecidos foram feitos com refeições do McDonald’s, e uma das mais conhecidas é a de Karen Hanrahan, que comprou um hambúrguer em 1996 e afirmou que, 14 anos depois, o lanche parecia igual ao dia em que fora comprado.
Em 2010, a fotógrafa Sally Davies comprou um McLanche Feliz e tirou uma foto do lanche por dia, durante seis meses.
Ela alegava que a comida não aparentava nenhum sinal de decomposição.
Em comunicado de 2013, o McDonald’s comentou que a ausência de decomposição é um “mito” e que “no ambiente correto, nossos hambúrgueres, como a maioria das comidas, pode decompor”. Mas, sem umidade no ambiente, “é improvável que eles desenvolvam mofo e bactérias ou se decomponham”.
“Alimentos caseiros que são deixados para desidratar apresentam resultados similares”, afirmou a rede.
“Olhe de perto: os hambúrgueres que você está vendo provavelmente estão secos e desidratados, e de forma alguma estão ‘do mesmo jeito que do dia em que foram comprados’. A realidade é que nossos hambúrgueres são feitos apenas de carne 1005 inspecionada pelas autoridades americanas. Não há conservantes ou preenchimentos em nossas carnes, e a única adição é de um pouco de sal e pimenta na grelha.”
BBC
Saúde
Doar sangue e salvar vidas: um gesto simples que transforma o mundo

Doar sangue para salvar vidas. Poucos gestos são tão simples e, ao mesmo tempo, tão poderosos quanto esse.
Em menos de uma hora, uma única doação pode beneficiar até quatro pessoas. Não é preciso ser herói nem ter habilidade especial. Basta ter saúde, disposição e sensibilidade para ajudar o próximo.
O sangue não possui substituto artificial. Nenhuma fábrica o produz. Nenhum laboratório consegue reproduzi-lo. Ele existe apenas em cada um de nós e só chega a quem precisa por meio da solidariedade humana. Cada doação é a demonstração concreta de que uma vida importa.
Pense na criança que necessita de transfusão durante uma cirurgia. Na mulher que enfrenta complicações após o parto. Na vítima de acidente que chega ao Pronto-Socorro em estado grave. No paciente em tratamento contra o câncer. Para cada um deles, uma bolsa de sangue pode representar a diferença entre a vida e a morte. Essa é a realidade diária dos hospitais brasileiros, inclusive aqui em Mato Grosso.
Neste 14 de junho, o mundo celebra o Dia Mundial do Doador de Sangue. Em 2026, a campanha da Organização Mundial da Saúde, no âmbito do ‘Junho Vermelho’, traz o tema “Doe sangue, dê esperança: juntos salvamos vidas”. Uma convocação que precisa ir além das datas e se tornar uma atitude permanente.
Tenho levado esse compromisso a sério na prática. Por meio dos mutirões sociais do Gabinete da Assembleia Legislativa, levamos campanhas de doação de sangue diretamente às comunidades de Cuiabá, chegando a quem muitas vezes não consegue se deslocar até os pontos de coleta. A própria ALMT firmou parceria com o MT Hemocentro para receber o caminhão de coleta em frente ao plenário, mobilizando servidores e a população. O Parlamento tem o dever de dar o exemplo.
A doação é uma das mais nobres expressões de solidariedade. Quem doa não conhece a pessoa beneficiada. Não há recompensa financeira nem interesse pessoal. Há apenas a decisão de estender a mão a alguém em extrema necessidade.
O sangue coletado é separado em hemácias, plasma e plaquetas, atendendo pacientes com necessidades distintas. Uma única doação tem potencial para ajudar várias pessoas.
Os hemocentros dependem de doações regulares. O sangue possui prazo de validade limitado, e a reposição constante é uma necessidade. Ser um doador regular é assumir um compromisso com a vida, com a comunidade e com quem você ama.
Qualquer pessoa saudável, entre 16 e 69 anos, e com mais de 50 quilos pode doar. O procedimento é seguro, rápido e praticamente indolor. O organismo repõe naturalmente o volume doado em pouco tempo.
Você dedica alguns minutos do seu dia. Em troca, oferece a alguém a oportunidade de continuar vivendo.
Convido cada mato-grossense a procurar o hemocentro mais próximo, fazer sua doação e incentivar familiares e amigos. Salvar vidas não depende de grandes recursos. Depende apenas da disposição de compartilhar o que carregamos dentro de nós.
Seja doador de sangue. Sua atitude pode ser a esperança que alguém espera para continuar vivendo.
*Max Russi é deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
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